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terça-feira, 21 de maio de 2013

CANON EF 70-300L F/4-5,6 - BREVE REVIEW

Uma  de minhas  lentes telefoto para as aves é uma Canon EF-70-300mm L, f/4-5,6;. Resolvi fazer alguns comentários sobre essa lente por que são poucas revisões  que já li. Outro fator  importante, também, é que essas revisões parecem mais matérias pagas! Quase não se fala muito sobre a opinião do usuário mediano, ou mesmo do amador  que resolver comprar  uma lente  dessas. O exemplar  que tenho, foi comprado já usado, creio  que cerca de um ano ( a lente foi lançada no mercado no final de 2010!). É, portanto, uma lente nova, com acréscimos de tecnologia que faltam há outras lentes da série L da Canon.

Peço que não estranhem essa matéria nesse blog  por que tratamos aqui de fotografia de aves, então, presumo ser esse um assunto que pode interessar a muitas pessoas amantes da fotografia.

1- CONSTRUÇÃO E APARÊNCIA: Nesse quesito, as opiniões de profissionais do ramo coincidiram com as minhas. Realmente a construção da lente é ótima. Bem ajustada e firme, ela é além disso, compacta e dá uma idéia de resistência quando segurada nas mãos. Seu peso leve,1 kg e 50 gramas ( 330 gramas menos que a 100-400mm e 420 gramas a mais  que a 70-300mm não L da Canon) e seu tamanho compacto fazem com que possa ser levada confortavelmente para uma viagem ou carregada em uma mochila pequena. Além disso essa lente possui melhor vedação contra umidade e poeira que as lentes L mais antigas  como a 100-400mm. Portanto, a ergonomia,  peso e construção são excelentes. Comparando-a com a lente 70-300mm da Canon não L, ela ganha folgadamente na aparência. Sua solidez é admirável se comparada com a não L que dá uma impressão de balançar na mão do usuário.

2- FUNCIONALIDADE: Coisa muito boa dessa lente é seu sistema de estabilização. Muito mais eficiente e efetivo que o da Canon 100-400mm L. Você  pode focar uma ave bem longe, enquadra-la como foco automático ponto único e sua mão não treme nada! É admirável, e lendo depois revisões especializadas fiquei sabendo desse moderníssimo IS de quatro pontos. Ponto negativo é que não possui limitador de foco. Assim, se for focar uma ave em voo no céu, o sistema vai perder tempo "caçando" o  objeto. Mas quando o  objeto é fácil de ser visto a focagem automática é rápida. Cai um pouco sua rapidez em situações de penumbra.

3- DETALHES. Apesar de não ser compatível com os TCs da Canon, encontrei essa lente funcionando muito bem  com o TC  Kenko PRO300 DGX. Tenho os dois modelos: 1.4x e 2.0X.

Com o TC  1.4, a câmera Canon EOS  7D mantém o autofoco o que foi uma surpresa. Com esse TC a abertura da lente em 420mm(300 x 1.4)  vai  para F/8 e foca automaticamente e bem. Já com o TC 2.0 não tem conversa. A câmera até que tenta mas não acha  nada. Somente com foco manual.  Para ilustrar esse relato, posto abaixo três  fotos feitas no mesmo dia, mais  ou menos no mesmo horário ( cerca de 7 hs.da manhã) com o uso dessa lente.

FOTO  300mm F/7.1 ISO: 160  1/250:



FOTO 420mm ( TC Kenko 1.4) F/9, ISO: 320  vel.  1/640:



FOTO 600mm (TC Kenko 2.0) f/8 ISO:1.250  e vel. 1/400:


O curioso   nessas  fotos, é que o registro do meio, com distância de 420mm, em minha opinião, foi a Melhor das três. A última foto, com uso de TC 2X e distância focal de 600mm, mostra uma imagem apresentando alguma degradação, com perda de nitidez.

Com certeza, a melhor foto será sempre aquela  com menor ruído. E isso, o uso do TC sempre apresenta um custo em termos de qualidade. Exemplificando com a foto abaixo, da mesma lente e câmera, mas sem uso de  TC, ou seja, com distância focal de 300mm.:


Conclui-se  portanto, que trata-se de uma ótima lente, qualidade L de nitidez e construção. Muitos podem pensar  que 300mm é insuficiente para se fotografar  aves e realmente o é. Porém, a qualidade dessa lente e seu incrível poder de estabilização, fazem com que as fotos sejam muito nítidas e com isso, suportam um alto nível de crop no computador, emparelhando-a então, com lentes de maior distância focal como a 100-400L.

Termino  por aqui, agradecendo as visitas dos amigos

JSL.
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terça-feira, 30 de abril de 2013

LIPAUGUS VOCIFERANS


Neste sábado dia 27 de abril tive uma grande emoção: fiquei conhecendo e registrei  o famoso Cri-Cri-ó, que vem a ser  o Lipaugus vociferans. O local da apresentação foi a Reserva Natural da Vale, em Linhares, estado do Espirito Santo.



Ele é modesto na plumagem, um cinza apagado mas tem um comportamento muito curioso e interessante! Sua  voz é fortíssima e ouvida a longa distância. Já foi chamada de "A voz da Amazônia" tal sua força. Essa ave extra ordinária habita a floresta amazônica mas também tem uma população remanesceste na mata atlântica. Essa população da Mata Atlântica ficou restrita às matas de tabuleiro, o conjunto de matas da baixada existente desde o Rio Doce até o Sul da Bahia e também em matas remanescentes no nordeste como p.ex. em Murici- Alagoas. 

O curioso do Cri-cri-ó é seu comportamento. A ave tem o hábito de viver em grupos na floresta, não muito longe um do outro. Concentram-se nesses locais e parecem ser territoriais. Ocorre que ele se incomoda com barulho na mata! Para provoca-los, batíamos "palmas" dentro da mata e os cri-criós respondiam de todos os recantos com um coro forte e bonito. Gravei esse momento mágico e convido a ouvir o áudio, depositado no site Wiki-Aves:

http://www.wikiaves.com.br/946518&p=1&tm=s&t=u&u=2183

Dentro da mata alta, com muita sombra e reflexos de sol que entravam, não consegui fazer fotos boas.
O ambiente em que vive o Lipaugus, o interior penumbroso da mata, a pouca altura, uns 5-10 metros, ou seja abaixo da copa:


Esse foi um de meus registros mais esperados. Trata-se de um cotinga e como tal, naturalmente importante! E com seu comportamento caracteristico  tornou seu registro encantador!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

AVES MARINHAS EM VITÓRIA

Vitória tem se tornado um ponto importante na visitação e encontro de aves marinhas. São bandos de trinta réis, gaivotões e outras aves  que encantam e deixam a capital do ES muito mais bonita. Claro  que para vermos essas aves  devemos procura-las próximas ao mar. Seja nos pieres, nas praias ou nas pedras que circundam o canal da baía de Vitória podemos observa-las freqüentemente.:


A batuíra-de- bando  Charadrius semipalmatus pode ser encontrada com facilidade. Geralmente é comum nas pedras que circundam a ilha do Boi.




Até pouco tempo atrás era difícil se ver um gaivotão Larus dominicanus em Vitória. Temos notado que essa espécie está se tornando frequente e até comum no canal e na baía de Vitória. Já vimos um bando de 6 indivíduos e recentemente em nossas visitas à Ilha do Boi, registramos a ave todos os dias. Chegando mesmo a pousar nas pedras em busca de alimento junto com os piru-pirus.



O gracioso maçarico-pintado Actitis macularius é figurinha fácil nas pedras da ilha do Boi e do mangue da Ufes.

O belíssimo Trinta-réis real Thalasseus maximus é frequente sobrevoando a baia.


Um visitante ilustre, o Maçarico-de-sobre-branco Calidris fuscicollis, de passagem por VIX.


O Trinta-réis de bico vermelho Sterna hirundinacea talvez  seja o trinta-réis mais comum na cidade!


O Trinta-réis de bico amarelo  ou de bando Thalasseus acuflavidus  também é frequente na baía de Vitória.

A águia-pesqueira Pandion haliaetus aparece com frequência em Vitória, mais no verão.

Outras aves marinhas ocorrem em abundancia em Vitória, como o vira pedras  Arenaria interprens e o Piru-piru Haematopus palliatus. Oportunamente postaremos fotos dessas aves.


Um grande abraço a nossos amigos que nos visitam!!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

"CAÇANDO" OS ARAPAÇUS DENTRO DA MATA!

Quando vamos fotografar aves  é comum é "fotografo-caçador"  tirar  50-100 fotos para aproveitar uma ou duas! Mas, em uma atividade tão interessante e ao mesmo tempo tão absorvente e bonita como essa, isso acaba nos frustrando. E por quê? por que, depois, sempre temos de escolher uma  ou outra foto para publicar ou mostrar aos amigos. E o que ocorre é que muitas fotos, flagrantes da "caçada" para se obter o melhor angulo, a foto mais perfeita, acabam sendo esquecidas. E justamente essas fotos dão uma idéia do quão eletrizante, "adrenalizante" é essa procura! È, de fato, muito emocionante adentrar nossas matas nessa aventura. A seguir, procuro dar uma pálida idéia dessa emoção postando algumas fotos da sensacional caçada que foi  a procura desses arapaçus na Serra do Limoeiro em Itarana:



O Arapaçu-de-bico torto, no momento em que começava a "subir"  o tronco da árvore.



O Arapaçu-de-garganta branca, desconfiado ao ouvir sua voz do gravador. Esboçando posição de fuga.


Aqui, ele já tinha voado para uma ave próxima mas o fotografo, incansável chegou perto. Então, albicollis, começou a vocalizar como que respondendo a voz do gravador.Ainda tive tempo de gravar sua voz. Quem quiser ouvir  o áudio, está no endereço abaixo do  Wiki-Aves:
http://www.wikiaves.com.br/930215&p=1&tm=s&t=u&u=2183


Na agitação da mata, com muitas aves vocalizando, bandos mistos e além disso um birder intruso próximo deles, notei que apareceu outro arapaçu grande, de bom tamanho. Fiquei alerta pois sabia que podia ser o  Dendrocolaptes. E era ele mesmo. Nessa foto acima, vi o perfil de meu amigo. Reparem no bico escuro, forte e quase reto se comparado com o bico do albicollis.




Ele demonstrou ser mais arisco que o arapaçu de garganta branca! Mas num descuido cheguei quase debaixo e tirei essa foto ai encima. E pude confirmar: é ele mesmo! Diferente do arapaçu-liso que é menor e não tem essas estrias no corpo.

Termino  por aqui essas fotos "mateiras" dessas aves exraordinárias!; 

terça-feira, 9 de abril de 2013

ARAPAÇUS

Família tipica da região neotropical, esses passeriformes são constantemente confundidos com os pica-paus. Isso devido sua capacidade de escalar os troncos das árvores em busca de insetos de que se alimentam. A diferença dos pica-paus e que entre outras coisas, possuem o bico mole, que não serve para perfurar a madeira e, também, as penas das retrizes são duras para segurar o apoio nos troncos quando das escaladas. Geralmente são aves que habitam o interior da mata. Porém existem espécies campestres como  o arapaçu do cerrado, que ainda não foi registrado aqui no ES. Mesmo sendo ave campestre, esse arapaçu de cerrado já foi registrado até mesmo no litoral do RJ, na cidade do Rio de Janeiro. Trata-se de família muito interessante. Aqui no ES, nossos arapaçus são todos do interior da mata. Recentemente tivemos a sorte e alegria de registrar  os maiores, no lugar de mata denominada Serra do Limoeiro em Itarana.


O Arapaçu-de-bico-torto Campylorhamphus falcularius é ave extra ordinária e de bom tamanho. Comumente mede 24-25 cms. de comprimento. Como os demais é insetívoro e apresenta essa particularidade do bico curvo o que lhe dá certas vantagens ao buscar alimento em buracos das árvores.



Esse aí de cima é o nosso maior arapaçu. Mede cerca de 30 cms.Trata-se de Xiphocolaptes albicollis,o arapaçu de garganta branca; Não é ave rara, pode ser vista comumente em locais de matas bem preservadas e de maiores extensões. Obsevem na foto acima, as raques das retrizes, duras, que servem para o apoio no tronco.



O Arapaçu grande, Dendrocolaptes platyrostris também é ave de bom tamanho.Cerca de 26-27 cms. É mais discreto que o anterior, fazendo menos confusão e algazarra quanto procura alimento nas árvores. Habita os mesmos locais que os anteriores, locais de mata razoavelmente bem preservada.

Esses três arapaçus, os maiores da família aqui no ES, foram fotografados na mesma mata situada na serra do Limoeiro em Itarana o que demonstra que a floresta em questão é boa para essas aves.Nesse sentido podemos atentar para as exigências ecológicas dos mesmos. Trata-se de mata remanescente com muitas árvores originais da mata primária. Isto é fundamental para atender suas exigências: a existência de árvores velhas, carcomidas e cheias de cupins, formigas e outros insetos. Essas iguarias são procuradas pelos arapaçus que aí encontram comida em abundancia e de boa qualidade. Além disso, essas matas, contendo árvores velhas e muitas de grande altura, propiciam abrigos e esconderijos para colocar seus ninhos. Essas condições, juntas são muito importantes para a existência desses arapaçus. Mesmo que a mata em questão não seja muito grande.

NOVO REGISTRO : CALIDRIS FUSCICOLLIS.

Recentemente tivemos a sorte de fazer novos registros inéditos. Isto é, novos lifers. Passamos a seguir a comentar um dos últimos lifers. Trata-se do maçarico de sobre branco, visto por vários dias nas pedras que compõem o conjunto residencial da Ilha do Boi nesta capital. A ave, viajante de longo curso, ao que parece estava se utilizando daquelas estruturas para uma pausa em sua viagem de volta.


O maçarico-de-sobre branco Calidris fuscicollis é ave migratória  que passa o verão e primavera nas tundas articas do Canadá  onde procria. Depois, no inverno, desce para climas mais quentes. Foi já na viagem de olta que pudemos fotografar essa  bela ave:



Outra foto desse belissimo e interessante maçarico:


Foi apenas a 2. vez  que esse maçarico foi registrado aqui no ES, o que dá uma boa idéia de sua raridade e importância.

segunda-feira, 11 de março de 2013

NOVOS REGISTROS DE AVES NO ES.

Recentemente tivemos a alegria de registrar aqui no ES alguns  lifers, isto é, aves antes não conhecidas ou mesmo fotografadas. Inclusive, uma delas foi lifer registrado no site wikiaves, www.wikiaves.com.br como sendo  uma nova  para  o ES.

Vejamos quem  são essas aves:




Essa ave, um furnarídeo parecido com o joão graveto é o Ui-pi, nome cientifico Synallaxis albescens foi encontrado nos pastos em Sobreiro distrito de Laranja da Terra no carnaval. Foi o primeiro registro no Esp.Santo onde a espécie não era conhecida. Foi uma emoção, depois, confirmar que era o Ui-pi e foi uma ID difícil de ser feita tal a semelhança dessas aves com outras espécies de furnarídeos.



O Murucututu, Pulsatrix koensyswaldiana é ave extra ordinária que já sabíamos que habitava em capoeirões inclusive em Sobreiro e foi lá  que conseguimos fotografar  esse aí. Bastou repetir o som de sua vocalização no gravador  que atraímos dois desses corujões. O alvoroço que se formou na casa para ver de perto esses corujões  foi incrível. Um registrão.



Esse aí encima é o Tropeiro-da-serra, Lipaugus lanioides, um de  nossos cotingas mais extra ordinários! Habita as matas de montanhas e é endêmico do Brasil Oriental. Essa foto foi tirada em mata na localidade de Santa Rosa município de Itarana, também no  carnaval.



Essa saracura muito graciosa foi registrada na lagoa do Juara na Serra-ES, trata-se da Sanã-parda, Laterallus melanophaius.




Um de nossos mais extra ordinários gaviões, o Gavião-Pato Spizaetus melanoleucus, clicado em sitio no município de Santa Maria de Jetibá.



Esse belíssimo e gracioso beija-flor  é o Estrelinha-ametista, aqui  uma femea,  Calliphlox amethystina, fotografado no parque do  Museu Mello Leitão em Santa Teresa.


A garça real, Pilherodius pileatus em uma lagoinha próxima a um capoeirão em Santa Teresa.


O gavião-caracoleiro, Chhondrohierax uncinatus voando alto em Chapéu, Domingos Martins.


Por último, o Inhambuaçu, Crypturellus obsoletus em um lance de muita sorte, na mata em Domingos Martins, na localidade de Chapéu. A ave foi  atraída por um dos colegas com a utilização de pio de madeira!

Terminando  por aqui e prometendo não mais demorar tanto para postar fotos de nossas maravilhosas aves!


um abração em todos visitantes!