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domingo, 17 de outubro de 2021

Nossos registros do Falco deiroleucus, o FALCÃO DE PEITO LARANJA.

 


Falco deiroleucus, o Falcão de peito-laranja, é uma ave da família Falconidae, possuindo todos os atributos típicos dos falcões mais representativos da família. Diz-se que o Falcão peregrino, o Falco peregrinus pode ser considerado como o paradigma da família. E nesse caso, nosso Falcão de peito laranja, tem características muito próximas ao peregrino, como veremos a seguir. Esses Falcões típicos, são aves com uma aerodinâmica própria para caçadas rápidas em locais abertos. São “projetados” pela natureza para a perseguição aérea a suas presas (aves) em alta velocidade. Suas asas são estreitas e pontudas e são mais indicadas para voos rápidos e rasantes procurando as presas no ar. Esses falcões, são agrupados no gênero Falco, possuem o bico afiado como um alicate de fio, apresentando um grande dente na maxila.(SICK, 1997). E além desses requisitos, também possuem uma visão altamente apurada com uma capacidade de vista muito perfeita a grandes distâncias!

Essas características anatômicas, como as asas pontudas e seu dente na maxila, são visíveis em algumas fotos do Falco deiroleucus. Com todas essas propriedades, esses falcões são exímios caçadores em campo aberto. Algumas espécies de outros gêneros, mesmo que ótimos caçadores como os Micrastur possuem habilidades diferentes, mais adaptados a outras situações.

O Falcão de peito laranja é uma ave com cerca de 30 cm de comprimento, o macho, e a fêmea 40 cm. É muito semelhante ao Cauré, Falco rufigularis na plumagem, mas, segundo SICK, quando se tem os exemplares das duas espécies nas mãos, percebe-se logo que o falcão de peito vermelho é maior e mais potente. Alguns estudiosos consideram mesmo que este falcão é o substituto geográfico e ecológico do Falcão peregrino na América tropical. Fato esse muito curioso. Segundo o site Wiki Aves, esse Falcão está listado pela IUCN na categoria de NT- Quase ameaçada. Sempre foi considerado raro. Apesar de citado com ocorrência em quase todo o Brasil, muitos estados ainda não têm qualquer foto dessa espécie no site Wiki Aves! Nesse quesito, podemos ver que o Espirito Santo tem sido privilegiado, registrando a espécie em doze municípios até esta data.

Até pouco tempo atrás, a situação de campo desse falcão era pouco conhecida. SICK, p.ex.,  em seu livro Ornitologia brasileira, de 1997, informa que “ não se conhecem, segundo parece, dados sobre sua reprodução no pais”. Mas, atualmente, como pode ser verificado no Wiki Aves, existem várias fotos mostrando a nidificação desse falcão, inclusive, a ave na companhia de filhotes ainda com plumagem de ninhegos.

Apresentamos a seguir, dados sobre nosso registro da espécie em Domingos Martins, ES, dentro da zona urbana da cidade, feito recentemente, em 05.10.2021.

Fomos guiados pelo colega do COA/ES e AMOAVES, o Eraldo Klein, a quem muito agradecemos a oportunidade de poder ver e registrar essa ave a uma distância razoável.

Observamos que o local onde o Falcão estava e tem sido registrado, é muito semelhante aos locais onde já o tínhamos visto anteriormente, indicando, talvez uma preferência ecológica da espécie. Trata-se de  escarpas de rochas graníticas vizinhas à mata circundante.  A ave parece que escolhe para nidificar esses locais, onde, aparentemente, fica protegido pela vegetação e pode cuidar de sua prole no ninho feito nas  cavidades da pedra. Em sua nidificação, conforme fotografias que podem ser vistas no Wiki Aves, aparentemente a ave cria dois filhotes.

No intervalo de tempo que estivemos no local, o individuo que, imaginamos, ficou "de guarda" manteve-se quase sempre discreto em seu poleiro. Poucas vezes a ave fez sobrevoos pequenos nas vizinhanças e nessas ocasiões, quase sempre vocalizou. Sua vocalização é parecida com a voz do Cauré, Falco rufigularis. 

Todas as vezes que encontramos esse falcão ele estava em locais com essas características. Foram os seguintes os registros:

1)   1)   Primeira vez que o encontramos, na Serra dos Três Pontões em Afonso Claudio.  O Falcão apareceu voando rápido e perseguindo uma Águia serrana, Geranoaetus melanoleucus. A foto foi tirada “no susto”, e por isso não ficou aproveitável. Mas é possível perceber pela coloração a silhueta de Falco deiroleucus. Toda a geografia do lugar condiz com os demais registros dessa ave.

2)    2)  Em Domingos Martins, também, em área na zona rural. Local de mata muito próxima de pedreiras. Essa foto foi publicada no Wiki Aves, mas a ave estava há uma grande distância, o que não permitiu uma melhor observação.

3)    3) O Último registro é este que ora comentamos. Quando a ave se encontra próxima à zona urbana de Domingos Martins, mas em uma área de mata bem encostada nas encostas graníticas.




Foto feita nos Três Pontões, Afonso Claudio em 2011. O falcão perseguia uma águia serrana, G.melanoleucus. Provavelmente um comportamento de proteção do ninho, que poderia estar próximo.








Matéria sobre o Falcão de Peito laranja na revista A.O. Atualidades ornitológicas de Setembro/Outubro de 2002.









Exemplo de local onde Falco deiroleucus costuma construir seu ninho. Esta escarpa de granito foi onde encontramos a ave, agora no dia 05.10.2021.













 Na encosta, provavelmente aguardando a fêmea que se encontrava no ninho.

Foto feita em 5.10.2021 em Domingos Martins, ES, Brasil.
















Imagem retirada do site Wiki Aves (www.wikiaves.com.br) mostrando a distribuição dos registros de Falco deiroleucus.

Os pontos vermelhos são os locais de registro da ave.

Observar que fora dos dominios da Amazônia, a concentração dos registros é maior no Estado do Espirito Santo, onde até esta data foram verificados 84 registros da espécie.








 
Classificado pela IUCN  como QUASE AMEAÇADO, esse falcão é mesmo difícil de ser encontrado! Entretanto, desconfiamos que as ameaças a esse Falcão não são oriundas de perseguição ou até mesmo supressão de florestas. Observando seu comportamento ficamos com a intuição que trata-se de uma ave naturalmente rara. Os locais que usa para nidificar são lugares quase sempre inacessíveis e por isso mesmo pouco visados para exploração econômica. Perseguir uma ave dessas para mata-lo, também percebemos ser difícil pois trata-se de ave muitíssimo desconfiada e de longe já monitora quem se aproxima. Então, esperamos que com a cobertura vegetal atual, seja possível manter as populações atuais dessa espécie tão interessante e bonita!


FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

SICK, H. Ornitologia Brasileira, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1997.

MASI, A. A.O. Atualidades Ornitológicas, vl. 109, set./Out.2002 Falcão de Peito vermelho, Falco deiroleucus.

Wiki Aves, Enciclopédia das aves do Brasil.




Finalizamos essas pequenas notas sobre o Falcão de peito laranja, o Falco deiroleucus, agradecemos as pessoas que nos visitam!!.















































































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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Um Principe em Vitória!

 Pyrocephalus rubinus  é uma ave tão linda que recebe o apelido de "Príncipe". Agora no inicio deste mês de Outubro e final de Setembro, um individuo adulto apareceu aqui dentro de Vitória, capital do Estado, ficando alguns dias no Parque Municipal da Pedra da Cebola.



O Príncipe adulto que apareceu no Parque Pedra da Cebola.

Fotografado no dia 01.10.2021 na Pedra da Cebola.








O Príncipe, Pyrocephalus rubinus é uma ave migratória. Aparentemente, pelos registros que observamos no Wiki Aves, no Espirito Santo a ave aparece de passagem duas vezes por ano. Temos registros nos meses de outono, de abril a junho e no segundo semestre, os registros ocorrem em setembro e outubro. É difícil estabelecer uma direção a esses movimentos. Estados mais ao norte, como a Bahia, por exemplo, apresentam quase a mesma sazonalidade que o Espirito Santo. Porém, no Sul do país, os registros predominantes ocorrem nos meses de verão. Talvez a movimentação dessa ave seja passar o verão no sul do país e os movimentos em direção ao norte ocorrerem a partir do outono. Retornando ao Sul/sudeste na primavera e verão.

A estadia do Príncipe em Vitória, atraiu muitos observadores de aves do COA/ES, para conseguir fotografar essa belíssima ave. Toda essa movimentação deve-se à beleza da ave e também à dificuldade de vê-lo por aqui. De fato, trata-se de ave que não é comum aqui em nossa região, aparecendo apenas nas migrações como essa que presenciamos.

Segundo o Wiki Aves, a ave costuma fazer a migração aos pares, mas o individuo que fotografamos estava solitário.










Agradecemos às pessoas que nos visitam!!




sábado, 25 de setembro de 2021

A Tesourinha da mata, Phibalura flavirostris, em Vargem Alta.

 Já havíamos registrado a Tesourinha da mata, Phibalura flavirostris, antes, em 2015, durante visita que fizemos ao Parque Natural do Caraça em Minas Gerais.


Na ocasião, registramos quatro indivíduos e ficamos muitíssimos agradecidos por conhecer esse Cotinga, que como tal, é ameaçado pelo desmatamento. 







Desde então, não havíamos mais encontrado essa espécie. Até agora recentemente, em setembro, nos dias 15 e 16, quando novamente encontramos a espécie, desta vez, três exemplares. Sendo que um casal procurava local para fazer o ninho já com vistas a atual temporada de nidificação nessa primavera que se inicia.

A Tesourinha da mata é uma ave classificada pela IUCN  na categoria NT, nova ameaçada. Essa ameaça decorre principalmente pela redução das matas. É uma espécie que não é encontrada com facilidade. Em nossas excursões, como relatamos, em seis anos é apenas a segunda vez que a encontramos. Alimenta-se de frutos e insetos, havendo relatos de que alimentam os ninhegos com insetos o que provavelmente ajuda no crescimento dos filhotes com mais rapidez, ao contrario de outras cotingas que fazem isso apenas com frutas. Em locais onde são mais comuns, chegam a formar pequenos bandos de até oito indivíduos.

O casal de Tesourinhas, pousado a pouca altura na árvore. Essa depressão do tronco, talvez, possa ser usada como local do ninho já que a árvore possui em seu tronco muitos musgos e liquens.  Esse material, comumente é usado pela Tesourinha para confeccionar seus ninhos.

O casal espreitando os intrusos.




 Nessa foto, temos o macho com um pequeno graveto no bico, provavelmente a ser usado no ninho.

Segundo informações que tivemos, a Tesourinha pode ter até duas posturas por temporada. Uma em setembro/outubro e outra em janeiro/fevereiro. As posturas são de dois ovos.
Isso também é uma característica boa  para a preservação da espécie, já que alguns cotingas, tem postura de apenas um ovo.







Mapa de ocorrência da Phibalura flavirostris, retirado do site Wiki Aves.; https://www.wikiaves.com.br/mapaRegistros_tesourinha-da-mata.


Os pontos em vermelho são os locais de ocorrência onde a espécie já foi registrada. Observar que Tesourinha é uma ave da mata atlântica, mas que ocorre também em localidades mais para o interior como no Mato Grosso do Sul.


O Registro de aves da família COTINGIDAE, sempre é comemorado por nós, posto que, são geralmente aves florestais e como tal, que sofrem algum grau de ameaça.  E foi com esse sentimento que produzimos a matéria anterior, com um pequeno vídeo mostrando a vocalização da Araponga, Procnias nudicollis em uma manhã lindamente ensolarada no lugar. E no caso presente da Tesourinha, além da importância do registro, não há como deixar de admirar a beleza e graça dessa tesourinha.

AGRADECEMOS às pessoas que nos visitam!!


sexta-feira, 17 de setembro de 2021

COTINGAS EM VARGEM ALTA, ES.

 

Nos dias 14 a 16 de setembro estivemos na zona rural do município de VARGEM ALTA neste estado do Espirito Santo, a fim de observar aves. Ficamos muito felizes, pois conseguimos registrar quatro cotingas residindo na área. Ressaltamos que esse local, fica a uma altitude de cerca de 1.100 metros, sendo originalmente todo ocupado pela mata atlântica.

Ouvimos muitas arapongas, Procnias nudicollis, conforme pode ser visto e ouvido no pequeno vídeo abaixo.

Também registramos uma boa população de Corocoxós, Carpornis cucullata, vários Tropeiros da Serra, Lipaugus lanioides e também vimos três indivíduos da Tesourinha da mata, Phibalura flavirostris,

Cotingídeos são aves exigentes quanto ao tamanho e conservação das matas, daí nossa alegria com a constatação de que essas espécies, tão típicas de nossa avifauna, resistem nas matas remanescentes.





A região é até hoje, muito florestada com matas em ótimo estado de conservação.  Pelo programa Google Earth, pudemos traçar uma régua com extensão equivalente a 16 km de comprimento por cerca de 11 km de largura no maior remanescente florestal que observamos no local onde visitamos. Tratam-se de matas nativas, a maioria secundárias, mas com porte de mata alta. Essas medidas que  fizemos, comportam apenas extensão do maior remanescente dessas matas que foi onde visitamos. Essas medidas compreendem cerca de 176 km2 de matas, por alto, o que perfazem cerca de 18.000 hectares no mínimo. Sem contar demais remanescentes. Essas observações podem ser comprovadas observando-se esse vídeo que juntamos.

Posteriormente faremos uma postagem com fotos da Tesourinha, a Phibalura, já que os demais cotingas nos apenas ouvimos, não conseguimos fotografar.

Muito obrigado a todos que nos visitam!!





quarta-feira, 8 de setembro de 2021

O Gavião de cauda curta, Buteo brachyurus,em Vitória.

 Recentemente estivemos no Parque Estadual da Fonte Grande, área preservada existente nos morros circundantes à capital do Estado do Espirito Santo. A surpresa foi encontrarmos dois indivíduos do Gavião de cauda curta, Buteo brachyurus, caçando em área descampada próxima ao local das torres das estações de TV.



O Gavião de cauda curta é um predador de porte médio, com cerca de 35-45 cm de comprimento. As fêmeas são maiores que os machos como é comum na família Accipitridae.

Trata-se de um predador bastante ativo e eficiente, capturando presas de bom tamanho e ágeis. Captura tanto pequenos mamíferos, como aves, lagartos, cobras. Porém, estudos recentes demonstraram que é um gavião especializado em caçar aves, principalmente pássaros.

Avista-lo no local foi interessante para se observar suas técnicas de caça e os métodos utilizados para capturar suas presas.




Este gavião tem uma das técnicas de caçadas mais interessantes: costuma planar a certa altura e quando vislumbra alguma presa, deixa-se cair do alto onde se encontra até o local onde se encontra a presa. É uma técnica semelhante à empregada pelo Gavião-pato, Spizaetus melanoleucus, espécie muito maior e grande predadora.




Quando pensávamos que seriamos premiados apenas com esse individuo, eis que aparece outro espécime, porém, com plumagem de coloração normal predominando o branco.



O Buteo brachyurus, com plumagem normal, morfo claro, onde predominam tons de branco,
.
O individuo acima, de cor predominando para o negro, encontra-se em sua fase chamada de morfo escuro.

Apesar do nome popular de Gavião de cauda curta, a cauda essa ave não é curta conforme podemos observar nessas fotos. Esse nome, provem do latim, onde brachyurus significa cauda curta, não tendo  portanto qualquer conotação relativa ao tamanho da cauda da espécie observada na natureza.

É um gavião relativamente fácil de ser observado aqui em Vitória, já são 17 fotos, desta espécie, nesta data na plataforma Wiki Aves. Ocorre desde o Sul dos EUA e México até a Argentina e em todo o Brasil.
Os individuos morfo escuro desse gavião podem dificultar um pouco a identificação por parte do observador. O Gavião urubu, Buteo albonotatus  apresenta muitas semelhanças, mas a distinção pode ser feita baseando-se em dois detalhes: O Gavião urubu é maior ( 51 cm de comprimento)  e apresenta um padrão das faixas na cauda diferente. Apresenta a base da cauda com uma faixa negra bem destacada, enquanto o Brchyurus tem a cauda barrada com várias faixas brancas.

Agradecemos às pessoas que nos visitam!!!








quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Conhecendo uma Sanã vermelha albina!

 Recentemente o amigo e colega passarinheiro do COA/ES e da AMOAVES,  Roberto O. Silva nos brindou com o registro de uma Sanã vermelha, Laterallus leucopyrrhus nos brejos de altitude na zona rural do município de Domingos Martins neste estado do Espirito Santo. Vide reg,: https://www.wikiaves.com.br/4456803. Então, no dia de ontem, 25-8-2021 estivemos no lugar, acompanhados do Roberto, para tentar, também, fotografar essa Sanã, tão curiosa e tão especial!

Sanãs são aves da família Rallidae, e diferem das Saracuras, dentro da mesma família, pelo porte geralmente menor. Essa Sanã vermelha, por ex. tem um comprimento médio de 17 cm. Outras saracuras como a Saracura-sanã mede 30 cm., a Sanã carijó tem 21 a 24 cm., a denominação Sanã, portanto, inferimos é aplicada popularmente devido ao tamanho dessas aves, mas que possuem comportamento e hábitos idênticos às saracuras.

REGISTRO NOSSO DO DIA 25-8-2021, da sanã vermelha:



Laterallus leucopyrrus muito arisca e desconfiada.

Nessa pequena abertura da vegetação de Taboas, Tipha domingensis, conseguimos as fotos,

O albinismo se caracteriza pela perda total dos pigmentos, tanto de melanina quanto de carotenoides. Nessas situações, a ave apresenta a plumagem toda ou parcialmente branca e olhos e outras partes adquirem cor avermelhada. As aves com albinismo geralmente são mais sensíveis à luz solar.


A ave chegou até essa pequena clareira procurando alimento no pequeno córrego.











A abertura da vegetação, de onde conseguimos as fotos.
com o Zoom para se se apreciar detalhes da ave e seu albinismo.
















Encerramos nosso relato desse encontro com a Sanã vermelha albina, nas montanhas do Espirito Santo. Muito obrigado a nossos visitantes.











domingo, 18 de julho de 2021

Beija flores vistos recentemente em Sertão Velho!

  As últimas excursões a Sertão Velho, mostraram um grande número de espécies de beija-flores se alimentando da mesma árvore onde vimos o Saí-de-pernas pretas, Dacnis nigripes. Nesta mensagem, publicamos algumas fotos das espécies, com sua identificações.


 Beija flor de fronte violeta, Thalurania glaucopis. Também é uma espécie comum e como todo beija flor, é muito bonito!
Sua cor verde iridescente é muito destacada. Possui cerca de 11 cm de comprimento e um bico de 1,8 cm. O macho apresenta uma plumagem muito bonita, contendo uma coroa cor violeta na fronte.






O Beija-flor-de-banda branca, Amazilia versicolor. Trata-se de espécie bastante frequente e que algumas vezes nos confunde com a variação de sua plumagem. Mede cerca de 8,5 cm de comprimento, e, como todo beija flor, se alimenta de néctar de flores.
















Beija flor roxo, Hylocharis cyanus, mede cerca de 9 cm de comprimento e é uma espécie muito comum nas proximidades da Reserva de Duas Bocas. 













A graciosa fêmea do Beija flor Roxo, Hylocharis cyanus.


















Beija-flor-roxo se alimentando.



















Uma das menores espécies, mede apenas 8 a 9 cm, o Rabo branco mirim, Phaetornis idaliae é uma ave restrita à mata atlântica, nos Estados de Espirito Santo, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais, principalmente nas matas da baixada e das encostas baixas. Apesar do comprimento indicar não ser tão pequeno, a imagem que transmite é ser bem menor, produz um ruído semelhante ás abelhas mamangavas ao voar, resultado da alta rotação de suas asas para se manter equilibrado.






Phaetornis idaliae, já foi considerado raro, talvez pelo pouco conhecimento que se tinha dessa espécie.
Mas hoje, creio que não pode ser classificado como raro, posto que já o registramos em vários locais.








a Fêmea do Estrelinha ametista, Calliphlox amethystina.

Um dos mais lindos e pequenos de nossos beija flores, medindo cerca de 7,5 cm a fêmea. O macho tem 8,5 cm.

Ocorre em todo o Brasil e embora não seja abundante, é um beija flor comum. Vive na mata e também é conhecido como Tesourinha ametista em razão de sua cauda furcada semelhante a uma tesoura.

É outro beija flor que produz um estranho zumbido ao se transportar de um lado a outro, talvez devido seu pequeno tamanho e à grande velocidade das batidas de asas.


Topetinho vermelho, Lophornis magnificus, aqui à esquerda, o macho da espécie.
É a menor espécie de Beija flor do Brasil!

Mede 6,8 cm e pesa 3 gramas!
É endêmica do Brasil, onde ocorre na maioria dos Estados fora da Amazônia e do Rio Grande do Sul.

Não está ameaçada e pode ser registrado frequentemente.










Fêmea do Topetinho vermelho, apresentando um grande dimorfismo sexual, pois não possui o topete vermelho.
















Beija flor de peito azul, Amazilia lactea, espécie de tamanho médio, cerca de 8 a 11 cm e com distribuição em duas regiões separadas: muitos registros na parte oriental do Brasil e oura área no oeste amazônico, Acre e Rondônia.

Muitos estudiosos dizem ser esta espécie que estampou as notas e moedas de 1 real comemorativas dos 25 anos do Real. Há divergências, com alguns acreditando que essa honraria coube a Amazilia leucogaster. (Wiki Aves)



Terminamos nosso relato sobre os beija flores registrados no dia do registro da Saí, Dacnis nigripes. Agradecemos a todos que nos prestigiam com suas visitas!!