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terça-feira, 10 de setembro de 2013

REGISTRO Dos Piolhinhos Phyllomyias na Mata Fria em Afonso Claudio-ES.

Nos dois últimos fins de semana, dias  31 de agosto e 09 de setembro pp. estivemos de novo na Mata fria, municipio de Afonso Claudio, estado do ES a fim de se observar aves. De novo tivemos a sensação de ótimo lugar para se passarinhar, com registros e fotos muito interessantes. Desta feita, o que me chamou muito a atenção foi o registro das espécies de piolhinhos do genero Phyllomyias.


Esse aí encima pode ser considerado como o mais comum ou encontradiço. Trata-se do Piolhinho comum, Phyllomyias fasciatus, é uma avezinha muito encantadora que possui uma vasta área de distribuição. Antes já o tinha registrado nas matas de Domingos Martins, na pousada Hospahaus. Também gravei seu canto gracioso que está no Wiki Aves. Ouçam  o áudio:

O  piolhinho chiador, Phyllomyias burmeisteri, já tinha sido registrada nas matas do parque da Cantareira em São Paulo(somente o canto!). Agora pude fotografa-lo:



Também consegui gravar seu canto:

O  piolhinho verdoso, Phyllomyias virescens é outro passarinho muito gracioso e interessante. Esse, infelizmente, não consegui gravar seu canto.



E finalmente, o piolhinho serrano, Phyllomyias griseocapilla , também fotografado nas proximidades da mata fria:


Pode ser observado que aves graciosas, em torno de 11-12 cms de comprimento, comportamento mais ou menos parecido e muito encantandores!
Um abraço amigos!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

NYCTIBIUS GRANDIS : O Mãe-da-Lua gigante.

Recentemente, precisamente na noite do dia 02 de agosto, em Sobreiro, municipio de Laranja da Terra, tive a alegria de ver e ouvir o Mãe-da-lua gigante. Essa ave, prá-lá de misteriosa e muito bizarra, está durante há algum tempo, habitando um remanescente de capoeirão com cerca de 25 hectares de mata. Foi descoberta graças ao Thiago Delbone que me relatou sobre um grito assustador que estava ouvindo de madrugada na mata. Após reproduzir o canto do gravador Thiago confirmou o canto. Tentamos então, algumas vezes, atraí-la mas sem sucesso. Porém, nesse dia, depois de insistir muito, o bicho apareceu fazendo outra vocalização e pousou várias vezes nos eucaliptos defronte à casa. Pude fotografa-la, mas a distância e apouca luz nçao ajudaram as fotos:



Fica então o registro dessa ave tão diferente e estranha  no lugar. Voltamos uma semana depois mas não conseguimos mais fotos.

Gravamos o som da ave nesse dia, que consistiu de alguns grunhidos. Mas seu canto é mesmo assustador, ouçam a gravação constante do site Wiki aves:

http://www.wikiaves.com.br/43027&p=1&tm=s&t=s&s=10536

em gravação de Rafael Bessa nas reservas de Linhares.

Então, estaremos procurando fotos melhores dessa ave tão enigmática quanto interessante! Um abraço a nossos amigos visitantes,

jsl



terça-feira, 23 de julho de 2013

O ENCONTRO COM O PAVÓ - PYRODERUS SCUTATUS


Pessoal, finalmente depois de muito procurar, fui encontrar  o  Pyroderus em Sao Paulo. Foi no Parque Estadual da Cantareira, no núcleo do Cabuçu, guiado pelo Demis Bucci, muito solicito e genial guia observador de aves. Desde o inicio eu tinha falado para o Demis quye encontrar o Pavó seria um sonho tao distante  que eu nem o consideraria  como prioritário. Seria algo como ganhar na loteria ornitológica! E o fato é que a sorte sorriu para esse observador e ganhei na loteria. No sábado dia 20 de julho de 2013 o tempo estava bom em Sao Paulo, depois de uns dias muito nublados e frios, tendo, inclusive, chovido. Pois no sábado tudo renasceu!
A naatureza amanheceu em flor e o sol voltou e com ele as miriades de seres vivos, pássaros e borboletas dando o ar de sua graça logo no inicio. Estavamos distraidos com um bando misto em que apareceram muitas aves interessantes. Entre elas o pica-pau anao de coleira:



Nesse bando apareceu também a saíra viuva:


Depois de algum tempo distraídos com esses belos exemplares, no alto das árvores, principalmente de um aglomerado de imbaúbas, Cecropia hololeuca, pude vislumbrar o vermelho vivo entre a folhagem densa. Imediatamente o coraçao bateu mais forte ante a possibilidade, ainda que remota, da grande ave aparecer! E, depois quando voou para mais perto, nao tive dúvidas:  É  o Pavó!!ficou

E era ele  mesmo:











A ave extraordinária pousou mostrando sua belissima plumagem, no alto da imbaúba, com toda imponencia e beleza. É incrivelmente discreta e sua beleza nao condiz com essa discriçao. Dificil de descrever é seu voo no alto das copas. Silencioso e suave que nem uma pluma. Nesse ponto, a elegancia e suavidade de seu voo me fez lembrar o voo do gaviao pega-macaco Spizaetus tyrannus. É um voo suave, macio e estremamente preciso! Nao tem desperdicios de movimento ou arranques bruscos. A ave ficou um certo tempo parada observando, talvez certificando-se da falta de perigo e depois pousava em outra imbaúba. Era um aglomerado de várias imbaúbas altas, uns 25 metros de altura cada uma.


Entao, a ave magnifica pousou próximo ao cacho das infrutescencias da imbaúba para se alimentar e pudemos registrar essa cena especial:





Depois de algum tempo e muitas fotos, a ave majestosa descansou um pouco.



Foi  um registrao inesquecível ver esse pavó  tao a vontade nessas matas. Depois de algum tempo a ave foi embora com seu voo suave e majestoso, deixando-nos maravilhados com sua visao.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

EXCITANTE DESCOBERTA: O PAPINHO AMARELO Piprites chloris

No domingo dia  23 de junho, passárinhando em mata secundária (capoeirão) no municipio de Itarana, fui surpreendido com a visão de um pequeno pássaro no sub-bosque, acompanhando bando misto de várias espécies. A principio pensei tratar-se de um tiranideo, tal o desenho de suas asas, mas depois pude perceber que não era. Quando coloquei o play-back do barbudinho, a ave chegava mais perto e eu pensei que fosse alguma variação ou alguma espécie com vocalização parecida. Somente ao chegar em casa e consultar os guias de campo e as fotos no WA é que a ficha caiu. Era o papinho amarelo! o Piprites chloris!!



Seu comportamento foi bem curioso. Acompanhava o bando misto, mas não vocalizou e manteve-se até fleumático mesmo com a visão de uma pessoa por perto. Essa avezinha, habita a Amazônia e Mata Atlantica, segundo SICK, principalmente nas copas da mata alta. Mas, o fato é que o vi no sub-bosque do capoeirão acompanhando bando misto e a mata nem era tão alta assim.



O porque do apelido de papinho amarelo:



Essa avezinha, apesar de ter distribuição vasta, não é comum ou fácil de se ver. Inclusive sua classificação, em qual familia a ser enquadrada, até hoje suscita duvidas, razão pela qual o CBRO - Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos, colocou-a  na categoria de Incertae sedis, indicando com isso, que sua classificação em    meio às aves continua incerta. Antes já foi considerada como um Piprideo, mas os ornitólogos não tiveram um consenso e por causa disso as dúvidas continuaram, levando SICK (1997) a inclui-la na familia Cotingidae. Agora, pelo visto as dúvidas permanecem, mas enquanto isso, vamos continuar apreciando sua beleza e sua singularidade de comportamento.


domingo, 23 de junho de 2013

ESPETACULAR REGISTRO DA ÁGUIA CHILENA EM ITARANA

A  Águia chilena Geranoaetus melanoleucus é um espetacular accipitrideo de grande porte, 70 cms de comprimento, envergadura de asas de cerca de 2 metros.No estado do Espirito Santo, temos registros fotograficos para as pedras dos Três Pontões em Afonso Cláudio e nos cinco pontões em Laranja da Terra. Então, Itarana passou a ser o terceiro municipio do Estado a ter registro dessa ave.


Nosso objetivo é relatar registro feito ontem dia 22 de junho, em  uma área de apenas 150 metros de altitude, ocupada por campos sujos e pastagens. Bem verdade que nos morros próximos podemos encontrar pedras que poderiam ser usadas pela águia, mas o fato é que foram vistas sobrevoando regiões campestres.



Vimos  dois individuos, talvez em casal. As aves estavam voando a média altura, mas começaram a voar em circulos e ganhando altura até quase desaparecer no céu, de tão alto.

o

O local que as águias sobrevoavam, são esses carrascais na foto acima e na foto abaixo:



Talvez Geranoaetus esteja expandido sua área de dispersão aqui no ES!. Somente o tempo confirmará ou não essa premissa, porém, é certo que essas aves se reproduzem na serra dos Três Pontões, quando tem criado sempre dois filhotes por ano. Como são aves grandes, a pergunta que comumente se faz é para onde vão  os filhotes quando adultos? Isso por que  os pais, a certa altura, expulsam os filhos dos arredores. No território da pedra, então, deduz-se  que somente se admite a existência de um casal adulto. Resta então, reponder  onde  os  filhotões vão morar. Com uma mehor observação e acompanhamento de nossas aves será possível responder a essas questões e outras ligadas ao "modus-vivendi" dessa ave tão espetacular! Porém, é digno de registro que a área onde foi vista agora, está a apenas 25 kms. das duas pedras citadas como habitat da águia. Poderia indicar então, uma extenção do território de caça. Mas como disse, somente o tempo e mais observações nos darão mais certeza nas respostas.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Aventura no manguezal de Vitória à procura de Platalea ajaja, o Colhereiro.

Nesse último domingo, p.p., dia  9 de junho de 2013, fui até o campus da UFES observar aves. Lá de cima, ao lado do observatório astronomico, tem estruturas de granito que permitem uma belissima visão de todo o horizonte, notadamente do manguezal e das áreas urbanas vizinhas, principalmente os bairros ao redor, po bairro de Andorinhas e outros.,
Pois bem, nesse dia, de lua nova e maré baixa, pude visualizar ao longe algumas aves na vaza da maré e observando bem pude notar os vultos cor-de-rosa tipicos do colhereiro, o Platalea ajaja. Empolgado, pude perceber que era  ele  mesmo, apesar da distância, tirei  uma foto para garantir:


Dá  para perceber  a distância, muito grande em que se encontravam as aves. Fotografar e tentar  o "crop" no computador fatalmente levaria a uma perda grande de qualidade. Optei então, em chegar mais perto para se conseguir uma boa foto.


Essa foto acima  foi tirada da pedra existente proximo ao deposito de residuos da UFES e ainda assim a distância era grande. Então, tentei chegar de carro até o  outro lado do canal, o bairro de Andorinhas. Talvez, de lá eu conseguisse uma foto melhor. Mas qual, ao chegar no local fui dissuadido por um jovem morador que alegou ser proibido alguem tirar fotos no  local (!) (?) Preocupado com minha segurança, resolvi voltar ao campus e lá, conversando com os guardas,  obtive a informação de uma via de acesso por dentro do mangue que permitia chegar até à maré vazante. Foi o que fiz.



No caminho por dentro do manguezal para chegar até o mar, pude visualizar um belo individuo do savacu-de-coroa, o Nyctanassa violacea. Aproveitei a indecisão do bicho e consegui uma boa foto acima. Continuei para chegar ao mar e lá chegando, estava com a maré baixa, fiquei decepcionado com o lixo que havia acumulado no mangue.


Sacos plásticos, camisas, sapatos, tudo vai parar no mangue! Nessas horas, ponho-me a refletir nos enormes desafios ambientais desse seculo: o problema do lixo, a poluição das águas, a pouca educação das pessoas, que apesar de todas as campanhas de conscientização, continuam jogando lixo na natureza. Mas, não vamos nos desviar do caminho. Na maré, percebí  logo um biguá Phalacrocorax brasilianus fazendo o papel de vigia da região, montando guarda:



Mas, cadê os colhereiros? Estavam ainda longe, do lado lateral da vazante e não podia ve-los. Para chegar lá, deveria aventurar-me no mangue, atolar na lama. De tênis isso não seria possível. Foi quando vi no lixo, uma sandalia de borracha ainda em condições de uso. Ela me salvou:


Calcei a sandalia e lá vamos até  os colhereiros!


O sacrificio tinha de valer a pena e  valeu, finalmente pude ve-los de perto:


Valeu mesmo a pena, trata-se de ave que não é comum e tem se tornado arredia ao contato do homem, quer seja pela perseguição quer seja pela poluição das águas.




E na volta, feliz com o registro e com minhas fotos, ainda houve tempo para clicar  um sauim, um Callithrix talvez  o jaccus


Muito obrigado às pessoas que vem até esse blog  para conhecer nossas histórias!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Gampsonyx swainsonii = o Gaviãozinho!

Esse talvez  seja o menor de nossos gaviões! Gampsonyx, de fato mede apenas 20 cms o macho e 25 cms a femea, em média e possuem peso em torno de 110 gramas! Além disso é gracioso e belissimo! Apresenta ser ainda de feições delicadas, mas isso é apenas impressão pois é um predador feroz, atacando lagartixas, pequenas cobras, anfibios, pequenos pássaros, etc.



Nosso objetivo é relatar a ocorrência de um casal que vem sendo observado no Parque Estadual de Setiba em Guarapari. O pessoal do COA  já havia tirado várias fotos da ave nesse local, que fica próximo à estação de pedágio na Rodovia do Sol. A existência de um casal é fato auspicioso pois indica que podem se reproduzir na região.


Sua ocorrência é  em quase  todo o Brasil, faltando apenas no extremo noroeste e no sul, a partir de metade sul do Paraná. Aqui no ES, podemos dizer  que não é  comum! Em minha longa carreira de "birder"  relato que o registrei apenas duas  vezes: no ano 2000, na restinga de Boa Nova em Guriri e agora em junho de 2013 no Parque Estadual de Setiba em Guarapari.

UM abraço a todos.!!