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domingo, 5 de julho de 2020

Myiozetetes similis guloso!


O Bem-te-vizinho-de-penacho-vermelho, Myiozetetes similis, é uma cópia menor do famoso e onipresente Bem-te-vi Pitangus sulphuratus!


Nessa sequencia de   fotos, esse pássaro, que é comum, mas nem tanto quanto o Bem-te-vi, aparece tentando comer um fruto da figueira exótica muita plantada em nossas cidades, mas que tem se revelado uma árvore inadequada, pois com o passar do tempo, suas enormes raízes causam estragos nas ruas onde é plantada. Mas as aves se deliciam com seus pequenos frutos, os pequenos figos produzidos em abundancia por essas árvores. E essa figueira, pelo visto, costuma frutificar mais de uma vez por ano. Neste ano de 2020, temos observado agora durante a quarentena da pandemia, que já estamos na segunda frutificação deste ano. A primeira foi em março/ abril e agora em julho está se iniciando a segunda frutificação.!

O Bem-te-vizinho é uma ave onívora, alimenta-se de insetos e frutas pequenas  como é o caso desses pequenos figos.

Alcança até 18 cm. de comprimento, é habitual nos pomares, fazendas, campos e beira de matas. Não é uma espécie estritamente florestal, isto é, do interior da mata.
Em nossa quarentena, temos observado que esse pássaro habita os locais mais arborizados das cidades, sendo visto com frequência.





Bastante loquaz, o canto do Bem-te-vizinho é muito diferente do canto do Bem-te-vi, mas como parece ser regra nas aves dessa família, com frequência emite sua vocalização que serve como um chamado para a reunião dos amigos nas copas das árvores.



 O Bem-te-vizinho de penacho vermelho, tem esse apelido devido ao pequeno penacho vermelho, que fica  oculto no píleo da ave. Nessas nossas fotos não conseguimos capturar o momento onde esse penacho ficasse exposto. 

Não é ave ameaçada de extinção, é comum, mas compõe com sua presença a graça e beleza de nossa avifauna.

Depois de um certo tempo, esse aí da foto conseguiu finalmente deglutir sua frutinha. Passando alguns momentos de tensão.





Muito obrigado visitantes amigos!!
















sexta-feira, 3 de julho de 2020

Parabuteo unicinctus o GAVIÃO ASA DE TELHA.

O Gavião asa de Telha, Parabuteo unicinctus é uma espécie de rapinante de tamanho médio, medindo cerca de 48 a 56 cm. A fêmea é um pouco maior que os macho, algo em torno de 20%. O macho pesa cerca de 725 gramas e a fêmea entre 834 a 1.047 gramas (WikiAves). É uma espécie com vasta distribuição geográfica, ocorrendo desde os Estados Unidos até o sul do Chile.

O Parabuteo macho que encontramos, espreitando uma presa do alto de um poste de energia em Manguinhos, município de Serra, Estado Esp. Santo.
















Esse Gavião não é uma espécie rara, porém, também não podemos dizer que seja comum. Na baixada litorânea aqui do Espirito Santo ele é comumente visto.
É um predador versátil e ativo, caçando uma grande variedade de presas. Podem ser aves, cobras, lagartos, pequenos mamíferos até o porte de um coelho, etc.
Um grande diferencial desse gavião é sua capacidade de caçar em grupos, coisa muito rara em aves de rapina, normalmente pouco sociáveis.
Nesse dia, encontramos um casal, que presumivelmente, vão construir ninho nas imediações, visto que a fêmea coletou material para ninho.


A fêmea voando com material, presumivelmente para construir ninho.
















O Casal, na árvore onde a fêmea levou o material para o ninho.
Observa-se que esse é um gavião de pernas altas, conforme o individuo macho, à direita.


A fêmea com o material para construir o ninho.
Curiosidade é que trata-se de árvore situada às margens de rodovia bastante movimentada. Ficamos muito tempo observando e fotografando e o casal não se espantou. Apenas em uma ocasião levantaram voo e começaram a planar pelos arredores, voltando posteriormente à mesma árvore.



 







Esse Gavião possui um porte aquilino, assemelhando, pelo menos seu olhar, ao de águias. Com a localização desse casal e a possibilidade dos mesmos iniciarem a nidificação, devemos voltar ao local para novas observações.

Obrigado pessoas que nos visitam!!

sábado, 27 de junho de 2020

NOVAS OBSERVAÇÕES DURANTE ISOLAMENTO SOCIAL

Cumprindo rigorosamente as determinações de Isolamento social em decorrência do Corona vírus, encontramos condições de voltarmos à região dos alagados do contorno de Vitória, para novas observações. A seguir, publicamos as fotos mais interessantes com breves comentários sobre as aves registradas.























Para se chegar ao local de nossas observações, os alagados que acompanham a estrada do contorno de Vitória, nessa foto, os dois companheiros da jornada: Aninha e Ademir.























Passemos então, às fotos das aves:

Numerosas, planando sobre a vegetação dos alagados, muitas Andorinhas-de-sobre-branco, Tachycineta leucorrhoa.






O Biguá, Nannopterum brasilianus é comum em regiões alagadas, onde encontra muito alimento: peixes e seus alevinos. Além de outros organismos aquáticos que consegue capturar.



















O Caboclinho, Sporophila bouvreuil  é um gracioso cantor dos alagados. Alimenta-se de sementes de gramíneas conforme pode se inferir pelo seu bico bem apropriado. Já foi muito capturado para ser engaiolado, prática que felizmente, diminuiu bastante.













Indivíduo imaturo de macho da Freirinha, Arundinicola leucocephala, graciosa espécie pantaneira que se alimenta de insetos.
Uma Garça branca grande, Ardea alba em posição singular: sobre a porteira observando os arredores.

















A família dos Tyranideos constitui-se de muitas espécies insetivoras, de diferentes tamanhos e formas. Essa aí do lado é a Noivinha, Xolmis irupero, muito linda e graciosa.
Como já dito, é insectívora, apreciando muito insetos alados, larvas, besouros, e outros. É uma espécie arisca que não permite muita aproximação por parte do observador. No Espirito Santo ela é mais comum na baixada litorânea.

Um bando de Pernilongos de costas brancas,  Himantopus melanurus. Trata-se de ave paludícola que frequenta lagoas e espelhos água à cata de seu alimento, encontrado sempre nas coleções de água, insetos e vermes aquáticos que captura  com seu longo e afilado bico. Tem um comprimento médio de 38 cm. É muito parecido com o Pernilongo de costas pretas, do qual difere por detalhes da plumagem.
Essa ave ao lado, é uma hábil caçadora dos pântanos, onde captura anfíbios, peixinhos, insetos aquáticos. Trata-se do Socó-boi baio, Botaurus pinnatus.
Conhecemos essa ave nesses locais há uns 30 anos e eles continuam forrageando no lugar.
É uma espécie grande, atingindo 64 a 76 cm. de comprimento e seu nome popular advêm de sua vocalização que lembra o mugido de um bovino.









Finalizando, esse Urubu de cabeça amarela, Cathartes burrovianus é uma das aves mais comuns nos alagados, onde ocorre ao lado dos Urubus de cabeça preta e de cabeça vermelha.

Hábil e grande planador, nas horas de ascensão das correntes térmicas ele aparece em grande quantidade circulando sobre os campos, procurando presas.







Muito obrigado às pessoas que visitam esse página!















terça-feira, 16 de junho de 2020

PAUSA NA QUARENTENA: OBSERVANDO AVES

Sábado dia 13  ultimo, fizemos uma pequena pausa em nossa quarentena para visitar a região dos alagados do contorno de Vitória. Fizemos alguns registros já conhecidos, conforme fotos a seguir.


Região permanentemente alagada, são frequentes aves como as garças. Essa aí é a muito conhecida Garça branca grande, Ardea alba, ave belíssima e de voo muito bonito. Já foi muito perseguida por causa de sua penas, mas atualmente tem grandes populações. Sua alimentação é diversificada, com base principalmente em peixes, mas aceita tudo que encontrar nos alagados, peixes, camarões, caranguejos, pequenas cobras, etc.




Também comum, o Frango d'água azul, Porphyrio martinicus, 35 cm e chega a pesar 300 gramas!
É uma ave bastante prolixa, havendo postura de 4 a 8 ovos por ninhada. Ocorre desde a América do Norte até o sul da Argentina. Já foi encontrado em navios há cerca de 100 km da costa!
Ave onívora, alimenta-se de matéria vegetal, ovos de outras aves, pequenos vermes e insetos.



Himantopus melanurus, o Pernilongo de costas brancas é ave bem mais encontradiça aqui no Estado do Esp. Santo que o Pernilongo de costas negras.

Um grande bando dessa ave estava se alimentando nas lagoas salobras.
Com seu bico afilado, ele procura insetos, minhocas e vermes nos alagados.






Casal de quero-queros, Vanellus chilensis, descansa calmamente nos arredores. Essa também é uma ave muito comum.













Um individuo imaturo de Savacu, Nycticorax nycticorax caçando nos alagados.
É uma ave da família das garças, e muitas vezes chamado de "Socó-dorminhoco". Porém, não se trata de ave predominantemente noturna. Alimenta-se de peixes, anfíbios, filhotes de outras aves, crustáceos, insetos.









Essa avezinha, o Tricolino, Pseudocolopteryx sclateri é um dos mais ilustres habitantes dos alagados. Habita a vegetação das taboas Tipha dominguensis de onde, algumas vezes, emerge e dá o ar de sua graça com seu topete graciosamente eriçado! 

Não é uma ave comum, não está ameaçado, mas sabe se ocultar muito bem nos pântanos saindo apenas em poucas ocasiões.

Mede comumente 9,5 cm e alimenta-se principalmente de pequenos insetos, larvas e lagartas que captura nos brejos.


Ao final fotografamos esse gavião que nos deixou em duvida quanto sua identificação. Mas, após algumas pesquisas, concluímos tratar-se de um jovem do Gavião carijó, Rupornis magnirostris. Ave bastante comum nessas redondezas.













E ao final da excursão, voltando já para o carro, outro gavião muito conhecido apareceu. E um casal.
Trata-se do bravo Gavião-de-cauda curta, Buteo brachyurus.

Pela foto, pode ser notada a diferença de tamanho entre os dois indivíduos!

Comumente mede de 35 a 45 cm. de comprimento e a fêmea é maior que o macho, detalhe este, que verificamos ser o individuo da esquerda a fêmea.

É muito bonito observar os voos planados, circulares, desse gavião enquanto caça, semelhante ao que fazem os grandes rapineiros como os gaviões Spizaetus tyrannus  e Spizaetus melanoleucus.

Terminamos assim nossa excursão devidamente satisfeitos e alegres por termos observado aves cumprindo as regras de distanciamento social: máscara e distancia entre nós!.

Pessoal muito obrigado por nos visitar!!

terça-feira, 2 de junho de 2020

AVES DA QUARENTENA: Saíra- amarela.


























Tangara cayana, a saíra amarela é uma ave muito vistosa, com as cores contrastantes azul e alaranjado. É uma ave da família Thraupinae, numerosa família de aves predominantemente frugívoras mas que complemengam a alimentação, com insetos. O grupo das saíras é composto por algumas das aves mais bonitas do Brasil, com suas cores maravilhosas resplandescentes. A Saíra amarela não é exclusivamente florestal, habitando beira de matas, pomares e áreas abertas habitando quase todo o Brasil, estando ausente nos estados mais meridionais do país.
Aparece com frequência em nosso bairro, que é um local muito arborizado e visitado por muitas espécies.


Nessa ocasião, os dois machos empoleiraram no para-raio.

















A fêmea da Saíra amarela, também é bonita.

Essa arvore, cheia de pequenos figos foi muito visitada pelas aves. Trata-se de uma figueira exótica.












Locais de ocorrência dos registros da Saíra amarela no Brasil.

Fonte: Wiki Aves.
observar que a ave é bastante comum principalmente no SE.















Obrigado pessoas que nos visitam!!

quinta-feira, 28 de maio de 2020

AVES DA QUARENTENA : Gavião - carijó


























Rupornis magnirostris, o Gavião carijó, foi considerado por SICK em sua obra básica sobre as aves do Brasil como "O Gavião mais abundante do Brasil".  De fato, o Carijó é muto encontradiço, seja em matas, capoeiras, zona rural e até dentro das grandes cidades, como é nosso caso.
Nesses mais de 60 dias de quarentena, registramos esse gavião todos os dias. Algumas vezes, quatro indivíduos planando e vocalizando enquanto descreviam círculos no alto. Temos observado, que esse gavião é um ativo predador de pássaros. Já o vimos fugir com um pássaro nas garras. Em outras ocasiões, vemo-lo mergulhar no arvoredo à caça de alguma ave incauta.

Inclui em sua dieta não apenas pássaros pequenos mas também ratos, lagartos, rolinhas e pombas maiores. É e fato um predador muito ativo.


Realiza muitos voos de exibição, ocasião em que vocalizam insistentemente.














 Essa espécie também convive com o dimorfismo sexual, sendo as fêmeas, em média, 20% maiores que os machos.

Seu comprimento varia entre 31 a 41 cm. de comprimento e peso entre 200 a 350 gramas.













O Gavião carijó cria dois filhotes por ninhada, e se adaptou muito bem a vida nas cidades.
Nesses locais a densidade de presas é grande e é reduzido o numero de predadores, o que faz que a população de carijós seja abundante.










Obrigado, pessoas que nos visitam!!


terça-feira, 26 de maio de 2020

AVES DA QUARENTENA: Falcão de coleira.

Uma das aves residentes nas redondezas do arborizado bairro de Jardim da Penha, o Falcão de coleira, Falco femoralis é um predador  ativo pelo visto, comum. Quase todos os dias registramos esse falcão nas proximidades, e teve dia que apareceram três indivíduos!!


Individuo de Falco femoralis caçando defronte a nossa varanda!

No quinto andar estamos a 25-30 metros de altura e é possível flagrantes como esse.

Trata-se de uma ave com o dismorfismo sexual tipico dos predadores falconiformes. O Macho tem em média, de 35 a 38 cm. de comprimento, pesando cerca de 208 a 305 gramas. Já a fêmea é maior, possui em média 43-45 cm. e pesa entre 271 a 460 gramas. (WikiAves). Comparando com o Falcão peregrino, Falco peregrinus, este mede entre 34-58 cm. e pesa entre 330-1.000 gr. o macho e entre 700-1.500 gramas a fêmea. Portanto, não se trata de tamanho muito desproporcional, visto que indivíduos pequenos de ambas as espécies podem ser semelhantes, principalmente os machos.

Nossa espécie atual alimenta-se de grandes insetos, aves, ratos, e até cobras venenosas como a jararaca! Aqui de nossa varanda, notamos que esse Falcão persegue muitos pássaros pequenos e algumas vezes consegue exito em suas caçadas.


O dia em que o Falcão capturou um passarinho.

Essa ave habita principalmente regiões abertas e pode entrar em cidades como temos presenciado. Ocorre desde os Estados Unidos até a terra do Fogo e todo o Brasil.










Muito obrigado às pessoas que nos visitam!!

segunda-feira, 25 de maio de 2020

AVES DA QUARENTENA :Bem-te-vi

Estamos confinados e quarentenados, cercados pelo Corona vírus! Mas esse vírus não vai nos impedir de amar e continuar observando as aves! No meu caso, continuo junto com minha esposa confinado em nosso apartamento na cidade de Vitória, capital do Estado do Espirito Santo.Somos privilegiados porque nosso apartamento fica no quinto andar onde temos uma ampla visão das redondezas, com um manguezal ao sul, uma enorme figueira a oeste.  Destarte, podemos então, continuar a observar a aves que chegam perto.  Então, a cada dia iremos postar uma foto de uma de nossas aves que vimos durante o dia. E faremos essas postagens atentos principalmente à beleza das aves já que nessa situação não temos como almejar espécies raras ou habitantes da mata fechada!

Então, nossa ave inaugural é o Bem-te-vi:

Uma das aves mais tipicas e comuns do Brasil. Está presente em todos os lugares e locais: dentro da cidade, na beira da mata, na praia, nas copas das árvores e por ai vai. Ave onívora, tudo lhe serve: frutos, lagartas, filhotes de aves menores, minhocas, etc.


Pitangus sulphuratus, aqui apreciando um figo da árvore figueira, uma exótica muito plantada em nossas cidades.

O comportamento do Bem-te-vi é ave muito sociável, aprecia reunir-se nas copas pela manhã fazendo grande ruido. Vocalizam muito alto chamando os companheiros que acorrem de todos os lados. A reunião começa com grande alegria, com as aves cantando alto, abrindo as asas, num ritual alegre, gritando: "Bem-te-vi.... bem-te-vi.... bem-te-vi.....

Cada novo companheiro que chega é saudado com aplausos pela claque, sempre com seu mantra característico: "Bem-te-vi....  bem-te-vi..... .Seu comportamento alegre e fanfarrão continua, com os amigos no alto da árvore a comentar e dar palpites em tudo na redondeza, com diferentes tipos de vozes!

Obrigado pessoas que nos visitam! A cada dia iremos postar uma foto de um personagem dessa quarentena!

quarta-feira, 20 de maio de 2020

AVES POUCO COMUNS NA QUARENTENA!

Continuamos quarentenados e confinados! E o Coronavírus não dá trégua! A cada dia temos um número maior de infectados! 😰.  Para não entrar em depressão, nada melhor que continuar observando nossas aves. Nesse relato de hoje, faço referência a aves comuns mas não abundantes. São aves que não estão ameaçadas e que somente são observadas em ocasiões especiais ou então, se prestarmos mais atenção.


O Andorinhão do temporal, Chaetura meridionalis é ave muito comum, mas pouquíssima observada! Isso devido a voar alto e com muita rapidez, o que dificulta a pessoas comuns prestarem atenção na espécie.
Além do mais, não é uma ave muito bonita, assemelhando-se mesmo aos morcegos em voo. Alimenta-se em voo, de pequenos insetos e comumente mede de 11 a 14 cm. Fotografar essas aves também é um pouco difícil devido à rapidez de seu voo.




O Trinta-réis-de-bando, Thalasseus acuflavidus é ave marinha bastante comum, forma colônias numerosas aqui no Estado Espirito Santo. Mas devido a seus hábitos marinhos e o fato de voar alto, não é muito conhecido pelas pessoas. Nidifica em ilhas próximas no litoral de Vitória e Vila Velha.
Possui entre 34 a 45 cm. de comprimento e espécie muito vocal, alimentando-se de peixinhos, pequenas lulas e outros seres marinhos que captura em rápidos mergulhos no mar.






Buteo brachyurus, chamado de Gavião de cauda curta, também já foi algumas vezes mencionado aqui neste Blog. Tem aparecido com frequência aqui em Vitória, capital do Estado do Esp. Santo. Não é ave rara mas também não se pode dizer que seja abundante. Habita normalmente os campos arborizados, propriedades rurais, capoeiras e mesmo matas. É um hábil caçador, principalmente de aves, apresentando uma técnica de caça interessante e parecida com a do Gavião Pato, Spizaetus melanoleucus. Não é conhecido por pessoas comuns, como normalmente o designam apenas  como "Gavião".



Foi difícil visualizar essa ave, um jovem do Savacu-de-coroa, Nyctanassa violacea. Eles foram vistos no dia do Big Day, 09 de maio, dia em que a maré baixou na parte da manhã. Em frente minha varanda, lá embaixo há uns 500-700 metros de distancia, consegue-se visualizar parte do mangue da baia de Vitória. O Savacu de coroa, é ave muito ligada ao manguezal, onde se alimenta de pequenos peixes e principalmente caranguejos e outros pequenos animais que habitam a lama do mangue. Quando a maré baixa, esses bichos ficam expostos e o Savacu se aproveita. Também não é raro, apenas não é acessível à maioria das pessoas, ja que passa seus dias escondido dentro dos manguezais.





As pessoas não conseguem diferenciar esse Urubu de cabeça amarela, Cathartes burrovianus, do urubu comum.

Porém, trata-se de ave comum, nem tanto quanto o urubu comum, mas aqui nas proximidades de Vitória, ele é frequente na baixada dos alagados próximo à estrada do contorno da cidade.

Tem um comprimento médio entre 55-65 cm. com uma envergadura de asas de 1,60m. alimenta-se de carniça. É um exímio planador e mestre no aproveitamento das correntes térmicas a exemplo de outros urubus.





Muito obrigado às amigas e amigos que nos visitam!!








quarta-feira, 6 de maio de 2020

QUARENTENA : URUBUS NA VARANDA!

Uma das coisas que essa quarentena para prevenção contra o Corona vírus, tem me ensinado é voltar a valorizar o que temos à mão, o que podemos fazer no momento. Isso porque já estamos há 45-50 dias confinados, sem poder passarinhar! Mas, tenho recuperado o hábito de, da varanda de meu apartamento, que por sorte, localiza-se em um bairro nem arborizado da cidade, observar as aves e tentar fotografa-las pelo prazer de apreciar sua beleza e sua existência! Sem preocupação em encontrar aves raras ou muito bonitas! Então, hoje vou postar aqui fotos dos três urubus que temos aqui em Vitória! Tem quatro contando  o Urubu-rei, o Sarcoramphus papa, mas esse, somente nas densas florestas da Reserva de Duas Bocas.


O Urubu de cabeça amarela, o Cathartes burrovianus é uma ave de grande envergadura de asas, mede cerca de 65 cm de comprimento, pesando até 1,5 kg. Além da carniça alimenta-se também de pequenos animais vertebrados que pode capturar em voos rasantes!

É uma espécie comum e vista frequentemente patrulhando campos e áreas abertas à procura das pequenas presas. Também possui olfato apuradíssimo chegando rapidamente ao local onde existe alguma carcaça de animal morto.






























O Urubu-de-cabeça vermelha, Cathartes aura é uma ave, também, muito presente em nossos campos, medindo entre 62-80 cm de comprimento, e possuindo asas longas que podem chegar a 1,80 m. de envergadura. Chega a pesar até 2 kg.

Geralmente é o primeiro urubu que chega ao local onde se encontra uma carcaça de animal em putrefação. Porém, logo é expulso pelos outros urubus e chega mesmo a esperar esses urubus se alimentarem, para então, alimentar-se na sua vez.




O  Urubu-de-cabela-preta Coragyps atratus  tem comprimento médio entre 56-76 cm pesando entre 1,2 a 3 kg., mas possui a menor envergadura de asas entre nossos urubus, alcançando cerca de 140 cm.

Não possui o olfato apurado dos outros urubus do gênero Cathartes, mas é certamente o mais comum dos urubus. Isso ocorre devido a ser o urubu que mais frequenta lixões, contribuindo para esse problema de saúde publica.





Curiosidades sobre os urubus é que não vocalizam!
 Os filhotes de Coragyps são de coloração branca.

Encontrado desde a região central dos EUA até toda a America do Sul.












Visitantes: Obrigado pelas visitas!

quinta-feira, 16 de abril de 2020

O BEM TE VI GAGO!

História de bem-te-vi
                                                                       Cecília Meireles
Com estas florestas de arranha-céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa só de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos.
Os velhos cronistas desta terra encantaram-se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima…”. Nós esquecemos tudo: quando um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura…
Mas há um passarinho chamado bem-te-vi. Creio que ele está para acabar.
E é pena, pois com esse nome que tem — e que é a sua própria voz — devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria.
O que me leva a crer no desaparecimento do bem-te-vi são as mudanças que começo a observar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem-te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando-se a gritar: “…te-vi! …te-vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano.
Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão — como posso saber, com a folhagem cerrada da mangueira? — animou-se a uma audácia maior Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “…vi!  …vi! …vi! …” o que me pareceu divertido, nesta era do twist.
O tempo passou, o bem-te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol — que se não há de pensar de bem-te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam os lemas dos seus brasões? Talvez tenha sido atacado por esses crioulos fortes que agora saem do mato de repente e disparam sem razão nenhuma no primeiro indivíduo que encontram.
Mas hoje ouvi um bem-te-vi cantar E cantava assim: “Bem-bem-bem…te-vi!” Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!…” Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem-te-te-te… vi!” Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha… Estará soletrando…” E o passarinho: “Bem-bem-bem…te-te-te…vi-vi-vi!”
Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disseram: “Que engraçado! Um bem-te-vi gago!”
(É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira…)
Texto extraído do livro Escolha o seu sonho;Rio de Janeiro:Record, 2002, pág. 53.
Publicado em CrônicasEstante de literatura | Com a tag Cecilia MeirelesCrônicas

NOTA DO BLOG: "O Bem te vi não está por acabar" não é ameaçado, é um dos pássaros mais comuns deste pais. E muito obrigado às pessoas que nos visitam!

O NEINEI, Megarynchus pitangua

O Bem-te-vi Pitangus sulphuratus é uma das aves mais comuns do Brasil. Com uma semelhança incrível, outro tiranideo, o Neinei, Megarynchus pitangua é frequentemente confundido com ele.



Neinei fotografado de minha varanda (em quarentena devido ao Coronavírus).

Pode ser observada diretamente a principal diferença para com o Bem-te-vi: seu bico muito grosso e forte, que faz que em algumas regiões do Brasil seja conhecido como "Bem-te-vi de bico grosso". 
Os hábitos das duas espécies também são parecidos, mas o Neinei é algo mais florestal.Não se expõe tanto como o Bem-te-vi. Apesar de viver também dentro de cidades, procura sempre os lugares com vegetação mais densa, com arvoredos. A maneira mais fácil de identificar as duas espécies, é com certeza o canto. Ambos são muito vocais, mas com vozes bem diferentes. O Bem-te-vi deve seu apelido a seu canto muitíssimo conhecido: "Bem-te-vi.. bem-te-vi...,bem-te-vi.....principalmente quando se reúnem em pequenos grupos nas copas das árvores e fazem suas conhecidas algazarras! Já o apelido do Neinei também tem origem onomatopaica, pois seu canto é um enjoado "Neinei...  neinei...neinei..." às vezes estridente". Também possuem outras vozes acessórias.


Ao lado, Bem-te-vi, Pitangus sulphuratus, fotografado da mesma varanda durante esta quarentena. Observar que apesar da semelhança de plumagens, o bico do Bem-te-vi é bem mais fino e delgado que o do Neinei.,
   




O neinei, mostrando nitidamente porque também é conhecido pela alcunha de Bem-te-vi de bico grosso". Esse bico do Neinei além de mais grosso também é mais chato que do do Bem te vi comum

  



Nessa foto acima, pode ser observado o bicão do Neinei, inclusive mostrando como também é achatado! Daí as alcunhas de Bem-te-vi de bico grosso e  também Bem-te-vi de bico chato.

O Neinei é uma ave onívora, se alimentando de insetos e frutinhas, mas, se tiver oportunidade, também filhotes de outras aves, pequenos lagartos, etc.

Seu comportamento é mais tímido que o do Bem-te-vi, mas também é ave comum, não estando ameaçada. É presa de gaviões que habitam o mesmo local como o Gavião carijó, Buteo magnirostris ou o Gavião de cauda curta Buteo brachyurus.

OBRIGADO  AMIGAS E AMIGOS VISITANTES!!!