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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Dois destaques de excursão à Cachoeira de Chaves, Santa , Santa Leopoldina, ES.

 Recentemente, fizemos uma passarinhada rápida em Chaves, Cachoeira do Véu de Noiva, em Santa Leopoldina, ES. Além de várias aves florestais que registramos, focamos em duas espécies que nos proporcionaram boas fotos e observações.


O primeiro que destacamos foi a espécie conhecida como Taperuçu- velho. Cypseloides senex, possui esse apelido devido sua aparência. Como tem a cabeça de cor esbranquiçada, aparentando, se fosse uma pessoa, ter mais idade, daí o apelido: Taperuçu velho. Essa ave, como já dissemos aqui nessas páginas há um tempo atrás, tem o curioso habito de se empoleirar abaixo das águas nas cachoeiras. Na foto acima. podemos ver 10 indivíduos agarrados mas pedras limosas da parede da cachoeira, procurando se proteger. Aparentemente a proteção para eles é a cortina de água que os isola, dificultando a ação de predadores.

Este taperuçu alimenta-se de insetos que captura em seus voos acima da cachoeira e também acima da marta circundante.



O Segundo destaque, foi o Tiê- de-bando, Habia rubica, uma ave tão bela quanto interessante! Vimos dois exemplares que se aproximaram com o uso do gravador. Essa ave é espécie exclusiva da mata. É bastante frequente mas matas da encosta atlântica, e fácil de ser detectada e localizada devido a seu canto característico, um chamado rascante. Já vimos bandos numerosos, que saem junto a outras espécies de aves - os chamados "bandos mistos"- à procura de alimento, e o Tiê de bando é sempre o elemento mais ruidoso, o "capitão do mato" guiando os demais nas zonas penumbrosas da floresta. O macho possui uma cor vermelha ferruginosa, muito linda, mas, infelizmente difícil de ser fotografada porque a espécie, apesar de atender ao play back, mostra-se muito desconfiada.

O Tiê, alimenta-se de insetos e frutas que colhe em suas andanças pela floresta. Não é rara, bastando que a mata tenha um tamanho razoável para que nosso Tiê apareça. Sua distribuição vai do México ao Brasil. Mas o curioso é que no Brasil sua ocorrência seja na mata atlântica, saltando em sua distribuição a imensa região amazônica.

Obrigado pessoas que nos visitam.




terça-feira, 31 de março de 2026

Conhecendo o Urutau de asa branca, Nyctibius leucopterus.

 Essa é uma ave que ha muito tempo sonhava conhecer!  Desde o dia 08.9.2016, em que gravei pela primeira vez seu canto (https://www.wikiaves.com.br/2270858) na Reserva florestal da Vale em Linhares, nunca mais estive perto dela! 

O fascínio por essa espécie é compreensível: afinal, é um mae- da- lua ou urutau, o que por si so já atrai nossa curiosidade!. Lembramos que o nome popular "urutau" vem da língua Tupi e significa "ave fantasma". Essa denominação de fantasma, advém das lendas que são ligadas aos cantos dessas aves. 
São, de fato, fantasmagóricos quando ouvidos à noite na floresta! Tanto o Urutau comum, N. griseus, quanto o urutau- gigante N .grandis ou o Urutau- pardo N.aethereus produzem cantos assustadores. 
Porém, tal não é o caso de nosso Urutau de asa Branca, objeto do presente relato. Sua voz é um assobio longo e melodioso que, muitas vezes, se confunde com os cantos das cigarras noturnas na mata.

Essa foto foi tirada às 18,13 hs do dia 18.03.2026 na Rebio Sooretama, em Sooretama-ES, Brasil.  Sem flash, ISO: 25.600. Canon R7.


O Pouco conhecimento que temos de seus hábitos, também contribui bastante para o fascínio, para o mistério!

Basta pensar que trata-se de uma das espécies "amazônicas" do norte do Espirito Santo e do Sul da Bahia. São espécies que "ligam" essas matas da baixada, as "matas de tabuleiro" com as matas da Amazônia, tal a similaridade de várias espécies com a Hileia. Citamos outros elementos amazônicos presentes nessas matas: o famosíssimo Cricrió, Lipaugus vociferans, citado por Sick como "A voz da Amazônia",  tem nessas matas do norte do Espirito Santo o limite sul de sua distribuição.  O Surucuá de coleira, Trogon collaris também possui a mesma distribuição. Outro elemento notável dessas matas: a Chorona- cinza  Laniocera hypopyrra, também amazônica!

Essa similaridade, alcança também o reino vegetal, com algumas arvores comuns e ou muito afins às da Amazônia. Citamos o caso da Joeirana vermelha, Parkia pendula, típica da Amazônia e encontrada também nessas matas do norte do Espirito Santo e norte da Bahia.


Essa ave enigmática possui distribuição também, como já citado, na Amazônia. Conforme podemos ver pelo mapa abaixo:


Fonte: Wiki Aves . https://www.wikiaves.com.br/wiki/urutau-de-asa-branca.

Originalmente N. leucopterus foi descrita por meio dos registros da Bahia e do Espirito Santo, sendo posteriormente descoberto também na Amazônia. Porém, os registros amazônicos, certamente darão origem a uma espécie diferente, conforme estudos já em andamento.

Então, pusemo-nos a refletir na dificuldade de se fazer os primeiros registros desse pequeno urutau ou "mãe- da- lua"! É o menor dos urutaus, com 28 cm. de comprimento. Suas capacidades de camuflagem são bem conhecidas e se escondem ,muito bem.
 E também, pensarmos que essas aves incríveis, habitantes exclusivos da mata, estão mesmo ameaçados de extinção! 

Então, foi muito reconfortante, constatarmos que podem coexistir mais de um desses urutaus em uma pequena área. Foi o que vimos quando iniciamos o play- back com o canto da ave e apareceram dois indivíduos!


Foto cedida por minha esposa Aninha Delboni, do momento em que apareceram dois individuos do urutau-de-asa-branca. Canon R10, ISO:25.600.

Da mesma forma que outras aves noturnas, o Urutau de asa branca alimenta-se de insetos noturnos, percevejos, besouros, mariposas, perseguindo-os em pleno voo. Sua nidificação é de apenas um ovo, alojado na ponta de um tronco. Seu período de nidificação e cuidados com o filhote é um dos mais longos em aves sul-americanas, alcançando 84 dias!

Agradecemos às pessoas que nos visitam: Muito obrigado!!



sexta-feira, 13 de março de 2026

A Migração da Guaracava de crista branca em Vitória.

 A Guaracava de crista branca, Elaenia chilensis é considerada uma ave migratória. Segundo o site Wikiaves, essa guaracava migra para o norte entre fevereiro e março, passando pela costa atlântica, em pelo menos parte dessa migração. Isso coincide com os registros que temos feito dessa ave, aparecendo em Vitoria nessa época do ano e depois ausentando-se, cessando os registros.


Foto feita em uma figueira no bairro de Jardim da Penha, dia 26.2.26.

Trata-se de uma ave de cerca de 15 cm. de comprimento, com cabeça e dorso Pardo oliváceos, penas do topete extensamente brancas, quando visíveis. Alimenta-se de frutas e insetos. Em nossos registros na figueira, observamos que a ave visitou a fruteira numa época de intensa frutificação dos pequenos figos. A Guaracava se aproveitava junto a várias outras aves como sanhaços, sabiás do campo, gaturamos, bem-te-vis, etc.


O primeiro registro que fizemos dessa Guaracava, E. chilensis, em 22.3.2020, publicada no Wiki Aves: https://www.wikiaves.com.br/3728278. Obs: na mesma árvore de figueira.

Em recente passarinhada que fizemos junto a colegas do COA/ES, até a estrada marginal da Res. Duas Bocas, no município de Cariacica, vizinho a Vitória, também registramos essa Guaracava. Não conseguimos visualizar o individuo, mas conseguimos ouvir e gravar sua vocalização e depositar o registro no site do Wiki Aves:



Não é uma ave rara, apenas difícil de ser registrada em, alguns lugares devido ao fato de ser migratória.




Localidades de registros de Elaenia chilensis conforme  o Wiki Aves: https://www.wikiaves.com.br/mapaRegistros_guaracava-de-crista-branca.

Podemos notar que essa Guaracava já foi registrada em todos os biomas do Brasil.

A maior dificuldade do registro, eu creio, trata-se  da aparência comum a todas Elaenia: muito parecidas e com hábitos mais ou menos similares.  A  vocalização, muito própria, e a famosa crista branca confirmam a diagnose.

Agradecemos às pessoas que nos visitam: muito obrigado!






terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

O Falcão Cauré, Falco rufigularis, também habitante da zona urbana!

 Falco rufigularis possui alguns nomes populares conforme a região onde ocorre. A denominação de Cauré, é, atualmente a mais usada mas já foi chamado por outros nomes como Falcão coleirinha, ou Falcão morcegueiro, ou mesmo Tentenzinho.

O Apelido de Falcão morcegueiro, talvez tenha apelo na realidade, pois o Cauré gosta muito de perseguir morcegos no crepúsculo, quando esses mamíferos voadores saem para caçar alimento.

Nesta pequena nota. informamos sobre nossa visão desse Falcão dentro da zona urbana de Vitória, capital do Esp. Santo, mais precisamente na praia de Camburi. Mas também já o vimos habitando no centro da cidade, hospedando-se nas torres da catedral metropolitana de Vitória.


Cauré, voando de um edifício a outro, no bairro de Jardim Camburi em Vitória-ES.

Esse Falcão, pequeno no tamanho e com grande diferença de tamanho entre os sexos, o macho, cerca de 23 cm. e a fêmea uns 30 cm. é famoso por suas habilidades de caçador. E. de fato, suas medidas, com grande diferenciação entre o macho e a fêmea, já demonstram tratar-se de um gaviãozinho agressivo e predador ativo.
Já o vimos caçar morcegos no crepúsculo, mas também capturar insetos como libélulas, grandes gafanhotos, ratinhos e aves. Pode caçar até mesmo aves maiores como p.ex., araçaris.

O Cauré não habita comumente dentro das cidades. Seu habitat normal é a mata, onde fica de preferencia nas copas das arvores ou então, a borda da mata  onde fica quase como se fosse uma sentinela vigiando presas.


O Falco rufigularis pousado no alto de um edifício na praia de Camburi, Vitória.ES.


Mas algumas vezes, sabe-se lá por quais razões, a ave aparece dentro da cidade e logo podemos perceber sua presença por meio de sua vocalização, seus assobios soam como  um "Vi- vi-vi-vi-vi-vi" alto e bem audível.

Seus voos não são rápidos e parece que a ave não gosta muito de planar. Pousado na lateral de um edifício residencial, vimo-lo executar voos próximos ao local de pousada, ocasião que sempre vocalizou seu chamado assobiado e logo a seguir volta a seu pouso preferido.

Esse Falcão não está ameaçado de extinção. No Brasil temos muitos registros dele nas regiões, norte, e  também no   centro oeste e Leste. Mas não é muito registrado no sul do  pais.



Registros do Cauré, Falco rufigularis, no Brasil.

Mapa retirado do Wiki Aves: https://www.wikiaves.com.br/mapaRegistros_caure.

Obrigado, amigas e amigos que nos visitam!!


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

A Pescaria do Atobá pardo, Sula leucogaster.

 Sula leucogastaer, o Atobá pardo, é provavelmente o mais abundante das aves da família Sulidae sendo comum no Brasil nos mares da região Nordeste e Sudeste, mas alcançando também o Sul do pais. É um pescador muito habilidoso e com o verão, aproxima-se muito das costas e ´praias onde pairam sobre os cardumes de sardinhas e manjubas.


As fêmeas são maiores que os machos. Sua população mundial é estimada em centenas de milhares de casais! Esse individuo da foto acima foi clicado nas proximidades do porto de Tubarão em Vitória.


Ao avistar os cardumes na superfície, o Atobá se aproxima voando, e quando está acima do cardume ele mergulha na captura dos peixes.


No caso das sardinhas e ou manjubas, a ave procura capturar muitas em várias bicadas.


São vários mergulhos no meio dos cardumes.




Depois o Atobá se afasta, mas logo a seguir, localiza outro cardume e a pescaria recomeça!

Essa ave magnifica, possui porte avantajado, tendo uma envergadura de asas de 132 a 155 cm. e seu tamanho varia de 64 a 85 cm. de comprimento, o que equivale mais ou menos ao comprimento da Águia cinzenta, Urubitinga coronata.

O Atobá pardo não está ameaçado de extinção, nidifica em pequenas colônias no solo e a ninhada é de dois filhotes. Quando filhotes, possuem a plumagem inteiramente branca.

A ave possui técnicas de captura do peixe admiráveis. Quando o peixe visado encontra-se m ais fundo, o mergulho da ave é maior, com o Atobá elevando-se a grande altura e de lá mergulhando na caça ao peixe. Além dos peixes, pode também capturar lulas e outras presas.

AGRADECEMOS ÀS PESSOAS QUE NOS VISITAM! 


domingo, 4 de janeiro de 2026

Uma passarinhada em Sampa!

 Uma metrópole com mais de 12 milhões de habitantes pode ter aves interessantes dentro de suas ruas e avenidas? Claro que sim, desde que estejamos atentos e dispostos a perceber!

E foi o que aconteceu comigo no feriado de natal e nos dias próximos. Iria visitar meu filho, morador de SP, e fazer passeios, mas, claro que levar a câmera na mochila é uma atitude previdente. Não consegui fotografar todas as aves que registrei, mas algumas, consegui fazer boas fotos!

Há mais de 10 anos, eu postei: "São Paulo cidade dos periquitos", impressionado com a quantidade dos verdinhos que circulavam livremente pelos bairros da cidade. pois bem, continuam lá, lépidos e fagueiros.

Os mesmos bandos numerosos do Periquito rico, Brotogeris tirica, vozes do Papagaio verdadeiro, Amazona aestiva, e também um bando da Maracanã pequena, Diopsittaca nobilis vi voando pelo bairro de Vila Clementino, área muito povoada da cidade.

Passo a publicar algumas fotos possíveis,  de alguns desses paulistanos mais que ilustres!


Esse foi uma surpresa! No bairro de Vila Clementino notei os pombos agitados voando em todas direções, prestei atenção e quem vejo planando no alto? Esse gavião miúdo, atual Tauató- miúdo, Accipiter striatus. Trata-se de um predador ativo, que persegue presas às vezes de seu próprio tamanho. É um gavião agressivo, que caça presas ágeis. Curiosamente meu primeiro registro desse gavião foi em São Paulo, no Parque do Ibirapuera.
Como disse, trata-se de um predador pequeno, o macho tem o porte de um sabiá, mas a fêmea é bem maior, alcançando 35 cm. de comprimento. Penso que esse individuo fotografado seria uma fêmea devido a seu porte.


O bairro de Vila Clementino possui ainda muitos quintais e áreas abertas, habitat propicio para rolinhas e Avoantes. Essa pomba meiga é uma Avoante, Zenaida auriculata. É uma pomba de porte médio, intermediaria entre a rolinha e o pombo domestico. Geralmente com 25 cm. de comprimento. Tem se tornado comum em muitos lugares devido sua capacidade de adaptação e ao fato de ser muito prolifica. Na Vila Clementino, pode ser considerada tão comum quanto as rolinhas. E tem aumentado suas populações em muitas regiões do Brasil.


A Gralha Picaça. Cyanocorax chrysops, é uma espécie florestal e dessa forma, teria de ser registrada dentro da mata. E tal aconteceu quando fomos passear no Jardim Botânico de SP, e essa ave, muito curiosa e inteligente apareceu. Ave onívora, alimenta-se de insetos, frutos, ovos de outras aves, etc. Tem outros registros dessas aves no Jardim Botânico de SP, inclusive e pequenos bandos, porém essa estava solitária.

Além dessas aves fotografadas, anotei outros registros importantes:

Papagaio verdadeiro
Maracanã pequena
Periquito rico
Biguatinga
Bem te vi rajado

Mas suas fotos poderão ser melhoradas em próximas excursões.

Agradecemos as pessoas que nos visitam e desejamos para todos um FELIZ 2026.




sábado, 20 de dezembro de 2025

Conhecendo a Picaparra, Heliornis fulica.

 A primeira vez que vimos uma picaparra, Heliornis fulica, foi no ´Pantanal norte de Mato Grosso, no ano de 2018, quando conseguimos a primeira foto dessa espécie. A ave, espantadiça por natureza, alçou voo logo a frente de nosso barco e com muita sorte consegui uma foto.


A foto, feita no Pantanal de Poconé, em 2018.

Desde então não tivemos mais noticia dessa ave. Apesar de desde 2017, terem ocorrido os primeiros registros para o Estado do Espirito Santo.


O Mapa dos registros da Picaparra postados no site Wiki Aves. Fonte: https://www.wikiaves.com.br/mapaRegistros_picaparra

Pode ser visto que não se trata de ave rara, mas percebemos que uma de suas características é ser muito arisca, extremamente desconfiada.

Recentemente, conhecemos um novo local para fotografar essa ave, os alagados da região de Vale Encantado no municipio de Vila Velha. Acompanhados pelo Sr. Mario Candeias, do COA/ES, conseguimos visualizar essa ave de perto, de forma que conseguimos algumas boas fotos.


Trata-se de uma ave da familia Heliornithidae, conhecida pelos barqueiros do pantanal, pelo apelido de "cachorrinho d'agua", isso, descobri depois, graças a sua voz que assemelha-se ao latido de um cão pequeno. Pelo mapa de registros pode-se perceber que essa ave tem distribuição em todo o pais, e com muitos registros nos mais diferentes estados. Então, qual a razão de sua suposta raridade? Não é uma ave rara, mas é muito desconfiada e raramente se mostra.
Essa ultima foto que fizemos, agora no mês de dezembro de 2025, encontramos o individuo em uma área localizada no subúrbio de uma região urbana. É uma área florestada com árvores exóticas ou com pequenas capoeiras e cheia de pequenas lagoas criadas pelas chuvas. As margens dessa lagoa eram tomadas por vegetação rasteira, onde a ave se escondia facilmente. Depois de alguns  minutos escondida, a ave novamente aparecia do outro lado, no fundo da lagoa. Mas percebíamos que a Picaparra estava sempre nos olhando de longe, desconfiada. Por vezes a ave tentava atravessar a lagoa do fundo ao inicio, mas,pela metade da caminhada ela alçava voo rápido, desconfiada. Depois de nossa  ida ao local, várias pessoas foram ao lugar guiadas também pelo amigo Mario e conseguiram também fazer boas fotos. Mas teve dias em que a ave não compareceu.
O Mais curioso no comportamento da Picaparra, é que esse local é tomado nos fins de semana por turmas de praticante de moto- cross com suas motos barulhentas e fazem enorme barulho. Claro, isso perturba o ambiente e certamente espanta a Picaparra.

A Picaparra alimenta-se de insetos aquáticos, nada e mergulha com maestria. Particularidade interessante são seus pés com membranas natatórias, diferente das membranas das marrecas que possuem membranas palmípedes. Essas membranas, de cores preto e amarelo, segundo alguns estudiosos, oferecem proteção contra predadores aquáticos como piranhas e outros peixes. 
É uma ave pequena, de 23 a 33 cm. e sua postura é de 2 a 4 ovos.

Agradecemos às pessoas que nos visitam, à procura de informações sobre nossas aves.

DESEJAMOS TAMBÉM UM FELIZ NATAL PARA TODOS NÓS!!