Translate

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Retorno ao Parque da Fonte Grande com mais espécies de aves!

 Localizado bem no meio da cidade de Vitória e com remanescentes se prolongando pelo espigão central da Ilha de Vitória, o Parque Estadual da Fonte Grande tem atraído a atenção dos passarinheiros e passarinheiras do COA, Clube de  Observadores de Ave do Esp. Santo.















Vista de parte da cidade de Vitória, de um dos mirantes do parque.

Temos participado de algumas dessas excursões, e relatamos a ocorrência das aves a seguir, que foram fiotografadas;


Foi com alegria que constatamos o Japu, Psarocolius decumanus com uma pequena e estável população dentro do parque. Nesse dia, 3 de junho pp. vimos cerca de oito indivíduos perambulando no local conhecido como Mirante Recanto da Floresta.

Um dos Japús, calmamente numa arvore exótica de eucalipto.










No mirante, onde pode-se ficar mais próximo da mata, possibilitando maior chance de se registrar espécies florestais,








Caneleiro preto, Pachyramphus polychopterus.











Saí-andorinha, Tersina viridis.










Saíra ferrugem, Hemithraupis ruficapilla.









Mariquita, Setophaga pitiayumi.









Tiê -preto, Tachyphonus coronatus.









Gavião urubu, Buteo albonotatus.










 

Gavião de rabo branco Geranoaetus albicaudatus.









Gavião de cauda curta, Buteo brachyurus.









Gavião urubu, Buteo albonotatus.











 

Saíra ferrugem, fêmea, Hemitharaupis ruficapilla.












Saí-azul, Dacnis cayana.










Beija flor Rabo branco mirim, Phaetornis idaliae.









Encerramos assim essa apresentação de aves do Parque Estadual da FONTE Grande em Vitória-ES, Brasil.

Agradecemos as pessoas que nos honram com suas visitas e permanentemente estaremos postando aqui mais dados e fotos sobre a fauna desse parque,



















quinta-feira, 26 de maio de 2022

BIG DAY no Parque Estadual da Fonte Grande.

 No dia 14 de maio p. p., estivemos junto com o pessoal do COA- Clube de Observadores de Aves do Espirito Santo, no P.E. da Fonte Grande, área preservada situada dentro do município de Vitória e nas montanhas circundantes à cidade.

O Parque da Fonte Grande, com a cidade ao fundo.

O Parque Estadual da Fonte Grande, situa-se dentro dos limites do município de Vitória, e possui uma área de pouco mais de 217 hectares e faz parte do corredor do maciço central da ilha de Vitória. Sua altitude é variada mas a parte mais visitada, inclusive com belos mirantes, possui uma altitude superior aos 300 metros.
É um parque bem administrado pela Prefeitura de Vitória, mas, infelizmente, existem problemas para sua utilização de forma plena pela população. Bem vigiado e fiscalizado, porém, fica próximo a rotas de trafico de drogas e em alguns pontos, por vezes podem ser observados bovinos dentro dos limites do parque. O Parque carece de ser melhor divulgado pela municipalidade, inclusive com a disponibilização de transporte, já que as distâncias dentro do parque são grandes.
Possui uma boa amostra de mata atlântica secundária, apesar de pequena, pode ser representativa de nossa fauna, contribuindo para a proteção e refugio de algumas espécies.

Parte da turma de passarinheiros presentes ao local.













Apesar de pequeno, o parque apresenta boas manchas de matas mais altas, em estagio mais avançado de sucessão vegetal.










Toda a vegetação do parque é formada por matas secundárias. Algumas áreas mostram árvores maiores, que poderiam propiciar maiores espaços para aves mais exigentes!
















Essa belissima árvore é conhecida como "Abre-Có-de-macaco", Couroupita guianensis é nativa da Amazônia e foi levada para outras regiões do Brasil onde se adaptou muito bem.














O  Parque fica dentro da zona urbana do município de Vitória, em área de encostas com altitudes que chegam a superar 300m. A importância de áreas florestais dentro da zona urbana é ressaltada por muitos estudiosos. Quanto à preservação, tais áreas podem ajudar muitas espécies, porém, as espécies mais exigentes, com certeza não encontram abrigo nesses enclaves, devido seu tamanho pequeno, ou então, devido ao barulho e desassossego da cidade. Tanto que nossas excursões de birding nesse parque, mostram a pouca quantidade de espécies registradas! Em trabalho realizado em 2007, o renomado professor e ornitólogo, José E. Simon e sua equipe, constataram 120 espécies de aves nesse parque. Posteriormente, mais algumas espécies foram registradas aumentando esse número. Porém, várias espécies citadas no trabalho de SIMON, ainda não foram fotografadas e ou registradas por observadores de aves.

NOSSA  LISTA DO  BIG  DAY:

Cathares aura                       Urubu de cabeça vermelha.
Coragyps atratus                  Urubu de cabeça preta.
Rupornis magnirostris          Gavião carijó
Buteo albicaudatus               Gavião de rabo branco.
Buteo albonotatus                 Gavião urubu
Caracara plancus                  Carcará
Milvago chimachima             Carrapateiro
Falco rufigularis                    Cauré
Columbina talpacoti               Rolinha
Columba livia                          Pombo doméstico
Pionus maximiliani                 Maitaca verde
Chlorostilbon aureoventris      Besourinho de bico vermelho
Picumnus cirratus                   Picapauzinho
Myrmotherula axillaris           Choquinha de flancos brancos
Todirostrum cinereum              Relógio
Elaenia flavogaster                 Guaracava de barriga amarela.
Tolmomyas flaviventris            Bico chato amarelo
Myiozetetes similis                   Bemtevizinho de crista vermelha
Pitangus sulphuratus               Bem te vi
Tyrannus melancholicus          Siriri
Troglodytes musculus              Corruira
Turdus leucomelas                   Sabiá barranco
Coereba flaveola                      Cambacica
Thraupis palmarum                  Sanhaçu do coqueiro
Dacnis cayana                           Saí azul
Sicalis flaveola                          Canário da terra
Parula pitiayumi                        Mariquita
Psarocolius decumanus              Japu
Euphonia violacea                     Gaturamo
Euphonia chlorotica                   Fim Fim
Estrilda astrild                           Bico de lacre

Então, apenas 30 das 120 espécies foram anotadas pelos observadores nesse dia de BIG DAY. Porém, houve o registro de um lifer para a região e para o município de Vitória. Trata-se do Beija flor  Balança rabo de bico torto, Glaucis hirsutus.

O Beija flor, Glaucis hirsutus, fotografado pelo membro do COA, Fabricio Reis Costa. Pela primeira vez fotografado no município de Vitória.










O Gavião urubu, Buteo albonotatus.

Já várias vezes registrado nesse local.










O Urubu de cabeça vermelha, Cathares aura.














Gaturamo verdadeiro, Euphonia  violacea.

















Duas maritacas, Pionus maximiliani, empoleiradas no topo das árvores.

















Sauins ou Saguis de cara branca, Callithrix geoffroyi são comuns no parque.














Belíssimas borboletas de cores azuis movimentam-se dentro da mata.















COMENTÁRIOS SOBRE PASSARINHADAS NO P.E. FONTE GRANDE:

A área do Parque da Fonte Grande não comporta um grande número de espécies, visto ser de apenas 217 hectares. Porém, a área total florestal é maior, ocupando todo o espigão central da Ilha de Vitória, alcançando mais de 1.000 hectares. Trata-se de uma floresta secundária, com trechos em vários estágios de vegetação. Uma das partes mais altas dessa mata fica próxima ao mirante da mata. 

A Lista de aves registradas nessa região, foi elaborada pelo Prof. José Simon e, dela constam algumas aves importantes se considerarmos que estamos dentro de uma cidade de 400.000 habitantes e zona metropolitana de mais de 1 milhão! Entre as aves registradas pelo professor por ocasião de seu trabalho publicado em 2007. com o título: "Comunidade de aves no Parque Estadual da Fonte Grande, Vitória, ES, Brasil" e disponível na Internet, são listadas 120 espécies, algumas até raras e consideradas como ameaçadas, como  o Gavião pombo pequeno, Amadonastur lacernulatus. Espécie essa, que nós mesmos também já vimos lá no parque. Outra ave florestal citada e com alguns indivíduos vivendo ou aparecendo no parque é o Japu, Psacolius decumanus. Dos psitacídeos, o estudo cita a Maracanã, Primolius maracana e  o periquito rico Brotogeris tirica. Ainda não registramos esses dois psitacídeas na área do parque, porém, confirmamos que já os vimos em outros lugares do município, como o campus da UFES para a Maracanã e as proximidades de Fradinhos, onde o periquito rico é visitante frequente. O Beija flor Glaucis hirsutus foi citado no trabalho de Simon, portanto, já citado para o município. Entre os tiranídeos, o trabalho cita o registro de  Ornithion inerme, o Poiaeiro de sobrancelhas e outras aves ainda não registradas por fotografias e que podem tratar-se de registros transitórios ou migrantes como a Guaracava de crista branca Elaenia albiceps, também citada no trabalho de Simon.

O Parque  atrai a atenção de observadores pelos registros ainda não confirmados visualmente, mas já ouvidos no lugar, como a Araponga Procnias nudicollis e o Gavião pega macaco Spizaetus tyrannus. 

Nesse Big Day, ouvimos ao longe a vocalização do Gavião pega macaco, mas, tendo em vista a importância desse registro, a confirmação visual se faz necessária. E Quanto à Araponga, há relatos por parte da guarda do local já ter avistado duas. Também, o registro que temos são duas vocalizações gravadas pelo colega Pedro da Ross em outubro de 2019. Mas, nesse mesmo dia do Big Day, o colega Fabricio Reis Costa também conseguiu uma vocalização dessa ave.

Se em termos gerais a avifauna do parque não é muito representativa, comparada a outras reservas, lembramos que o abrigo a algumas dessas aves, como a Araponga, o Japu, o Gavião Pombo pequeno e a Maracanã, já garantem uma importância grande a essa unidade de conservação situada no coração da capital do Espirito Santo. Inclusive, inspirando dentro do COA/ES motivação para se fotografar essas aves em novas excursões.

Agradecemos às pessoas que nos visitam!
muito obrigado!
unidade de aunidade de a
unidade de aunidade de a
unidade de a
vv
vv
v
es no Pares no Par
es no Pares no Par
es no Par
que Estadual da Fque Estadual da F
que Estadual da Fque Estadual da F
que Estadual da F
onte Gronte Gr
onte Gronte Gr
onte Gr
ande,ande,
ande,ande,
ande,
VV
VV
V
itóritór
itóritór
itór
ia,ia,
ia,ia,
ia,
Espír Espír
Espír Espír
Espír
ito Santo,ito Santo,
ito Santo,ito Santo,
ito Santo,
Br Br
Br Br
Br
asilasil
asilasil
asil












terça-feira, 26 de abril de 2022

Passeio de birding na Ilha do Boi, Vitória.

 No fim de semana pp. com vários feriados, realizamos nova "passarinhada" na Ilha do Boi aqui em Vitória, ÉS. Trata-se de local já muito visitado e com várias referências aqui neste blog. É um típico passeio apreciado por qualquer birder: uma caminhada com binóculo e máquina fotográfica para registrar as aves, sem pretensão de registros incríveis e difíceis!



 
O local é muito bonito e muito agradável para se passear. A proximidade com o mar faz com que várias espécies marinhas sejam vistas, apesar de há bastante tempo não registrarmos alguma espécie "nova", isto é, alguma novidade para o lugar.





 Logo na chegada fomos saudados por muitos Tesourões! As Fregata magnificens rondavam a região, realizando belos voos coletivos mas a grande altura.







 Também os Gaivotões, Larus dominicanus se apresentaram. São numerosos aqui nas proximidades do porto de Tubarão. O curioso é que Vitória, no paralelo 20 graus sul, é o posto mais avançado ao norte da ocorrência dessas gaivotas na costa brasileira.










Também os Trinta réis estavam ativos. Esse aí, é o comum Trinta réis de bando, Thalasseus acuflavidus.
Mas já registramos comumente vários outros Trinta réis aqui em Vix., sendo que o Trinta réis real e o Trinta réis de bico vermelho também são frequentes.











A ave encontrada com mais certeza na Ilha do Boi é essa, o ´Piru-piru, Haematopus palliatus, ave que ocorre desde a América do Norte e em toda a costa brasileira.
 O nome popular "piru-piru" advém de sua vocalização, sendo portanto, onomatopaico. 

Na ilha do Boi, encontra-se uma colônia de bom tamanho, umas 50 aves que posicionam-se nas pedras em frente ao mar, onde capturam sururus, pequenos caranguejos e outros animalejos que habitam essa zona.








 Outro personagem muito conhecido e visto sempre nas mesmas pedras é a Batuíra de bando, Charadrius semipalmatus. Alimenta-se dos mesmos pequenos seres encontrados nas pedras e estão frequentemente deslocando-se entre a zona das marés.










Maçaricos são aves  migratórias, que viajam do hemisfério norte até o hemisfério sul, até as proximidades da Antártida. Vitória é um interessante pouso dessas aves em sua longa viagem.

O Maçarico pintado, Actitis macularius, é um hospede assíduo da Ilha do Boi, onde permanece desde a primavera até o fim do outono.

Já comentamos que esse maçarico é o "primeiro que chega e o ultimo a ir embora" das aves migrantes que fazem pousada na ilha.

Alimenta-se nas pedras comendo pequenos caranguejos, vermes, vasculham cavidades, cracas e a vegetação da maré.





Conhecida como "vira-pedras", Arenaria interpres, é uma ave, também, frequente na ilha. Também é uma ave migratória e apesar dessa informação, sempre desconfiamos que ocorre o ano todo em Vitória, tal é sua exposição na ilha. Alimentação variada de crustáceos, caranguejos, peixes, etc. Registrada em toda a costa brasileira.




O Sabiá-da-praia, Mimus gilvus,  é uma ave litorânea, que habita a costa brasileira até o estado do Rio de Janeiro. É  comum e muito vocal, com belíssimos cantos na época de reprodução.

Essa ave adora a vegetação de restinga, onde pousa sobre os cactos par vocalizar e observar ao redor.




 O Quero-quero, Vanellus chilensis é uma das aves mais comuns e fáceis de serem vistas aqui no Brasil. Normalmente ficam pousados em campos abertos e vocalizam bastante. Na época de reprodução chegam a atacar quem se aproximar de seu ninho, feito no solo. Esse individuo descansava sobre as pedras. É uma ave onívora com alimentação muito variada.




Esse foi um relato de uma observação de aves despretensiosa, sem intenção de registros difíceis  ou lifers, feita apenas para distração nesse esporte maravilhoso que é a OBSERVAÇÃO DE AVES!

Muito obrigado, Amigas e amigos que nos visitam!!