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domingo, 20 de setembro de 2026

Visitante ilustre na figueira vizinha.

 No bairro de Jardim da Penha em Vitória, existe uma boa arborização. As ruas são todas bem arborizadas com árvores nativas como Oitis, Sibipirunas, Pau-ferro e até Jequitibás rosa! E muitas figueiras exóticas como a que fica bem ao lado de nosso apartamento. Tratam-se de arvores grandes, cujas raízes penetram fundo e se espalham prejudicando as ruas. Mas o lado positivo é que essas arvores carregam com seus frutos algumas vezes no ano e então, passam a ser visitadas por muitas aves. Em "nossa" figueira vizinha, já registrados: Sanhaçus cinzentos e do coqueiro, Sabiás do barranco e Sabiá Poca, Sabiá da praia e do campo (Mimus sp.) Guaracavas, Guaracava de crista branca, Bem-te-vis e siriris, Saíra amarela, Cardeal do Nordeste, Pomba Galega, Pomba de asa branca, Falcão de coleira, e outros.

Pois bem, hoje fui surpreendido por uma ave do interior da mata atlântica. Ouvi o canto e pensei: "não pode ser, um araçari de bico branco dentro da cidade?"



Pteroglossus aracari : dentro da cidade.



Esse Araçari não é raro nas matas e Capoeirões da encosta atlântica, mas nunca o tinha registrado dentro da cidade. Já foi registrado várias vezes dentro do município de Vitória, mas em áreas florestadas protegidas como no Parque Botânico Vale. Nas ruas, zona urbana, ainda não tinha visto.

Agradeço as pessoas que nos visitam!



domingo, 23 de agosto de 2026

O Fenômeno de extinções locais de AVES.

 A localidade de Chaves, onde situa-se a Cachoeira véu de noiva no município de Santa Leopoldina neste estado do Espirito Santo, é por nós conhecida desde o dia 03 de janeiro de 1987. Ou seja, praticamente 40 anos!  Dessa forma, podemos comentar algo sobre espécies já registradas no lugar e não mais encontradas.

Chaves não é um nome desconhecido na literatura ornitológica! Em meados do Século passado, o antigo Museu Paulista, atual MZUSP, Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo fez algumas expedições às matas do lugar, com os coletores de peles de aves chefiados por Emilio Dente, realizando coletas no lugar. Muitas dessas aves, então coletadas, são citadas no Catalogo das aves do Brasil, de autoria do Dr. Oliverio Mario Pinto, editado em 1944. Esse livro raro, é uma lista dos exemplares existentes no então Departamento de Zoologia do museu, com informações onde foram coletadas e as datas das coletas, bem como dos coletores. 


De forma nenhuma é nossa intenção estabelecer verdade  absoluta sobre extinção dessa ou outra ave no local, apenas pretendemos comentar sobre algumas vezes antes vistas e registradas no lugar e sua ausência atual no mesmo lugar.

O Local situa-se a cerca de 500 metros de altitude e podemos dizer que é o primeiro degrau da subida da serra rumo ao planalto. É formado pela mata atlântica em diferentes estágios de sucessão vegetal, existindo desde campos sujos desmatados, capoeiras,  até locais de mata atlântica original parcialmente alteradas, principalmente no topo dos morros. E também, plantações de bananas nas encostas desmatadas.

Nesses 40 anos que conhecemos a região, notamos que houve melhoras na fisionomia vegetal do lugar. Morros, onde antigamente existiam vegetação rasteira com predomínio de samambaias, hoje ostentam capoeiras e capoeirões com algumas árvores chegando perto de 15-20 metros de altura! Assim, não houve aumento de desmatamento no lugar!

Mas mesmo assim, algumas espécies florestais, antes registradas no lugar, não mais são     observadas e nem ouvidas!

Isso nos faz pensar, que nossos conhecimentos sobre os hábitos e necessidades de nossas aves ainda são desconhecidas e podemos estar perdendo espécies por ações que poderiam ser evitadas e ou providenciadas.

ANOTAÇÕES SOBRE ALGUMAS ESPÉCIES:

1) Gavião Pombo grande  - Pseudastur polionotus.

Esse Gavião era sempre visto planando sobre as encostas da mata, 

ás vezes, dois indivíduos e muitas vezes apenas um. Era frequentemente registrado entre 1993 e  2016. O ultimo registro, publicado no Wiki Aves, data de 26.6.2017. Desde então, nunca mais os vimos no lugar. Sobre os grandes gaviões, já lemos que muitas vezes, indivíduos são registrados durante muito tempo em certos locais. Podem dar a impressão de tratar-se de residentes permanentes e com população estável no lugar. Porém, com o passar dos anos e não aparecendo indivíduos novos, envelhecem e extinguem-se no local. Espécies mais raras e ou exigentes são mais sensíveis a esse tipo de extinção. 


2) Gavião pato  - Spizaetus melanoleucus.

Essa águia mascarada, na definição de William Menk, era por nós registrada nos mesmos locais do Gavião Pombo grande. Entre 2005  e 2010, vimo-la frequentemente. Inclusive realizando sua famosa caçada, quando aproveitando as térmicas, subia a grande altura, e, de lá, deixava-se cair nas copas próximas tentando capturar aves que ali se encontravam. O mesmo citado para o Pseudastur pode ser aplicado a esse Gavião, também um grande predador e com populações rarefeitas em uma grande área.

3) Tovaca cantadora - Chamaeza meruloides.

Ouvimos essa Tovaca, numa encosta por onde descia um córrego. em 1993, por três vezes ouvíamos a ave nesse local. Não mais registrada. A Tovaca, no Espirito Santo, é ave das montanhas, de maiores altitudes. Essa quota em que era registrada fica a cerca de 400 m. de altitude. Talvez, com o aumento do aquecimento, a ave tenha se deslocado para locais mais altos. É o que supomos. Nossa suposição, tem amparo no comportamento de outra ave florestal. O Guaxe, Cacicus haemorrhous. Como sabemos, o Guaxe, ao contrario da Tovaca, é ave das matas das baixadas quentes, fato esse citado por SICK, em sua monumental obra sobre as aves brasileiras. Entre 1987 a 1998, depois de várias excursões a Chaves, ainda não havíamos registrado o Guaxe no local. Porém, a partir de 1998-99, o Guaxe  colonizou totalmente as matas da região, sendo hoje uma das aves mais abundantes no lugar.

4) Cigarra bambu - Haplospiza unicolor.

Durante o período de 1993 a  2009, registramos essa ave muitas vezes na região. Não temos mais noticias sobre ela no local.

5) Anambezinho - Iodopleura pipra.

Apenas uma vez registramos esse pequena ave, próxima à cachoeira. Não fotografávamos na época e até hoje, não constam registros no Wiki Aves para o município.

6) Macuru de barriga castanha - Notharchus swainsoni.

Vimo-lo na beira da mata próximo aos bananais em 09.7.2006, único registro visual.


Alguns registros, como o Macuru, a Tovaca e o Anambezinho, podem ser considerados como raros ou ocasionais para o lugar. Quanto aos gaviões, são espécies com grande poder de voo, e podem ter se afastado do lugar para colonizar outras áreas mais propicias. Já a cigarra bambu, não encontramos explicação. Talvez a frutificação das taquaras seja a causa. 

Agradecemos aos nossos visitantes!


 





segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Algumas aves Importantes já registradas no Campus da UFES-Universidade Federal do ES.

 Situado dentro da zona urbana do município de Vitória, o Campus da UFES- Universidade Federal do Esp. Santo, ocupa uma área de 1,5 milhão de metros quadrados ou seja, cerca de 150 hectares. Contendo uma área muito arborizada, o campus é visitado por muitas aves. À área do campus, pode ser acrescentado o seu entorno, formado em grande parte por extensos manguezais da foz do Rio Santa Maria de Vitória, um importante curso d'água que drena uma área que se inicia na região serrana do Estado. Nascendo no município de Santa Maria de Jetibá, o rio percorre 122 km. até sua foz, sendo um importante manancial para obtenção de água na região metropolitana de Vitória.

Há mais de dez anos, temos feito fotos de aves nesse campus e em seu manguezal. Passaremos a relatar neste tópico, algumas aves que lá registramos e que nos impactaram como observador de aves. Talvez o termo correto para designar essa seleção de aves, não seja a palavra "importante", posto que toda ave tem sua importância. Pretendemos com isso dizer que essa seleção refere-se a aves não comumente vistas e ou registradas em dias normais.


Fotografia tirada logo acima do Planetário da UFES. Observa-se a vegetação predominante na área. O terreno da universidade é vizinho do manguezal das proximidades da foz do Rio Santa Maria de Vitória, o que amplia bastante a área verde do Campus.


A Maracanã, Primolius maracana é uma ararinha que está quase ameaçada em parte de sua distribuição original, o que nos motiva a ressaltar a importância de seu registro. Já foi várias vezes registrada no campus,. onde encontra alimentos nas árvores plantadas.


o Arapaçu de bico branco, Dendroplex picus é comum no manguezal adjacente ao campus. Como todo arapaçu, é um insetívoro contumaz. Responde ao Play- back com rapidez.


O Gavião Pombo pequeno, Amadonastur lacernulatus é uma espécie oficialmente considerada como ameaçada de extinção. Habitante exclusivo da mata atlântica, esse gavião é exímio predador de pequenos mamíferos, ratos, cobras, lagartos e insetos grandes. Os registros feitos no município de Vitória, ocorreram nas áreas florestais que circundam a cidade e entre elas, o campus da UFES. Das 14 fotos depositadas no Wiki Aves, até esta data, 07 são registradas na UFES, no campus e ou no manguezal.


A Mariquita de perna clara, Setophaga striata é uma ave migratória oriunda da América do Norte e que viaja até a América do Sul. com poucos registros no Brasil. Em março de 2025 essa espécie apareceu no campus da UFES, sendo "descoberta" pelo colega do COA/ES, Fabricio Reis Costa, proporcionando assim, um  lifer para o Estado do Espirito Santo pois foi o primeiro registro dessa ave no estado..


Durante certo tempo, entre setembro de 2014 até junho de 2015, conseguimos visualizar dentro do Campus esse filhotão de Arapapá, Cochlearius cochelearius. Ao final desse período, a ave já com plumagem sub adulta, desapareceu do campus. Provavelmente, refugiou-se no manguezal próximo.


O belíssimo Colhereiro, Platalea ajaja muitas vezes é visto na Lagoa da Ufes, e também no manguezal que circunda o campus, mas sempre em horários de maré baixa.,


O Papagaio do mangue, ou Curica, Amazona amazonica, com um pouco de sorte, pode ser registrado no campus. Alimenta-se de várias espécies de arvores que existem no campus como mangueiras, castanheiras, mas também procura as arvores do mangue próximo.


O Gavião asa de telha, Parabuteo unicinctus é um predador ativo, já registrado no campus e que aparece com certa frequência na zona urbana limítrofe ao campus. Inclusive já foi registrado nidificando no bairro próximo ao campus.


O Mãe- da- Lua, ou Urutau, Nyctibius  griseus é ave comum no campus. Em diversos locais e ocasiões, encontramo-lo, muitas vezes em poleiros diferentes. Esse individuo da foto era um filhotão cujo crescimento os colegas do COA/ES acompanharam.


Saracura do mangue, Aramides mangle, uma espécie muito arisca, habitante do manguezal, mas que no Brasil já foi registrada em outros ambientes. Não é muito comum no local, mas com um pouco de sorte podemos encontra-la. Aprecia muito os pequenos caranguejos da lama no manguezal.




TODOS ESSES REGISTROS, FORAM "CLICADOS" NA ÁREA DO CAMPUS OU NO MANGUE CIRCUNDANTE.

Como disse, essa é uma relação de aves que não são vistas "todos os dias"!! Algumas são, de fato, ameaçadas, e outras, apenas são registradas em ocasiões mais raras, mas todas ajudam a dimensionar a importância das áreas verdes para nossos bichos.

Muito obrigado às pessoas que nos visitam!!




















A Pescaria da Garça Azul.

A Garça azul, Egretta caerulea é uma garça pequena, chegando a medir 52 cms. diferente de outras garças devido sua plumagem cinza azulada. Quando jovem, possui plumagem mais branca, mas com o passar do tempo, sua plumagem vai passo a passo ganhando tons escuros, de azul até chegar à sua plumagem definitiva de tons azuis, cinza e até violeta.



 Egretta caerulea na Ilha do Boi em Vitória- ES.

Sua alimentação consiste principalmente de pequenos peixes, invertebrados, pequenos animalejos que ela captura em suas andanças pelos manguezais, praias e lagoas costeiras.

Apesara de ser típica de manguezais e lagoas costeiras, essa Egretta distribui-se por todo o pais, sendo, contudo, mais comum no litoral.

Hoje, em pequena excursão de observação de aves, flagrei um exemplar caçando seu alimento nas pedras rente ao mar, na APA da Ilha do Boi. Conferindo nas fotos abaixo.






Finalmente conseguiu engolir o peixe que, entretanto, desceu apertado.

A Garça azul é comum aqui em Vix, sempre encontrada no mangue, mas também nos píeres, e também atracadouros de pescadores como na Praia do Suá e também nas praias.

E como pescador esforçado, não deixo de ser curioso com o peixe  que o "amigo" pescou ! E nesse caso, levando em consideração o lugar que a garça o capturou, e seu aspecto, ou o seu "shape" creio ser uma Michole,  Diplectrum sp. comuns nesses lugares.

Finalizando, agradeço às pessoas que gentilmente nos visitam!

segunda-feira, 20 de julho de 2026

O Periquito Rico ainda nos Embiruçus!

 A arvore conhecida como Embiruçu, Pseudobombax grandiflorum, quando está florindo, pode ser chamada de uma grande "lanchonete das aves" e também de outros animais.


Em suas belíssimas flores, como podemos ver, não apenas os periquitos mas também outras aves e uma multidão de abelhas procuram suas flores para alimentar-se. Já vimos nessas árvores, os periquitos ricos, como também Sais azuis Dacnis cayana, Sabiás como o Sabiá -poca, Turdus amaurochalinus, vários beija-flores como o Beija flor Tesoura, Eupetomena macroura, e até mesmo um pica pau, o Pica-pau de cabeça amarela Celeus flavescens.

Não conseguimos identificar com certeza as espécies das numerosas abelhas que estão visitando essas árvores, mas, desconfiamos que as abelhas uruçus e também as abelhas arapuãs.


Mas o visitante mais assíduo e barulhento, é mesmo o Periquito rico Brotogeris tirica.

 


Algumas das infrutescências já estão perdendo as belas cores vermelhas, mas ainda atraem muito os periquitos e as numerosas abelhas nativas, que são conhecidas como "abelhas sem ferrão"

Isso nos mostra como a natureza, quando deixada em paz, proporciona um equilíbrio delicado e muito bonito.

Muito obrigado às pessoas que nos visitam!


quarta-feira, 8 de julho de 2026

Psitacídeos da UFES

 O Campus da UFES, Universidade Federal do Espirito Santo é uma grande área arborizada, limítrofe a uma grande parte do manguezal da foz do Rio Santa Maria de Vitória. Possui uma área de cerca de 150 hectares, muito arborizada com espécies de arvores exóticas e nativas. Castanheiras, Embiruçus, Sibipirunas, palmeiras, cajás- mirins e muitas outras arvores estão presentes. Em decorrência, muitas espécies de aves frequentam o lugar. Algumas, raras e até ameaçadas. A seguir, apresentamos as quatro espécies de psitacídeos frequentemente vistos no campus:


O Curica, ou Papagaio do mangue, Amazona amazonica felizmente não é considerado como ameaçado e pode ser registrado frequentemente no campus. Temos visto essas aves em bandos pequenos ou médios. Ás vezes quatro exemplares, mas já vimos bandos com mais de 15 aves.


A Maracanã, Primolius maracana é uma ave considerada como "Quase ameaçada" devido ter se tornado rara em algumas regiões. Mas no campus e proximidades temos registrado essa magnifica ararinha com certa regularidade. Na UFES costuma muito roer as amêndoas das amendoeiras.


Brotogeris tirica, o Periquito rico não era visto comumente no campus, mas com a floração dos Embiruçus, Pseudobombax grandiflorum ocorrida a partir do mês de junho p.p., apareceram em bandos numerosos, explorando todas arvores dessa espécie.


O Periquito- Rei, Eupisittula aurea, talvez seja o psitacídeo mais fácil de ser visto na capital e imediações. Muito frequente na UFES, sempre em bandos pequenos de quatro a dez indivíduos.

Esses são os psitacídeas vistos até agora em nossas visitas ao Campus da UFES. Algumas aves dessa família, não raras mas que até agora ainda não vimos lá, são os Tuins e as Maritacas.

Muito obrigado, amigas e amigos que nos visitam!

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Conhecendo o Andorinhão Estofador, Panyptila cayennensis.

 O Andorinhão estofador, Panyptila cayennensis,  é uma ave da família Apodidae, onde encontram-se abrigados  também outros andorinhões como o Andorinhão de coleira e o Andorinhão de coleira falha. Esses, geralmente são aves maiores que, voando em bandos, dão facilmente na vista. Nessas ocasiões, podemos vê-los realizando voos largos circulares, e muitas vezes vocalizando. De forma tal, que para um observador de aves, não passam despercebidos.

No caso do Estofador, Panyptila cayennensis, essas visualizações são mais raras pois a ave vive solitária ou aos pares! Mais facilmente registrado, comumente, são seus ninhos, em forma de chaminé invertida, com comprimento médio entre 60 cm a 1 metro e possuem a entrada voltada para baixo.

Ninho do Andorinhão estofador, fotografado em Afonso Claudio - ES em 01.08.2017.

Trata-se de um Andorinhão que habita área de matas e que caçam acima das matas em voos rápidos. Foi nessa situação, que em excursão de observação de aves nas matas de Chaves, nas proximidades da Cachoeira Véu de Noiva, no município de Santa Leopoldina, conseguimos registra-los. Foi na ótima companhia do colega observador dos COA- Clube de Observadores de Aves do ES, o amigo Ademir Carletti, a quem agradeço a gentileza de ter cedido essas fotos para esta publicação.




Imagens cedidas pelo amigo Ademir Carletti, mostrando o Andorinhão estofador em voo sobre a mata, caçando insetos, na companhia do Andorinhão de sobre cinzento.

A distribuição do Andorinhão estofador chama a atenção pela concentração em regiões de matas:

Fonte: Wiki Aves: https://www.wikiaves.com.br/wiki/andorinhao-estofador

Pode ser observada, a distribuição predominantemente na Floresta Amazônica, e em menor parte, na Floresta Atlântica litorânea. São regiões florestais e como sabemos que esse andorinhão não vive em bandos numerosos, a observação no campo fica um pouco mais difícil. Nessa experiencia que tivemos, o registro ocorreu pela manhã  e esse individuo que foi fotografado fazia mergulhos supostamente caçando. Verificamos que ele estava em um bando junto de andorinhões de sobre cinzento Chaetura cineireventris e também algumas andorinha pequena de casa Pygochelidon cyanoleuca.

Em voo, o Andorinhão estofador pode ser confundido com a Andorinha pequena de casa ou com a Andorinha de sobre branco que possuem coloração parecida. Mas o Andorinhão se diferencia pela cauda furcada e por voar mais alto e rápido. Nessas situações, o uso de binóculo ajuda na identificação, facilitando o trabalho, ao invés de se tentar localizar a ave por meio da lente de câmera fotográfica.

Pessoal, muito obrigado pelas visitas!