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domingo, 14 de novembro de 2021

Topando com um Atobá pardo!

 















Atobás são aves grandes, possuem tamanho entre os 65 e 85 de comprimento, com uma envergadura das asas que chegam a alcançar 1,5 metro!

São exímios pescadores e para pescar ás vezes chegam a praticar manobras e malabarismos incríveis! São aves costeiras e que na época da nidificação procuram pequenas ilhas ou locais inacessíveis para depositar seus ovos( geralmente dois) no chão.

São aves marinhas e comuns. Aqui em Vitória são facilmente vistos na entrada da baia de Vitória! Raramente chegam e entrar nos canais dentro da cidade. O comum é velos ao longe, nas proximidades dos navios encorados na barra do porto de Tubarão, ora pousados nas boias ora dando seus mergulhos nas proximidades dos ditos navios.

Portanto, foi com surpresa que vi esse Atobá aí, e consegui  fotografa-lo  bem perto! Veio voando ao lado da Ilha do Boi, numa manhã fria e com mar agitado devido ao tempo instável desse novembro. Talvez perdido? Ou preocupado com a escassez de alimento próximo aos navios? Eles costumam, também, acompanhar de muito perto os barcos pequenos dos pescadores que saem ao mar, na esperança de sempre ganhar um peixe menor ou pegar os peixes descartados pelos pescadores. Mas nessa agitação desses dias da primeira quinzena de novembro, devem ser poucos os barcos de pescadores!


Com as asas abertas, voando em minha direção!
















Além de grande pescador é também, um grande acrobata aéreo!




















Já desviando para retornar ao mar alto.






















Tenho comparecido quase todos os dias à Ilha do Boi para "vigiar" a chegada dos maçaricos migrantes, intercontinentais, que viajam do polo norte até o Polo Sul, e que, nessa viagem, fazem uma "pousada" aqui na nossa ilha do Boi para descanso. Neste 2021, até agora só registramos dois: o pintado, Actitis macularius e o Maçarico de sobre branco, Calidris fuscicollis.!

Nessa "vigilia" podemos ter fatos diferentes como é o caso desse Atobá e que aqui comentamos!

Um abraço e muito obrigado a todos os visitantes!!


























quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Maçaricos migrantes chegando a Vitória!

Em nossa postagem com o titulo "Vitória, pousada dos maçaricos" de  04 de julho de 2017, http://www.jornaldasavesepeixes.net/2017/07/vitoria-pousada-dos-macaricos.html,

fizemos um relato dos vários registros de maçaricos migrantes, que saindo das imediações do Polo norte passavam por Vitória a caminho da Argentina ou do polo Sul.

Pois bem, os maçaricos continuam viajando, com seus hábitos transcontinentais, alheios a Covid´s e distanciamentos! Recentemente, agora em Novembro, registramos até o momento nesta temporada, duas espécies visitando nossa cidade, no mesmo local, a Ilha do Boi!

São os primeiros que chegam e estamos vigilantes tentando recebe-los bem e também alguns outros mais desconfiados!


O Maçarico pintado, Acititis macularius, já apareceu em bom número na Ilha do Boi.

Costumamos dizer que é o primeiro que chega e o ultimo a ir embora!






Já o Maçarico de sobre branco, Calidris fuscicollis é bem mais difícil de ser visto em Vitória. Registramos o aparecimento desse individuo aqui na cidade. Desde o dia 07 de novembro ultimo temos visto esse individuo forrageando na Ilha.






Outra foto do Calidris fuscicollis, o maçarico de sobre branco em sua interminável tarefa de se alimentar!








Continuamos a observar nossos maçaricos e agradecemos as pessoas que nos honram com suas visitas!!!



quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Encontro com a Perdiz. Rhynchotus rufescens.

 Recentemente, nos finais deste mês de Outubro. já em uma primavera muito chuvosa, voltamos a encontrar a Perdiz, Rhynchotus rufescens,


A   Perdiz, Rhynchotus rufescens é um tinamídeo muito bonito e interessante. Trata-se de nosso maior tinamídeo campestre. Tinamidae é uma família de aves neotropicais muito típica do Brasil e da América do Sul. São aves cinegéticas, isto é, aves que interessam aos caçadores!

A Perdiz tem uma vasta distribuição no Brasil, ´principalmente em áreas campestres e ou pastagens. Espécie resistente à ocupação humana dos campos, porém, sendo perseguida por sua carne, a espécie termina por se tornar escassa em muitas regiões. Na primeira vez que fizemos o registro dessa espécie, em Sobreiro, observamos que se torna muito vulnerável durante a época de reprodução. Nessas ocasiões, a Perdiz, à procura de companheiros para nidificação atende com muita presteza ao chamado de sua voz seja por meio dos pios ou mesmo por meio de playback. Isso pode ser fatal se for manobrado por caçadores, o que leva a espécie lentamente à extinção.

Trata-se de espécie grande, com as fêmeas sendo um pouco maiores e mais pesadas que os machos. Para se ter ideia de como a perdiz pode se tornar atraente para caçadores, basta dizer que as fêmeas maiores chegam a pesar 1 quilograma! Com mais de 40 cm. de comprimento.

No sistema de acasalamento da Perdiz, conhecido como Poliandra, tem sido relatado um nítido aumento de reprodução pelo hábito da fêmea em acasalar-se com diferentes machos, sucessivamente, e a aceitação por parte do macho em incubar e cuidar da prole. Esta isenção da incubação e do cuidado da prole permite à fêmea reduzir o tempo necessário entre duas posturas sucessivas, devido à recuperação mais rápida de energias gastas durante um período de reprodução (MENEGHETI & MARQUES, 1981). Ao referir-se a Rhynchotus rufescens, LIEBERMAN (1936) considera a poliandra uma adaptação eloquente à reprodução rápida num curto período, já que mais de uma fêmea faria postura num mesmo ninho. Assim, mais rapidamente é atingido um número mínimo de ovos normalmente observados nos ninhos. A incubação se iniciaria mais rapidamente e, desta forma, os ninhos ficariam menos expostos a riscos. (Wiki Aves).

Nosso registro atual ocorreu nos pastos de uma propriedade rural no distrito de Sobreiro, no município de Laranja da Terra, região oeste deste Estado do Espirito Santo.


Estavamos observando aves nas proximidades de um capoeirão e chamando com o playback o Inhambu-Chintã, Crypturellus tataupa. 

Próximo, um casal de seriemas caçava insetos e grilos. Subitamente, essa perdiz em um voo rasante veio se abrigar em um descampado muito proximo onde estava. Percebi que nossaa perdiz fugiu das seriemas, provavelmente estava no ninho e, em um comportamento de defesa de seu ninho, a ave precipitou-se para a frente com o intuito de despistar as seriemas que poderiam predar seus ovos ou filhotes. A Perdiz não nos viu e ficou um tempo escondida na vegetação. Após alguns minutos, não vendo mais as seriemas, a Perdiz procurou voltar a seu ninho. Nem tentei descobrir esse ninho, pois poderia ser ruim para a ave. Limitei-me a observar e tirar essas fotos acima e abaixo.















 Aqui a Rhynchotus adentrando a vegetação rasteira, certamente para voltar ao ninho. Hora de deixar a ave com calma e tranquilidade.















Relato assim, do encontro com essa ave maravilhosa! Destaque que a ave, não vocalizou na região nessas datas. Certamente o auge da vocalização ocorre algum tempo antes, quando os indivíduos estão procurando seus parceiros para acasalamento.

Muito obrigado, pessoas que nos honram com suas visitas!!

domingo, 17 de outubro de 2021

Nossos registros do Falco deiroleucus, o FALCÃO DE PEITO LARANJA.

 


Falco deiroleucus, o Falcão de peito-laranja, é uma ave da família Falconidae, possuindo todos os atributos típicos dos falcões mais representativos da família. Diz-se que o Falcão peregrino, o Falco peregrinus pode ser considerado como o paradigma da família. E nesse caso, nosso Falcão de peito laranja, tem características muito próximas ao peregrino, como veremos a seguir. Esses Falcões típicos, são aves com uma aerodinâmica própria para caçadas rápidas em locais abertos. São “projetados” pela natureza para a perseguição aérea a suas presas (aves) em alta velocidade. Suas asas são estreitas e pontudas e são mais indicadas para voos rápidos e rasantes procurando as presas no ar. Esses falcões, são agrupados no gênero Falco, possuem o bico afiado como um alicate de fio, apresentando um grande dente na maxila.(SICK, 1997). E além desses requisitos, também possuem uma visão altamente apurada com uma capacidade de vista muito perfeita a grandes distâncias!

Essas características anatômicas, como as asas pontudas e seu dente na maxila, são visíveis em algumas fotos do Falco deiroleucus. Com todas essas propriedades, esses falcões são exímios caçadores em campo aberto. Algumas espécies de outros gêneros, mesmo que ótimos caçadores como os Micrastur possuem habilidades diferentes, mais adaptados a outras situações.

O Falcão de peito laranja é uma ave com cerca de 30 cm de comprimento, o macho, e a fêmea 40 cm. É muito semelhante ao Cauré, Falco rufigularis na plumagem, mas, segundo SICK, quando se tem os exemplares das duas espécies nas mãos, percebe-se logo que o falcão de peito vermelho é maior e mais potente. Alguns estudiosos consideram mesmo que este falcão é o substituto geográfico e ecológico do Falcão peregrino na América tropical. Fato esse muito curioso. Segundo o site Wiki Aves, esse Falcão está listado pela IUCN na categoria de NT- Quase ameaçada. Sempre foi considerado raro. Apesar de citado com ocorrência em quase todo o Brasil, muitos estados ainda não têm qualquer foto dessa espécie no site Wiki Aves! Nesse quesito, podemos ver que o Espirito Santo tem sido privilegiado, registrando a espécie em doze municípios até esta data.

Até pouco tempo atrás, a situação de campo desse falcão era pouco conhecida. SICK, p.ex.,  em seu livro Ornitologia brasileira, de 1997, informa que “ não se conhecem, segundo parece, dados sobre sua reprodução no pais”. Mas, atualmente, como pode ser verificado no Wiki Aves, existem várias fotos mostrando a nidificação desse falcão, inclusive, a ave na companhia de filhotes ainda com plumagem de ninhegos.

Apresentamos a seguir, dados sobre nosso registro da espécie em Domingos Martins, ES, dentro da zona urbana da cidade, feito recentemente, em 05.10.2021.

Fomos guiados pelo colega do COA/ES e AMOAVES, o Eraldo Klein, a quem muito agradecemos a oportunidade de poder ver e registrar essa ave a uma distância razoável.

Observamos que o local onde o Falcão estava e tem sido registrado, é muito semelhante aos locais onde já o tínhamos visto anteriormente, indicando, talvez uma preferência ecológica da espécie. Trata-se de  escarpas de rochas graníticas vizinhas à mata circundante.  A ave parece que escolhe para nidificar esses locais, onde, aparentemente, fica protegido pela vegetação e pode cuidar de sua prole no ninho feito nas  cavidades da pedra. Em sua nidificação, conforme fotografias que podem ser vistas no Wiki Aves, aparentemente a ave cria dois filhotes.

No intervalo de tempo que estivemos no local, o individuo que, imaginamos, ficou "de guarda" manteve-se quase sempre discreto em seu poleiro. Poucas vezes a ave fez sobrevoos pequenos nas vizinhanças e nessas ocasiões, quase sempre vocalizou. Sua vocalização é parecida com a voz do Cauré, Falco rufigularis. 

Todas as vezes que encontramos esse falcão ele estava em locais com essas características. Foram os seguintes os registros:

1)   1)   Primeira vez que o encontramos, na Serra dos Três Pontões em Afonso Claudio.  O Falcão apareceu voando rápido e perseguindo uma Águia serrana, Geranoaetus melanoleucus. A foto foi tirada “no susto”, e por isso não ficou aproveitável. Mas é possível perceber pela coloração a silhueta de Falco deiroleucus. Toda a geografia do lugar condiz com os demais registros dessa ave.

2)    2)  Em Domingos Martins, também, em área na zona rural. Local de mata muito próxima de pedreiras. Essa foto foi publicada no Wiki Aves, mas a ave estava há uma grande distância, o que não permitiu uma melhor observação.

3)    3) O Último registro é este que ora comentamos. Quando a ave se encontra próxima à zona urbana de Domingos Martins, mas em uma área de mata bem encostada nas encostas graníticas.




Foto feita nos Três Pontões, Afonso Claudio em 2011. O falcão perseguia uma águia serrana, G.melanoleucus. Provavelmente um comportamento de proteção do ninho, que poderia estar próximo.








Matéria sobre o Falcão de Peito laranja na revista A.O. Atualidades ornitológicas de Setembro/Outubro de 2002.









Exemplo de local onde Falco deiroleucus costuma construir seu ninho. Esta escarpa de granito foi onde encontramos a ave, agora no dia 05.10.2021.













 Na encosta, provavelmente aguardando a fêmea que se encontrava no ninho.

Foto feita em 5.10.2021 em Domingos Martins, ES, Brasil.
















Imagem retirada do site Wiki Aves (www.wikiaves.com.br) mostrando a distribuição dos registros de Falco deiroleucus.

Os pontos vermelhos são os locais de registro da ave.

Observar que fora dos dominios da Amazônia, a concentração dos registros é maior no Estado do Espirito Santo, onde até esta data foram verificados 84 registros da espécie.








 
Classificado pela IUCN  como QUASE AMEAÇADO, esse falcão é mesmo difícil de ser encontrado! Entretanto, desconfiamos que as ameaças a esse Falcão não são oriundas de perseguição ou até mesmo supressão de florestas. Observando seu comportamento ficamos com a intuição que trata-se de uma ave naturalmente rara. Os locais que usa para nidificar são lugares quase sempre inacessíveis e por isso mesmo pouco visados para exploração econômica. Perseguir uma ave dessas para mata-lo, também percebemos ser difícil pois trata-se de ave muitíssimo desconfiada e de longe já monitora quem se aproxima. Então, esperamos que com a cobertura vegetal atual, seja possível manter as populações atuais dessa espécie tão interessante e bonita!


FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

SICK, H. Ornitologia Brasileira, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1997.

MASI, A. A.O. Atualidades Ornitológicas, vl. 109, set./Out.2002 Falcão de Peito vermelho, Falco deiroleucus.

Wiki Aves, Enciclopédia das aves do Brasil.




Finalizamos essas pequenas notas sobre o Falcão de peito laranja, o Falco deiroleucus, agradecemos as pessoas que nos visitam!!.















































































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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Um Principe em Vitória!

 Pyrocephalus rubinus  é uma ave tão linda que recebe o apelido de "Príncipe". Agora no inicio deste mês de Outubro e final de Setembro, um individuo adulto apareceu aqui dentro de Vitória, capital do Estado, ficando alguns dias no Parque Municipal da Pedra da Cebola.



O Príncipe adulto que apareceu no Parque Pedra da Cebola.

Fotografado no dia 01.10.2021 na Pedra da Cebola.








O Príncipe, Pyrocephalus rubinus é uma ave migratória. Aparentemente, pelos registros que observamos no Wiki Aves, no Espirito Santo a ave aparece de passagem duas vezes por ano. Temos registros nos meses de outono, de abril a junho e no segundo semestre, os registros ocorrem em setembro e outubro. É difícil estabelecer uma direção a esses movimentos. Estados mais ao norte, como a Bahia, por exemplo, apresentam quase a mesma sazonalidade que o Espirito Santo. Porém, no Sul do país, os registros predominantes ocorrem nos meses de verão. Talvez a movimentação dessa ave seja passar o verão no sul do país e os movimentos em direção ao norte ocorrerem a partir do outono. Retornando ao Sul/sudeste na primavera e verão.

A estadia do Príncipe em Vitória, atraiu muitos observadores de aves do COA/ES, para conseguir fotografar essa belíssima ave. Toda essa movimentação deve-se à beleza da ave e também à dificuldade de vê-lo por aqui. De fato, trata-se de ave que não é comum aqui em nossa região, aparecendo apenas nas migrações como essa que presenciamos.

Segundo o Wiki Aves, a ave costuma fazer a migração aos pares, mas o individuo que fotografamos estava solitário.










Agradecemos às pessoas que nos visitam!!




sábado, 25 de setembro de 2021

A Tesourinha da mata, Phibalura flavirostris, em Vargem Alta.

 Já havíamos registrado a Tesourinha da mata, Phibalura flavirostris, antes, em 2015, durante visita que fizemos ao Parque Natural do Caraça em Minas Gerais.


Na ocasião, registramos quatro indivíduos e ficamos muitíssimos agradecidos por conhecer esse Cotinga, que como tal, é ameaçado pelo desmatamento. 







Desde então, não havíamos mais encontrado essa espécie. Até agora recentemente, em setembro, nos dias 15 e 16, quando novamente encontramos a espécie, desta vez, três exemplares. Sendo que um casal procurava local para fazer o ninho já com vistas a atual temporada de nidificação nessa primavera que se inicia.

A Tesourinha da mata é uma ave classificada pela IUCN  na categoria NT, nova ameaçada. Essa ameaça decorre principalmente pela redução das matas. É uma espécie que não é encontrada com facilidade. Em nossas excursões, como relatamos, em seis anos é apenas a segunda vez que a encontramos. Alimenta-se de frutos e insetos, havendo relatos de que alimentam os ninhegos com insetos o que provavelmente ajuda no crescimento dos filhotes com mais rapidez, ao contrario de outras cotingas que fazem isso apenas com frutas. Em locais onde são mais comuns, chegam a formar pequenos bandos de até oito indivíduos.

O casal de Tesourinhas, pousado a pouca altura na árvore. Essa depressão do tronco, talvez, possa ser usada como local do ninho já que a árvore possui em seu tronco muitos musgos e liquens.  Esse material, comumente é usado pela Tesourinha para confeccionar seus ninhos.

O casal espreitando os intrusos.




 Nessa foto, temos o macho com um pequeno graveto no bico, provavelmente a ser usado no ninho.

Segundo informações que tivemos, a Tesourinha pode ter até duas posturas por temporada. Uma em setembro/outubro e outra em janeiro/fevereiro. As posturas são de dois ovos.
Isso também é uma característica boa  para a preservação da espécie, já que alguns cotingas, tem postura de apenas um ovo.







Mapa de ocorrência da Phibalura flavirostris, retirado do site Wiki Aves.; https://www.wikiaves.com.br/mapaRegistros_tesourinha-da-mata.


Os pontos em vermelho são os locais de ocorrência onde a espécie já foi registrada. Observar que Tesourinha é uma ave da mata atlântica, mas que ocorre também em localidades mais para o interior como no Mato Grosso do Sul.


O Registro de aves da família COTINGIDAE, sempre é comemorado por nós, posto que, são geralmente aves florestais e como tal, que sofrem algum grau de ameaça.  E foi com esse sentimento que produzimos a matéria anterior, com um pequeno vídeo mostrando a vocalização da Araponga, Procnias nudicollis em uma manhã lindamente ensolarada no lugar. E no caso presente da Tesourinha, além da importância do registro, não há como deixar de admirar a beleza e graça dessa tesourinha.

AGRADECEMOS às pessoas que nos visitam!!


sexta-feira, 17 de setembro de 2021

COTINGAS EM VARGEM ALTA, ES.

 

Nos dias 14 a 16 de setembro estivemos na zona rural do município de VARGEM ALTA neste estado do Espirito Santo, a fim de observar aves. Ficamos muito felizes, pois conseguimos registrar quatro cotingas residindo na área. Ressaltamos que esse local, fica a uma altitude de cerca de 1.100 metros, sendo originalmente todo ocupado pela mata atlântica.

Ouvimos muitas arapongas, Procnias nudicollis, conforme pode ser visto e ouvido no pequeno vídeo abaixo.

Também registramos uma boa população de Corocoxós, Carpornis cucullata, vários Tropeiros da Serra, Lipaugus lanioides e também vimos três indivíduos da Tesourinha da mata, Phibalura flavirostris,

Cotingídeos são aves exigentes quanto ao tamanho e conservação das matas, daí nossa alegria com a constatação de que essas espécies, tão típicas de nossa avifauna, resistem nas matas remanescentes.





A região é até hoje, muito florestada com matas em ótimo estado de conservação.  Pelo programa Google Earth, pudemos traçar uma régua com extensão equivalente a 16 km de comprimento por cerca de 11 km de largura no maior remanescente florestal que observamos no local onde visitamos. Tratam-se de matas nativas, a maioria secundárias, mas com porte de mata alta. Essas medidas que  fizemos, comportam apenas extensão do maior remanescente dessas matas que foi onde visitamos. Essas medidas compreendem cerca de 176 km2 de matas, por alto, o que perfazem cerca de 18.000 hectares no mínimo. Sem contar demais remanescentes. Essas observações podem ser comprovadas observando-se esse vídeo que juntamos.

Posteriormente faremos uma postagem com fotos da Tesourinha, a Phibalura, já que os demais cotingas nos apenas ouvimos, não conseguimos fotografar.

Muito obrigado a todos que nos visitam!!