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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Alguns Peixes pescados em Vitória, ES, neste verão de 2021"

 Este verão pode ser chamado do "verão -COVID", porém, em lugares mais afastados e sem aglomerações, ainda foi possível praticar nosso esporte da pesca esportiva.     Tanto com iscais artificiais quanto naturais.

Nesta postagem, apresento fotos de alguns peixes que capturamos a partir de Dezembro até agora, final de Fevereiro. Informo também, que todos esses peixes foram soltos após as capturas, com exceção da bicuda grande, Sphyraena guachancho, que, tendo pesado cerca de 1,5 quilo, foi aproveitada no sushi.

Passemos então às fotos:

O Robalo, Centropomus undecimalis talvez seja o peixe do litoral mais famoso e procurado. Esse nosso pequeno exemplar, mediu 53 cm., abaixo portanto, do mínimo e foi solto nas águas da baia de Vitória.
Exemplares maiores chegam a 1,5 metro de comprimento e pesar  25 quilos!! Ocorre no Atlântico Ocidental tropical, de Santa Catarina até a Carolina do Sul.



Essa Bicuda, Sphyraena guachancho, foi nosso troféu recorde da temporada. Como mediu 70 cm. e pesou 1,5 quilos, resolvemos levar esse peixe para uma delicia da temporada. Esse é um peixe comum em Vitória, aparecendo em grande abundancia em alguns anos e depois, mais escassos. Ataca com voracidade iscas artificiais, sendo raro de ser pescado com iscas naturais.









Esse peixe, chamado de Carapeba ou Caratinga, Eugerres brasilianus, é muito comum de ser pescado em pescaria de praias e com os pés na areia. Aprecia muito pedacinhos de camarão como isca e tem a particularidade de possuir uma boca retrátil. 









Os Carapicus, Eucinostomus melanopterus também são comuns em praias, canais e locais de águas mais calmas. Podem chegar a ter um tamanho de 20 cm. mas geralmente são menores, cerca de 15 cm. Apesar de pequeno, é muito esportivo, chegando o pescador a imaginar ter pescado um peixe maior. Sua pesca deve ser praticada com calma, pois é um grande "ladrão" de iscas.


A Espada, Trichiurus lepturus é muito pescada em Vitória. Trata-se de um grande predador, que quando aparece em grandes cardumes chega a espantar outros peixes predadores. Ataca muito bem iscas artificiais, podendo também ser pescada com iscas naturais como filés de sardinha, etc. Como bom predador, a espada geralmente ataca as iscas no anoitecer ou um pouco antes do amanhecer.




Guaiviras, Oligoplites saliens, são peixes predadores marinhos, cujo tamanho pode chegar a 50 cm. de comprimento, mas geralmente capturamos exemplares menores, uns 35-40 cm.
É um grande predador que caça em cardumes, às vezes podendo haver super abundancia de exemplares. É muito esportivo, atacando iscas artificiais com voracidade e chegando mesmo a saltar na superfície caçando peixes menores.








A Cioba ou Sirioba, Lutjanus synagris, é comum nas proximidades de Vitória, podendo ser encontrada próxima aos píeres, e em locais de aguas calmas como estuários e praias. Esse exemplar capturado  na praia com iscas de camarão descascado era pequeno, cerca de 25 cm.








Esses peixes da família Carangidae são abundantes nas proximidades de Vitória. Atacam tanto iscais artificiais como iscas naturais como pedacinhos de camarão descascado. Em virtude da dúvida em classificar corretamente esses espécies, deixaremos de citar os nomes científicos. Aqui em Vitória, o exemplar ao lado é conhecido como Carapau, apesar de ser muito parecido com outros da mesma família.






Outro Carangidae, conhecido aqui pelo nome genérico de Xixarrinho. Apesar da semelhança com o anterior, podemos perceber tratar-se de espécie diferente.
É muito esportivo e valente. Um peixe do tamanho desse ao lado, 15 cm. de comprimento, é capaz de oferecer pequena luta em material ultra light.

Nos meses de verão chega a ser abundante em Vitória, principalmente em locais de águas mais calmas como proximidades de píeres ou em praias.


Em se tratando de uma folha para falar de aves e peixes, Jornal das Aves e peixes, ocupamos esse espaço com fotos de peixes capturados em nossas pescaria esportivas no mar aqui em Vitória, capital do Estado do Espirito Santo.
Agradecemos as visitas de todas e todos.









sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

O Topetinho vermelho!

 Lophornis magnificus, o Topetinho vermelho, é um dos menores e mais lindos beija flores do Brasil! O país conta com cerca de 80 espécies de beija flores, aves exclusivas do continente americano, onde ocorrem do Canadá à Terra do Fogo.


Exemplar macho de Lophornis magnificus fotografado  nesta quarta feira dia 3.2.2021 em Santa Teresa, ES.

Trata-se de uma avezinha  delicada, que mede comumente 6,8 cm. e pesando de 1,2 a 1,8 gramas segundo Augusto Ruschi em seu livro Beija flores do Estado do Espirito Santo.  Habita as matas, capoeiras, jardins arborizados, sendo uma espécie considerada como pequeno-migratória.





Mapa de ocorrência da espécie no Brasil. Imagem copiada do www.wikiaves.com.br

Segundo o Wiki Aves, o Topetinho vermelho é exclusivo do Brasil, porém, Augusto Ruschi em seu citado livro sobre Beija flores, menciona que a espécie ocorreria também na Bolívia.




Não se trata de uma espécie ameaçada ou rara, encontramo-lo já em vários locais, como na Estrada de Sertão Velho, sendo comum em Santa Teresa.  Chama bastante atenção a beleza da ave com seu incrível topetinho vermelho.


É considerada como a menor espécie de beija flor do Brasil (Wiki Aves), possuindo um grande dimorfismo sexual, com a fêmea apresentando menos colorido que o macho. Vide foto abaixo.









Fêmea do Topetinho vermelho, fotografada em Domingos Martins, ES.

Como todos os Beija flores, Lophornis se alimenta de néctar coletado das flores. Essa alimentação, é completada também com insetos e até mesmo pequenas aranhas que visitam flores. Os jovens são alimentados em grande parte com as proteínas oriundas de insetos capturados. Ruschi cita que esse beija flor prefere as flores de pequeno porte de diversas espécies, entre elas, o camará, jenipapos, eucaliptos, etc.

A espécie devido seu pequeno porte, ao voar produz um ruído devido às vibrações das asas, semelhantes aos das abelhões mamangavas ,Bombus sp. 

O Topetinho vermelho, em sua área de alimentação, não é espécie agressiva com outros beija flores, porém, afasta os da sua própria espécie, procurando garantir suas fontes de alimento.

Aos  nossos visitantes: Muito obrigado!!


sábado, 23 de janeiro de 2021

O Beija-flor rajado registrado em Sertão Velho.

 Ramphodon  naevius, o Beija-flor rajado, é uma espécie de Beija flor habitante da floresta. É um dos maiores do mundo e, com certeza, é o maior da Mata Atlântica, medindo de 14 a 16 cm. de comprimento. Vive no interior sombreado da floresta e algumas vezes, visita jardins próximos à floresta.

    Endêmico do Brasil, ocorre do Espirito Santo ao Rio Grande do Sul.  Nessa última quarta feira, dia 20 de janeiro de 2021, iniciamos nossas excursões de observadores de aves, voltando à localidade de Sertão Velho, município de Cariacica neste Estado do Espirito Santo. O calor escaldante desse verão, aliado  às limitações impostas pela Pandemia de Covid-19 explicam esse hiato de um mês entre nossa ultima saída a campo e essa agora recente.


O Ramphodon pousou em um galho alto dentro da mata, onde pudemos fotografa-lo!








Trata-se de espécie muito vistosa e, aparentemente, não é raro.

Após prestarmos atenção em sua vocalização,  vimos mais alguns exemplares em outros pontos da estrada.









Os açúcares da dieta são obtidos do néctar de flores de pequenas bromélias, sendo um dos seus principais agentes polinizadores. Visita as plantas ao longo de um percurso, em oposição à maioria dos outros beija-flores que são territorialistas e defendem rigorosamente suas fontes de néctar. O conjunto língua/bico é extremamente eficiente, funcionando como uma bomba de sucção de água, que permite puxar o néctar da flor rapidamente enquanto ele está em voo de libração (voo parado no mesmo lugar). Os beija-flores também costumam sugar exsudações dos frutos maduros da figueira (Ficus sp). Alimentam-se de artrópodes (insetos como mosquitos e borrachudos, aranhas), que constituem a fonte de proteínas da dieta dos jovens." Segundo o Wiki Aves. 
Uma das peculiaridades desses beija flores, quanto à alimentação, é que podem frequentar bandos mistos de aves que perambulam pela floresta! Quem conhece beija flores e bandos mistos de aves das matas, sabe que essa é uma característica interessante e surpreendente!

Muito obrigado pessoas que nos visitam!!