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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

PRIMEIRO "BIRDING" DE 2018!

Quarta feira de um verão escaldante! Temperaturas de 35 graus centigrados! Mesmo assim, fui contatado pelo amigo Clécio Gomide,de Divinópolis-MG, para guia-lo em uma passarinhada pelos alagados da estrada do Contorno de Vitória e proximidades!
Pois bem, missão dada é missão cumprida! Fomos então para a passarinhada, iniciando pelos alagados do Contorno e terminando no manguezal da UFES-Universidade Federal do ES.























Pato do mato Cairina moschata. Esse pato, nosso maior anatídeo, foi a única ave domesticada pelos indígenas do Brasil. Apesar de ter sido caçado, não é raro e é visto com certa frequência. Bem pesado. Curiosamente, nidifica no alto das árvores da mata.




A Garça-azul, Egretta caerulea, vive nos manguezais e alagados mas já foi registrada também no interior do país.



















Garça moura Ardea cocoi


Marreca-cabocla, Dendrocygna autumnalis.













Agora, os registros feitos no Manguezal da UFES:


Papagaio- curica, Amazona amazonica. Espécie comum no campus da UFES e o papagaio nativo mais frequentemente visto aqui no ES.













O periquito-rei, Aratinga aurea é nosso periquito mais comum. Personagem histórico, foi citado na época das capitanias hereditárias como " a ave que se deixar come toda a plantação de milho de uma capitania".

Aqui nessa foto, se alimentando das flores da sibipiruna, Caesalpinia pluviosa, dentro do campus.





Dentro do mangue, um individuo de Nycticorax nycticorax.

Observem que a ave apresenta uma má formação de sua perna esquerda.













A mesma espécie de Savacu, neste caso ao lado, um individuo jovem, ainda com a plumagem imatura.














O Socozinho Butorides striata, em atitude de espreita, observando os peixes na lagoa do campus.














Sossegado, discreto, camuflado e bem escondido na sombra de uma árvore, encontramos esse exemplar de Mãe-da-lua, Nyctibius griseus.

Destaco que essa ave é comum no campus, mas é difícil de ser vista devido a seus hábitos noturnos e seu disfarce perfeito de camuflagem.








Individuo de Saracura-matraca, Rallus longirostris. Esse individuo está com plumagem leucistica.

Essa saracura é muito "escandalosa": reage imediatamente ao ouvir sua voz de um gravador e vem rapidamente ao encontro do observador.











Dentro do mangue, visualizamos esse individuo de Savacu-de-coroa, Nyctanassa violacea.

Essa ave é mais desconfiada que o savacu comum e aprecia muito os manguezais onde busca seu alimento.










Foram essas as aves registradas  hoje, na companhia dos colegas e amigos Mario Candeias e Clécio Gomide,

Agradecemos muito as visitas dos interessados em nossas matérias.
José Silvério Lemos.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

MAIS ENDEREÇOS SOBRE AVES BRASILEIRAS.


Essa imagem foi copiada de: http://natalia.allenspach.com.br/materia-para-a-revista-ciencia-hoje-das-criancas/

MUITO  INTERESSANTE ESSE  "MANUAL DO PEQUENO OBSERVADOR DE AVES", 
contribuindo para formar nossos futuros observadores e observadoras!

O AMOR PELAS AVES  COMEÇA NA INFÂNCIA!







A Internet está bastante rica com endereços e matérias  sobre nossas aves. Hoje, pesquisando, pude conhecer e recomendo mais  dois:

http://natalia.allenspach.com.br/

, ÓTIMO BLOG  DA AUTORA  SOBRE OBSERVAÇÃO DE AVES:

http://apassarinhologa.com.br/aves-brasil


sábado, 6 de janeiro de 2018

PAPAGAIOS NATIVOS DO ESP. SANTO

O Estado do Espirito Santo situa-se no Leste do Brasil e possui uma área de 46.095 Km2. originalmente 93% ocupada pela Mata Atlântica, hoje restrita a 15% da área do Estado. Entretanto, apesar dessa grande redução, não temos conhecimento oficialmente, da extinção de alguma das espécies de aves nativas. Pode-se dizer que seu território, apesar de pequeno, marca o encontro de dois importantes blocos de florestas da Mata atlântica: a floresta dos tabuleiros litorâneos, que se  estendem até o nordeste do país, em áreas planas e baixas, com altitudes até os 200 metros. e a Floresta das serras que no Espirito Santo situam-se nas encostas que dão continuidade à Serra do Mar e à Serra da Mantiqueira( Serra do Caparaó) mais para o interior, já na divisa com MG.

O ESPIRITO SANTO  NO  BRASIL:
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Esp%C3%ADrito_Santo_(estado)



























O Papagaio moleiro Amazona farinosa, é encontrado em florestas de tabuleiro, das planícies, e ocorre até a Amazônia.
Esse Papagaio  é o maior papagaio brasileiro, alcançando 40 cm de comprimento. Possui uma voz potente, que é ouvida a longas distâncias dentro da mata. Mas reservas do norte do Esp.Santo, como  Vale e Sooretama, ainda não é raro. Mas em termos gerais, está classificado pela IUCN na categoria NT, ou seja, como "quase ameaçado". Não é visto em cativeiro. Talvez sua ameaça seja devido à redução das matas.


O Papagaio Chauá, Amazona rodocorytha, é listado pela IUCN  como EN, ou seja, EM PERIGO!
Porém, testemunhamos que esse é o papagaio MAIS COMUM no oeste do Espirito Santo, nos municípios de Itarana, Itaguaçu, Afonso Cláudio e laranja da Terra.

Todos os dias deparamos com esse papagaio, voando ora aos casais ou mesmo em bandos maiores. Já houve colegas que visualizaram bando de 60 indivíduos!


Esse aí, à esquerda, é o Papagaio de peito roxo, Amazona vinacea. Assim chamado por causa do vistoso colar peitoral de cor vinho.

Em nossas andanças pelo ES, podemos confirmar: é o mais difícil de ser visto! Tanto que está listado como EN pela IUCN e é considerado como ameaçado de extinção.

Mas, a boa noticia, é que temos notado um aumento de suas populações aqui no ES! Inclusive, nidificando próximo a uma habitação em Sobreiro. Acredito que habita na mesma área do Papagaio Chauá.


Esse é o papagaio mais comum no ES. É o Curica, Amazona amazonica, também chamado de  "Papagaio do mangue", devido a seu hábito de habitar também  os manguezais, onde chega mesmo a nidificar nas árvores maiores das Ryzophora!

É muito loquaz e abundante nas reservas da baixada litorânea dos tabuleiros, como na Vale e Sooretama. Curiosamente, não é muito observado nas matas serranas!

É COM MUITA ALEGRIA QUE OBSERVAMOS QUE ESSES QUATRO PAPAGAIOS NATIVOS CONTINUAM ENCONTRADIÇOS EM NOSSAS  MATAS!
Isso, lembrando, em um estado cuja área geográfica é um dos menores do Brasil.

Muito obrigado aos visitantes!



BUGIOS RESISTENTES!

Os macacos  Bugios, Alouatta  fusca (https://pt.wikipedia.org/wiki/Alouatta_fusca) são habitantes das florestas do Leste do Brasil e ocorrendo até o Norte da Argentina e Paraguai. São animais muito bonitos e bastante frequentes em nossas matas. Pelo menos eram até há um ano atrás!




























Alouatta  fusca: pequeno bando na Serra do Pão de ló, Laranja da Terra.ES, Brasil.

A partir de Dezembro de 2016, uma grande crise se abateu sobre esses animais: uma grave epidemia de Febre amarela! Alguns biólogos estimaram que a mortandade desses animais chegou a 90% da população! Entretanto, talvez o estrago não tenha sido assim tão violento. Esses dias contemplamos um pequeno bando de cinco indivíduos na Serra em Laranja da Terra, e, também ouvimos seu ronco característico nos capoeirões em Sobreiro.


Esses macacos são muito sensíveis ao vírus da febre amarela. Servem como sentinelas de que a febre avança para próximo das populações humanas. O maior sintoma que sentimos de sua mortandade é que deixamos de ouvir seus roncos nas matas.

Mas, recentemente, em alguns locais, temos confirmado que eles sobreviveram!

Não com a abundancia anterior, mas em dois locais de Laranja da Terra ouvimos sua vocalização. Em Sobreiro, ouvimos  também o Sauá, Callicebus personatus, o que é uma noticia muito boa

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

NOVOS PEIXES DE VIX!

Já publiquei uma postagem  sobre os peixes de Vitória, capital do Espirito Santo! Algumas pessoas talvez tenham achado curioso, uma vez  que essa página é sobre aves! Porém, "Jornal das Aves e peixes". Ou seja, peixes em menores quantidades,mas tem  também! Esse post  foi esse aqui: http://www.jornaldasavesepeixes.net/2017/12/alguns-peixes-de-vitoria-es-brasil.html

Em pleno verão brasileiro, com temperaturas de 35 graus quase todos  os dias, tenho pescado  mais  que feito birding. Informando que sou apenas pescador amador, que pratica  o "pesque e solte" e que se contenta com poucos peixes!. Assim, passo a seguir, algumas fotos de algumas novidades desses dias  quentes e chuvosos!



























  Um dos locais  preferidos para a pesca com iscas artificias: o pier da ponte em Vitória. Foi aqui que apareceram os peixes a seguir:


A Bicuda Sphyraena guachancho, habita o Atlântico ocidental, desde  os EUA até a Argentina. Não são peixes muito grandes, atingindo, segundo o Livro PEIXES DA COSTA BRASILEIRA, de Alfredo Carvalho Filho, o comprimento de 65 cm. Esse exemplar ai do lado tinha uns 55 cm. Ataca iscas artificiais na meia água e na superfície, mas não é muito brigador. No verão é comum nas águas da baia de Vitória.



Ubarana, Elops saurus, "O PREDADOR PRATEADO":

Peixe magnifico! Predador feroz que ataca os cardumes de alevinos de sardinhas e manjubinhas na superfície. E também as iscais artificiais! Sua batida na isca é adrenalina pura!
Por ser muito ativo e brigador, algumas vezes não conseguimos solta-lo, tal o estado de stress em que fica ao ser fisgado. É frequente na baia de Vitória. mas não podemos dizer que são abundantes. Viajam em cardumes pequenos.


O curioso Peixe voador, Dactylopterus volitans, é assim chamado  por possuir "asas" que usam para se locomover no fundo do mar. Porém, não saltam fora d'água como os verdadeiros peixes voadores. Não é espécie apreciada e normalmente não ataca iscas artificiais.






Finalizamos nossa lista do dia, com esse exemplar ( 30 cm.) de Sororoca,Scomberomorus brasiliensis, peixe que chega a medir 80 cm. e pesar mais de 3 kg. Não é abundante em Vitória, mas aparecem alguns no verão. Normalmente nos costões pescamos exemplares menores como esse aí. É um predador meio delicado e por essa razão, deve-se ter cuidado ao retira-lo do anzol pois pode se ferir, dificultando o "pesque-solte" com sucesso!


Obrigado às pessoas gentis que nos visitam e um  ÓTIMO 2018 pessoal!



domingo, 24 de dezembro de 2017

AVES RARAS E OU POUCO COMUNS VISTAS EM SÃO PAULO!

A Trilha dos Tucanos fica no município de Tapiraí, SP. e dista cerca de  135 km da capital do Estado, a megalópolis São Paulo.
Recentemente estive visitando o local e fiquei impressionado com a grande cobertura vegetal da região e também a quantidade de aves consideradas como raras ou ameaçadas. Sobre esse fato, passo a fazer os comentários a seguir:

























Sanhaçu de encontro azul, Tangara cyanoptera, é considerada pela IUCN  como  NT, quase ameaçada. Ave belíssima, possuidora de dragona azul no encontro da asa. É ausente em muitos lugares e habita a região da mata atlântica, da Bahia ao Rio Grande do Sul. É uma espécie endêmica do Brasil. Alimenta-se de frutas e insetos.



Ao lado, a Sabiá-Cica, Triclaria malachitacea é considerada  como  NT, quase ameaçada. Além de ser ave que não é comum, é difícil de ser fotografada graças a seus hábitos florestais (Habita dentro da mata sombreada) e também é muito desconfiada e arisca.





 A Choquinha carijó Drymophila malura não está ameaçada, mas habita determinadas regiões localmente.















 O Anambé-branco de bochecha parda Tityra inquisitor também não está ameaçado de extinção, mas não é ave comum. Espécie florestal e de beira de mata.
A Maria leque do sudeste, Onychorhynchus swainsoni, é ave ameaçada categorizada pela IUCN na categoria VU. Nossa postagem anterior foi sobre ela.
O Bico assovelado, Ramphocaenus melanurus, também não é ameaçado, mas difícil de ser registrado porquanto é muito rápido e arisco, muito inquieto, dificulta ser fotografado. Aprecia as moitas de Taquaruçu dentro da mata. 
O Gavião bombachinha, Harpagus diodon é ave frequente na mata atlântica. Nessa foto, conseguimos flagrar a ave pousada próxima ao ninho.













Umas surpresas da visita à Trilha dos Tucanos, o Piui-Boreal, Contopus cooperi, ave considerada pela IUCN  como Vulnerável e classificada na categoria VU. Vimos apenas esse exemplar na chegada da trilha.É ave migrante: é visitante da América do Norte, chegando durante o verão à América do Sul.








A Saíra militar Tangara cyanocephala, é ave belíssima. Mesmo não sendo considerada como ameaçada, pode se dizer que em muitos lugares não é comum.














O Capitão castanho, Attila phoenicurus, não é raro. Ave migratória em alguns locais, sua distribuição estende-se do SE do Brasil até a Amazônia.













Muito obrigado aos amigos e amigas que nos visitam!

E um feliz Natal para todo mundo!!!

domingo, 17 de dezembro de 2017

A HISTÓRIA DA MARIA LEQUE Onychorhynchus swainsoni, Pelzeln 1858.

A Maria Leque do Sudeste Onychorhynchus swainsoni é uma de nossas aves mais bonitas e tornou-se muito procurada e admirada pelos observadores de aves birdwatchings devido sua extraordinária  beleza, e principalmente, devido a seu belíssimo e singular "leque" que ave abre vez por outra, brindando o fotografo de sorte com seu premio maravilhoso!


No recente dia 14 de dezembro de 2017, estivemos, eu e o amigo Joselito Macedo, birder aqui de São Paulo, na Trilha dos Tucanos, Tapiraí, SP. Há muito tempo eu ambicionava encontrar essa ave, porém, nunca havia chegado perto. Sua ocorrência vai de Minas Gerais e Espirito Santo até Santa Catarina, sempre na floresta atlântica,em áreas até os 800 metros de altitude. Seu habitat preferido é o interior penumbroso da floresta, nas beiras de córregos florestais, onde costuma fica aos casais. Nesses locais, pendura seus ninhos acima das águas. Esse ninho é uma bola de musgos, ramos e materiais colhidos no local.


O ninho da Maria leque do Sudeste, encontrado sobre as águas de córrego na floresta. Ficamos muito tempo esperando a ave sair do ninho mas nessa ocasião não obtivemos sucesso. Seus filhotes crescem ouvindo o murmurio calmo das águas no interior penumbroso da mata.










Depois  ela saiu!
A crista da ave normalmente é deixado calmo na horizontal, mas às vezes, raramente, a ave eriça sua crista, que se transforma em um leque maravilhoso e colorido. Daí a fama de seu maravilhoso ornamento ser procurada por muitos birdwatchings.









Apesar de toda essa importância, essa ave belíssima e original, corre risco de extinção. Está categorizada como VU (vulnerável) pela IUCN devido principalmente à derrubada da mata atlântica. Creio que nunca foi ave comum, mas no passado, segundo já apurei, seus famosos leques eram retirados para servir de adornos.!!

Agora a ave está protegida, mas, o perigo continua. Talvez devido não ser ave abundante. Em nossa recente excursão, ao local conhecido como "Trilha dos Tucanos" no município de Tapiraí, estado de São Paulo, local com abundância de matas secundárias, pudemos localizar apenas dois casais no interior da floresta em um dia inteiro de caminhada pelas trilhas da mata. Trata-se de uma espécie endêmica do SE do Brasil. Considerada como substituta geográfica da Maria-Leque da Amazônia, Onychorhynchus coronatus, espécie um pouco maior e ainda não ameaçada, pois ocorre em uma vasta região que vai da Amazônia brasileira até os países vizinhos.



O ambiente preferido da Maria leque: córregos bem sombreados no interior da mata.














O interior penumbroso da mata.

riacho no interior da mata atlântica na Trilha dos Tucanos, próximo onde a Maria Leque pendurou seu ninho.



Uma vizinha da Maria leque: a choquinha de garganta pintada, Rhopias gularis
(Spix, 1825).

Apareceu muito perto do ninha da Leque. Aprecia o mesmo ambiente, apenas difere  por ficar mais próximo ao solo, percorrendo os arbustos e substrato a procura de comida.


E esperamos a ave abrir seu leque para o "clique" mas não tivemos tanta sorte!














Mesmo assim, sem a crista aberta, ficamos muitíssimos felizes  com o espetáculo da Maria Leque!















E, com essa imagem, nos despedimos agradecendo a nossos visitantes e também a Deus e a natureza por nos proporcionarem cenas tão lindas como essas que vimos com a Maria leque do sudeste!! E orando pela sua preservação permanente!