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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

VIAGEM AO PANTANAL PARTE I

Visitar o Pantanal é algo mágico, algo que nos coloca em contato direto com a natureza e os animais. Foi a quarta vez que visitamos esse lugar. Nossa expedição contou com seis pessoas: minha esposa Aninha Delboni, os amigos passarinheiros Ademir Carletti, Áureo Guaitolini e o casal Elzeni e Evandro Limonge. Na sequência desses acontecimentos, a partir de agora, proponho-me a contar em etapas essa excursão maravilhosa!

































O Tucanuçu Ramphastos  toco é uma figura emblemática do Brasil Central. Abundante também no Pantanal.

No primeiro dia de nossa excursão, fomos até a Rodovia Transpantaneira, para se chegar à Fazenda Rio Claro, onde iriamos passar o dia observando as aves do lugar.


Martim pescador Grande Megaceryle torquata.

Os peixes são a fonte de alimentação de grande parte da fauna transpantaneira. E são muito abundantes.









As concentrações de aves são belíssimas. Aqui nessa árvore, Colhereiros Platalea ajaja e Cabeças-secas Mycteria americana.










Revoada de Colhereiros.










Gavião caramujeiro Rostrhamus sociabilis, extremamemte comum no pantanal. Ele é especializado em comer caramujos e em alguns lugares como no pantanal, também pequenos caranguejos.
Observar seu bico, em formato de gancho, permite à ave alcançar o interior de caramujos para retirar o corpo do animal de sua carapaça.





O Coró-coró Mesembrinibis cayennensis também é ave ligada aos pântanos e coleções d'água. É ave florestal, e ao que parece, também comum no pantanal.













Ele é o nosso menor martim -pescador, e por isso, chamado de Martim pescador miúdo, Martinho, Martim-pescador-anão, etc.
Chloroceryle aenea, é difícil de sera visualizado na vegetação próxima ao curso d'água, onde espreita os peixes.
Mede apenas 12,5 cm. pesando em média cerca de 11 a 16 gramas.!











O Cardeal Paroaria coronata é mais comum no sul do Brasil, mas também é um dos habitantes do pantanal.














É  incrível a abundância dos cracídeos no Pantanal.
Essa ave grande, é o Jacu de barriga castanha Penelope ochrogaster considerada pela IUCN m situação vulnerável  VU. Mas no pantanal ainda é bastante visualizada.








Um de nossos mais aguardados registros!
O Arapaçu-do-campo Xiphocolaptes major é incrivelmente belo e muito vocal.

Ouvimos seu canto e reproduzimos sua voz no gravador e o bicho veio muito rápido!

Somente conseguimos registra-lo nessa nossa quarta visita ao Pantanal e no local da Fazenda Rio Claro, região mais isolada do pantanal.







O Gavião-preto Urubitinga urubitinga, é espécie de porte avantajado, alcançando 63 cm. de comprimento e possui um porte aquilino, o que o faz parecido com uma águia. Adora ficar espreitando à beira dos rios e riachos onde espreita suas presas. Também é bom pescador!








Voando, o Gavião-preto nos mostra seu real tamanho, bem como a beleza de seus movimentos.














O Periquito de cabeça preta Aratinga nenday  foi avistado apenas na Fazenda Rio Claro.















Essa avezinha, conhecido como "Solta-asa" Hypocnemoides maculicauda é um habitante do interior das penumbrosas matas ciliares. Não é fácil de ser fotografado e conseguimos também gravar sua voz no interior da mata. Alimenta-se de insetos que captura no solo das florestas e revolvendo as folhas secas caídas ao chão.







O Alegrinho-do-chaco Inezia inornata é ave parcialmente migratória no inverno. Mais frequente na fronteira com a Bolívia e Paraguai. 















Os brejos e rios margeados por matas são o habitat preferido do Martim-pescador-da-mata Chloroceryle inda. Conseguimos visualiza-lo de longe. Curioso que no ano passado, apenas Aninha conseguiu fotografa-lo, e neste ano, levou-nos ao mesmo lugar e lá estava ele, de olho nos peixes do lugar. Muito parecido com o Martinho, entretanto, é maior.





A choca-do-planalto Thamnophilus pelzelni é comum no substituiu no Brasil Central, habitando bordas de matas e capoeiras.















Deixamos por último, essa ave linda e comum no pantanal, o Surucuá-de-barriga vermelha Trogon curucui.

Habita regiões florestadas mas pode ser visto facilmente em matas baixas, secundárias e capoeiras.











AGRADEÇO A NOSSOS AMIGOS E AMIGAS VISITANTES!! Esse foi o primeiro relato sobre o Pantanal!  Outros virão!  Um abração a todos.

domingo, 5 de agosto de 2018

NOVA EXCURSÃO AO PANTANAL!!

Entre  os dias 08 a 14 de agosto próximos, estaremos visitando (pela quarta vez!) o Pantanal de Mato Grosso.


Sempre que possível estaremos  postando aqui os resultados de nossa excursão.













segunda-feira, 30 de julho de 2018

EXCURSÃO À TRILHA DOS TUCANOS

A Trilha dos Tucanos é uma propriedade localizada no município de Tapiraí, Estado de São Paulo, bem no meio de extensa e frondosa Mata Atlântica!  Segundo a Wikipédia:

"Tapiraí é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Localiza-se na Região Metropolitana de Sorocaba, na Mesorregião Macro Metropolitana Paulista e na Microrregião de Piedade, também possui território na região do Vale do Ribeira. Localiza-se a uma latitude 23º57'49" Sul e a uma longitude 47º30'26" Oeste, estando a uma altitude de 920 metros. Tinha 10 666 habitantes em 2006, e 7 991 em 2009. Em 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estimou sua população em 8 012 habitantes."

Já o visitamos algumas vezes, e voltamos ao lugar nesse sábado dia 28 de julho de 2018 para observar aves e passamos a expor a seguir os registros principais:


Celeus galeatus o Pica-pau de cara canela está ameaçado de extinção e é um dos mais bonitos pica-paus!

Logo no inicio de nossa passarinhada, pudemos registrar o Pica pau Benedito de testa amarela, o Melanerpes flavifrons:

Esse Pica pau é comum e vários indivíduos vocalizavam nas cercanias da sede e da pousada da Trilha dos Tucanos.













Foi quando nossa atenção foi desviada pelas aves voando. Em um dia com correntes térmicas, próprias de temperaturas ascendentes, logo registramos:


Bem longe, o Gavião pernilongo Geranospiza caerulescens.


















 De repente, avistamos, também, bem longe, um vulto branco: mesmo com a lente de apenas 300mm., foi possível identificar o Gavião Pombo Grande Pseudastur polionotus.

Pseudastaur é espécie de porte avantajado e considerado como NT  pela IUNCN.

Foi um registrão.












E foi nesse momento que ouvimos cantar ao longe o Pica-pau de cara canela, o Celeus galeatus:

 Esse foi  nosso registro  mais raro e "importante" do dia!! e Além do mais, esse Celeus é belíssimo! Sua crista vermelha aparenta ser muito sedosa!

Ressaltamos que a ave vocalizou ao longe e quando repetimos sua voz no gravador, ela veio ao nosso encontro, percorrendo grande extensão da mata!

A ave escalou o tronco e posteriormente espantou-se e não mais a vimos.

Depois descobrimos o que espantou o Pica-pau!











Olha o que espantou o Celeus: pousado próximo, esse jovem de Gavião Pega-macaco Spizaetus tyrannus observava  os arredores!














Chegando mais perto, sem a ave  nos ver(ainda)!
 Já desconfiado!

é um tirano! Mas é muito bonito!
Levantou voo, terminando assim nosso encontro!
















A beleza da Catirumbava Orthogonys chloricterus.














Em termos ornitológicos, chamou-nos atenção, a variedade e abundancia de indivíduos de passeriformes da família FURNARIIDAE! Isso é muito bom e evidencia o estado excelente de conservação das matas do lugar, bem como sua extensão. Esses Furnarídeos, cujas fotos vamos mostrar agora, são todos florestais, e alguns como o Limpa folhas miúdo, é considerado como ameaçado na categoria   NT  da IUNCN.


 O Limpa folhas coroado Philydor atricapillus, é uma ave que não se adapta a florestas pequenas e fragmentadas. Necessita de matas altas e extensas  onde excursiona pelo sub-bosque à cata de insetos.

O Trepador sobrancelha Cichlocolaptes leucophrus é outro dos grandes furnarídeos silvestres da mata atlântica! Percorre a mata e chega até a suas bordas, sempre procurando alimento nas brenhas e amaranhados. Essa família Furnariidae é insetivora e bastante variada.
Melhorei minha foto do Trepador  Cichlocolaptes leucophrus, com essa foto. Notar a vistosa sobrancelha que ajuda a nominar a ave. Na maioria das vezes, não é fácil fotografar essas aves, que vivem fazendo malabarismos entre a ramagem para conseguir seu alimento.

Outro consumidor secundário furnarídeo! Trata-se do Limpa folha Ocráceo Anabacerthia lichtensteini. Essa ave tem um comportamento idêntico a seus colegas familiares, na busca por comida dentro da mata. Mas difere no comportamento, por exemplo, do Limpa folha de testa baia Philydor rufum ( que ocorre no lugar mas não vimos desta vez!). O Ocráceo é mais calmo, é um pouco menor em tamanho e detalhe importante na identificação das duas espécies: a mancha cinza do alto da cabeça prolonga-se até o bico, o que não ocorre com o  P. rufum.



 Nessa foto é possível ver o Ocráceo em ação: vasculha cuidadosamente a ramaria, galhos quebrados, troncos caídos e ocos de árvores á procura de insetos! Observar o píleo da ave, cinzento até o bico!
Ainda o trabalho do Ocráceo!
Anabacerthia lichtensteini não é ave muito comum! Como disse, aprecia florestas altas e de boa extensão. Em capoeiras é muito mais difícil vê-lo. Talvez por que nessas matas mais novas, secundárias, não existam troncos e árvores velhas que costumam abrigar colonias grandes e insetos, alimentos para essas aves!










 E finalmente o registro do Limpa folhas míudo Anabacerthia amaurotis. É ave codificada pela IUCN na categoria NT, raro, apreciador de matas altas e preservadas. Pessoalmente, eu não conhecia essa ave! Foi meu primeiro registro!



Anabacerthia amaurotis possui o comportamento dos outros Furnarídeos florestais, de percorrer a mata até o estrato médio à procura de insetos e larvas.











VAMOS ENCERRAR ESTE  "POST"  COM ALGUMAS, OUTRAS,  AVES BELÍSSIMAS DO LUGAR:


O araçari banana Pteroglosus bailloni chega até o comedouro de aves da pousada para se alimentar de frutas, principalmente bananas maduras!











Trogon  rufus , o Surucuá de barriga amarela.



















Muito obrigado às amigas e amigos que nos honram com suas visitas!!

O VOO da Ardea Cocoi.

O Jardim Botânico de São Paulo é muito bonito e importante! Várias de nossas árvores estão lá plantadas, bem identificadas, o que proporciona às pessoas conhecer os  nomes de muitas de nossas árvores. Dessa vez pude observar  a Garça-moura Ardea Cocoi, que me proporcionou um belo espetáculo de voo, que registro a seguir:



























Com minha aproximação, "asas para que te quero?"


O início do voo.





























































E, ao final, entre amigas e em um lugar seguro!












 Uma bromelia bem grande!

Os cachos de palmitos, ainda verdes, e, portanto, sem aves!













OBRIGADO PESSOAS  QUE NOS VISITAM!