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terça-feira, 7 de maio de 2019

GLOBAL BIG DAY 2019

Sábado, próximo passado, dia 4 de maio, estivemos na RNV- Reserva Natural da Vale, a convite, para participarmos do BIG DAY 2019. Foram constituídas três equipes para a observação da avifauna da reserva. Nós ficamos no grupo composto por eu, José Silvério, minha esposa Aninha Delboni, o guia Edinho e o amigo Vagno Fernandes da própria Vale.

A presença das aves já tinha sido notada desde o dia anterior, quando visualizamos voando baixo sobre parte da reserva, um individuo do Urubu-Rei, Sarcoramphus papa.  Nosso grupo foi privilegiado! Conseguimos registrar 110 espécies durante o período de observação que se estendeu das 5 horas até as 18,30. A seguir, postaremos algumas  fotos dessa observação espetacular.




 Essa ave extraordinária, é o Arapaçu-de-garganta-amarela, Xiphorhynchus guttatus. Um arapaçu que possui cerca de 27 cm. de comprimento e é uma ave muito vistosa e ativa. Parece não ser raro nas matas de tabuleiro do Leste do Brasil. Também é habitante da Amazônia.







Ao lado o Urubu-Rei, Sarcoramphus papa, sobrevoando a reserva.
















Uma fêmea do Anambé-branco de-rabo- preto,  Tytira cayana. Essa ave, não é comum mas não se encontra ameaçada de extinção. Habita matas e capoeirões do Brasil inteiro.
Apesar da foto não ter ficado boa, foi uma sorte e façanha conseguir essa foto do Inhambu-anhangá, Crypturellus variegatus. 
Trata-se de uma espécie com muitas e interessantes peculiaridades. É uma das espécies "amazônicas" que também ocorre nas matas do Leste do Brasil, do Rio de Janeiro à Bahia. Estudiosos apontam a existência dessas aves como uma das provas da antiga ligação entre a floresta amazônica com a mata atlântica.

Um de nossos registros mais comemorados no dia!
 O Gavião-pato, Spizaetus melanoleucus. 

Presenciamos um atrito entre o Gavião pato e o Gavião urubu, Buteo albonotatus, que, posteriormente, faremos um post especifico.

Devemos nos lembrar, que esse Spizaetus, é uma de nossas "águias de penacho", como se referia H. Sick em sua monumental obra Ornitologia brasileira. Sendo, portanto, um registro importante. Hoje, sabemos que provavelmente não está ameaçado de extinção. É raro com certeza, mas devido sua natureza predadora e agreste. Habitando uma vasta área, e não sendo abundante, adquire uma presumível raridade, mas não condição de ameaçado.

Muito obrigado a nossos visitantes!

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Birding no Jardim Botânico de SP

O Jardim Botânico de São Paulo é uma instituição fundada em 1928, dedicada ao estudo da botânica e divulgação da importância da natureza. Situado dentro da zona urbana da cidade de São Paulo, com diversos prédios e departamentos, o Jardim é muito visitado diariamente. Trata-se de uma venerável instituição com mais de 90 anos dedicados ao estudo da flora. Aproveitamos essa sexta-feira dia 12, para visita-lo e praticar nosso esporte, o birding já que o Jardim preserva uma área de mata atlântica dentro de seu território.


























Uma das edificações dentro do Jardim.

A instituição dedica-se ao estudo da Botânica, contando também com cursos de pós graduação nessa área.
Alameda de palmeiras imperiais.

















A primeira ave que conseguimos registrar e fotografar no dia: o Gavião de cauda curta Buteo brachyurus.Trata-se de uma ave predadora que caça realizando voos altos e, ao localizar sua presa, no solo ou em galhos, despenca-se do alto sobre a vitima.












Localizamos esse belo Pica-pau-de banda branca Dryocopus lineatus, forrageando nas árvores dentro do Jardim.
Trata-se de um de nossos maiores pica-paus, atingindo o comprimento de 33 cm. Escava os troncos carcomidos à procura de larvas e insetos.
Esse pica-pau não está ameaçado, sendo registrado tanto em matas quanto em capoeiras.

Mas, em matas secundárias novas, naturalmente, as arvores são novas e como tal, não fornecedoras de arvores velhas e com cupins.









Dentro da Trilha suspensa de madeira, existente no interior da mata, pudemos ver um pequeno bando do Guaribas, Alouatta guariba.
Esse macaco, de bom tamanho, tem uma boa população no lugar. Porém, esteve ameaçado devido à febre amarela. Pelo visto, alguns exemplares não foram atingidos pela epizootia e continuam nos alegrando no lugar.










A trilha suspensa possibilita uma boa lição de educação ambiental. As pessoas ficam a poucos metros do interior da floresta, e podem visualizar como é a vida dos animais.







O interior da mata. Notar a abundancia das palmeiras, principalmente do palmito Euterpe edulis, uma das árvores dominantes na reserva.










A belíssima palmeira, Euterpe edulis, com seus cachos carregados de frutos. É uma palmeira tipica da floresta atlântica.
Seus frutos são muito procurados pelos tucanos, por psitacídeos, surucuás, e muitas outras aves.










Os coquinhos do palmito ainda não estão maduros, mas já estão caindo na trilha e algumas aves já aparecem.













No interior da mata, visto da trilha suspensa, conseguimos registrar e fotografar esse exemplar de Pichororé, Synallaxis ruficapilla.

É um furnarídeo florestal habitante das brenhas.









O interior sombrio e úmido da mata é o habitat ideal  para as samambaias-açu, também chamadas de fetos arborescentes.












Na beira da mata, registramos outras aves.














A saracura do mato Aramides saracura procurava minhocas nos baixios úmidos.














O Neinei, ou Bem-te-vi de bico chato, Megarynchus pitangua, vocalizava muito na beira da mata.


















O Sabiá-laranjeira, Turdus rufiventris, ave nacional do Brasil, é abundante no parque.


















Terminamos nosso relato, agradecendo a todos que nos visitam!

















quarta-feira, 3 de abril de 2019

30 ANOS DE CHAVES: Birding na Mata Atlântica!

Recentemente, entre os dias 29 e 30 de março últimos, estivemos em Chaves, município de Santa Leopoldina. Observando as aves do lugar e lembrando o passado! Conheço a região de Chaves,  neste Estado do Espirito Santo desde o ano de 1987, então um jovem encantado com nossas aves! Foi quando comecei a praticar observação de aves com um antigo binóculo 8X30.

























A Imbaúba de folhas brancas Cecropia hololeuca é tipica da Mata Atlântica do SE do Brasil em suas encostas baixas. Fornece uma abundante alimentação para aves e mamíferos!


A região é formada por extensas matas secundárias que cobrem a maioria dos morros. Desde 1987, a visito periodicamente e isso me proporcionou uma boa visão das aves do lugar. Trata-se de uma região montanhosa, com encostas e morros alcançando 400 a 500 metros de altitude. Devido ao longo tempo que conheço o lugar, creio ser possível analisar nesses 32 anos, as variações da população de algumas aves do lugar. As que desapareceram e as surpresas boas que conhecemos nessas matas!


Todos  os morros e elevações são tomados pela mata secundária. Em alguns pontos restritos, ainda aparecem remanescentes da mata primária, com arvores de 30-40 metros de altura.









Mesmo à distância, a paisagem mostra o "tapete verde" recobrindo os morros!













O Nome de Chaves, é antigo e vem desde os anos 1940, pelo menos, quando a cachoeira do véu de noiva era chamada de Cachoeira de Chaves e ainda hoje, existe um povoado com esse nome, "Chaves".

Meu interesse particular, entre outras razões,  é devido a um antigo livro editado em São Paulo e intitulado CATÁLOGO DAS AVES DO BRASIL, de 1944, de autoria de Olivério Mario de Oliveira Pinto. Desde sempre um dos maiores ornitólogos do Brasil e que foi chefe do Departamento de Zoologia da Secretária de Agricultura do Estado de SP. Esse livro, uma grossa brochura de mais de 500 páginas, descrevia todas as aves então conhecidas do Brasil, com os registros de todos os exemplares coletados e depositados na coleção do Museu Paulista. Catalogados por número e local da coleta, bem como o nome do coletor. No caso das aves do Espirito Santo, parte havia sido coletada nas serras de Chaves. O antigo coletor do Museu, Sr. Emílio Dente, era preciso em suas etiquetas: "Espécie tal, coletada em 12-11-1943: CHAVES,próximo Santa Leopoldina, Estado do Espirito Santo, Brasil"
Dessa forma, CHAVES, adquiriu para mim um encanto especial e nunca deixei de visita-la periodicamente! 

Dessa época,1987, até hoje, infelizmente, tivemos algumas perdas em nossa avifauna! Isso APESAR DA COBERTURA VEGETAL DO LUGAR TER  SE MANTIDO QUASE INTACTA. Aliás, arrisco mesmo a dizer, que na verdade, tivemos nesses 32 anos, um incremento das matas do lugar! morros que antes eram ocupadas por samambaias selvagens da mata atlântica, hoje estão totalmente tomadas por uma mata secundária muito bonita! Em termos econômicos, a região sobrevive do cultivo de bananas nas encostas baixas e hortaliças.
Vejamos então, às espécies que desapareceram de Chaves, segundo meus registros:

1) Tovaca cantadora:  Chamaeza meruloides ; ainda em 1993, era ouvida nas encostas, principalmente por onde desciam córregos. Mas nos últimos 10 anos não tem sido mais ouvida.

2) Borralhara:  Mackensiaena severa;  outro "Papa-formigas", muito arisco, que era ouvida nas encostas e há muitos anos não temos mais noticia.

3) Periquito-rico: Brotogeris tirica; Periquito comum em muitos lugares e que em Chave nunca foi abundante. Há muitos anos desaparecido do lugar. Curioso é que outro psitácida, esse ameaçado, o Apuim-de-costas pretas, Touit melanonotus, ainda é visto no lugar em bandos até numerosos!

4) Gavião-Pombo-grande Pseudastur polionotus; esse grande gavião nunca foi comum em nenhum lugar, porém, sempre víamos dois indivíduos ( seria um casal?) planando sobre os morros nas horas mais quentes, aproveitando as correntes térmicas. Há uns dez anos que não aparecem no lugar!

5) Gavião-Pombo-pequeno Amadonastur lacernulatus; Quando pelas manhãs, por volta das 10-11 horas a temperatura estava subindo, um dos rapinantes que às vezes apareciam planando em círculos era esse gavião. Não temos mais visto há já um bom tempo!

6) Gavião-pato Spizaetus melanoleucus; até há uns 8 anos atrás ainda víamos o gavião pato em seus longos voos planados sobre a serra. Presenciar sua caçada era visualizar um fato espetacular. Esse gavião não tem sido mais visto em Chaves.

Essas faltas locais, eu creio serem pontuais do lugar, uma vez que essas aves não estão ameaçadas de extinção a ponto de não mais serem registradas em outros locais. Talvez simplesmente deixaram de frequentar a região de Chaves, pois ainda são frequentes em muitas outras regiões.

Entretanto, outras aves florestais nos surpreenderam, tendo sido registradas em bom numero no lugar. Citamos dois exemplos:


1) Araponga Procnias nudicollis; Por vários anos a araponga tem aparecido em Chaves. Algumas vezes, de forma abundante. Outras vezes, alguns indivíduos isolados. Mas a partir do mês de Agosto é comum ouvi-las vocalizando na região.

2) Gavião Pega-macaco Spizaetus tyrannus; O Gavião pega-macaco tem aparecido frequentemente na região e pode-se afirmar sem medo de errar, que trata-se de um rapinante de grande porte ainda hoje visto de forma normal, aparentemente não está ameaçado.

ALGUMAS AVES REGISTRADAS NESTA EXCURSÃO, dia 29-3-2019:


Foi a primeira vez que registramos o Urubu-Rei, Sarcoramphus papa na região de Chaves. Um registrão sem dúvida.
A ave passou planando dirigindo-se aos morros florestados.











Planando ao longe.




















Duas espécies de aves florestais na mesma árvore.

a Ariramba-de-cauda-ruiva, Galbula ruficauda  e o Pica-pauzinho-de testa-pintada Veniliornis maculifrons.













Trinca-ferro Saltator similis.

















Arapaçu-rajado, Xiphorhynchus fuscus.






















Assanhadinho, Myiobius barbatus.






















Assim terminamos nosso relato sobre essa ultima excursão a Chaves, Santa Leopoldina.

Muito obrigado amigos e amigas que nos visitam!

segunda-feira, 25 de março de 2019

ALGUMAS AVES DA MATA ATLÂNTICA DE LINHARES- ES- BRASIL.

Entre a quinta feira dia 21 até o sábado dia 23, estivemos passarinhando na Reserva  Natural da Vale do Rio Doce em Linhares, neste Estado. Trata-se de floresta já muito visitada por nós, e um lugar inesgotável para o birding!. Passamos agora a publicar algumas das fotos mais bonitas e ou interessantes das aves desse lugar incrível:                                                                                               

 O Surucuá-grande de barriga amarela Trogon viridis é ave de uma beleza alucinante!




 Antigamente, o Vissiá, Rhytipterna simplex, era chamado de Planadeira e classificado entre os Cotingídeos. Hoje é um Tyrannideo e é uma ave muito engraçada e de trajes discretos e espartanos. Mas seu canto é bem característico e ecoa com força pela mata! Gosta muito de ficar na penumbra debaixo das copas e é um avido consumidor de lagartas.
 Tytira inquisitor, O Anambé-branco-de-bochecha parda era conhecido como araponguinha e também considerada como uma Cotinga. Perdeu esse status! É hoje um Tyrannideo. Esse indivíduo é um macho.

Outra Araponguinha antiga, o Anambé-branco-de rabo-preto, Tytira cayana, também foi uma dessas vitimas das constantes reclassificações biológicas no reino das aves feitas por vetustos ornitólogos em seus gabinetes repletos de exemplares "empalhados" e vidros de formol.
Alheia a toda essa humana inconstância permeada por boas doses de vaidade, nossa avezinha aí da esquerda nos contemplava com admiração e doçura! Essa lindíssima e singela criaturinha é a fêmea do Cabeça-branca, o Dixiphia pipra. Piprídeos são pássaros lindos e de comportamento maravilhoso! Alimentam-se preferencialmente de frutos e estão entre as aves mais abundantes de nossas matas!





Muito obrigado visitantes!

domingo, 24 de março de 2019

BIGUATINGA EXIBIDA!

O Biguatinga, Anhinga anhinga é uma ave suliforme, comum em rios e lagoas do Brasil. Alimenta-se de peixes, anfíbios, cobras aquáticas e outros seres aquáticos, que captura em seus longos mergulhos. Devido a seu longo e fino pescoço, em algumas regiões do Brasil possui o apelido de Mergulhão serpente!. Hoje presenciamos uma fêmea de Biguatinga em uma atitude curiosa:






































Foi na Lagoa de Jardim Camburi, dentro do Parque Botânico da Vale. A ave nadou uma distância razoável com uma tilápia no bico!


Antes da pescaria! Ao longe, a fêmea de Biguatinga atenta no poleiro.



















Capturou a tilápia e, exibindo o troféu e nadando até o poleiro!


















Próxima ao poleiro.

Essa lagoa situa-se dentro da zona urbana de Vitória, capital do Estado do Espirito Santo. Tem um grande tamanho e devido a sua grande quantidade de peixes como tilápias, traíras e bagres, frequentemente é visitada por aves piscívoras  como a Águia pescadora Pandion haliaetus e possui ainda uma grande população de Jacaré-de-papo-amarelo Caiman latirostris.











Segundo a Prefeitura, os jacarés são monitorados pelos órgãos ambientais, que estimam sua população na lagoa em 200 animais, mas alguns tem escapado e ir parar nas ruas do bairro de Jardim Camburi. O fato é que sua população na lagoa é bem grande. E de vários tamanhos, desde bebês até indivíduos de 2 metros de comprimento. Esse aí tomava sol de manhã sem se preocupar com a garotada que queria se aproximar!



Obrigado aos amigos e amigas que nos visitam!


domingo, 17 de março de 2019

O BONEFISH em Vitória, ES, Brasil.

O Bonefish, Albula vulpes, é um peixe muito famoso na pesca esportiva. Muito procurado, principalmente pelos adeptos da modalidade de  fly-fishing. Nessa modalidade, é um peixe cultuado e que motiva longas excursões de aficionados aos locais onde ocorre com mais frequência. Os locais onde esse peixe é mais abundante são famosos pela ocorrência dos chamados flats, locais marinhos com águas rasas  onde o peixe procura seu alimento. E sua pesca nesses locais rasos, exige muita técnica e controle por parte dos pescadores. Daí sua fama e o prestigio de sua pescaria!





























Um Bonefish, Albula vulpes, pescado na modalidade de Surf-casting em Vitória, ES.

Nosso objetivo com essa nota é ressaltar a ocorrência desse peixe nas águas próximas a Vitória. Não é a primeira vez  que presenciamos esse peixe ser capturado em pescarias de praia. Esse exemplar acima, não chegou a pesar 500 gramas mas considero importante o registro da espécie.


Esse pescador também capturou outro exemplar de tamanho idêntico, nas proximidades do pier da estátua de Iemanjá.













Um exemplar menor de Bonefish, capturado também em Vix.

Esse peixe habita os mares tropicais do mundo inteiro, e no continente americano é encontrado desde a costa dos EUA até o sudeste do Brasil. Pode atingir 1 metro de comprimento e pesar 9 kilos, porém, os exemplares médios são menores.







Uma das praias de Vitória onde tem sido pescados os pequenos bonefish.

Na pesca esportiva aqui em Vitória, é um peixe raro de ser pescado. Não sabemos a situação do peixe quanto à sua abundancia e conservação. Em termos gerais, é considerado como NT, quase ameaçado.

Na pesca de surf casting o peixe tem sido capturado com isca de camarão descascado.

Ainda não vimos exemplares maiores aqui em Vitória, mas, tendo em vista a ocorrência de pequenos, não deve ser impossível pesca-los aqui também.

Muito obrigado amigas e amigos que nos visitam!!

domingo, 10 de março de 2019

Thalasseus acuflavidus, o Trinta-réis de bando!


Um  "piloto aéreo": foto da ave mergulhando em um de seus voos acrobáticos!































Thalasseus acuflavidus, fotografado na Praia de Camburi em Vitória, ES, Brasil.



O Trinta-réis de bando é uma espécie de ave Charadriiforme da família Sternidae. Tem uma envergadura de asas de 84-90 cm.  e comumente, mede cerca de 34 a 45 centímetros. É uma ave marinha que nidifica na costa do Espirito Santo até Santa Catarina. Aqui em Vitória, é o Trinta-réis mais fácil de ser avistado!



É uma espécie muito bonita e que realiza verdadeiros voos acrobáticos na captura de pequenos peixes na superfície do mar. São muito ativos na caça aos peixes.
Passam voando e inspecionando a superficie do mar abaixo. Quando localizam o cardume, param no ar, e iniciam o movimento da descida. Nesse momento, escolhem a presa e caem em um voo vertical abrupto sobre o peixe, em uma cena muito bonita e rápida!








Localizando a presa.

















o mergulho visando o cardume de sardinhotas ou manjubinhas. Geralmente, os peixes visados são alevinos ou individuos pequenos.  

Essa espécie habita as costas do Oceano Atlântico ocidental, da América do Norte até o sul da Argentina.

A época de reprodução desse Trinta réis, ocorre entre os meses de maio a setembro. Nessa época, tornam-se escassos nos voos "de cruzeiro" que normalmente as espécies de Trinta-réis fazem sobre a cidade de Vitória, ES, sempre nas proximidades do mar.











Mapa dos registros de Thalasseus acuflavidus segundo fotos enviadas ao Wiki-Aves: https://www.wikiaves.com.br/mapaRegistros_trinta-reis-de-bando.

Podemos observar que trata-se de espécie comum e muito registrada no litoral brasileiro, de norte a sul.












Muito obrigado, amigas e amigos que nos visitam!