O Rio Santa Joana atravessa o municipio de Itarana e é um belissimo rio. Afluente do Rio Doce, mesmo na época de seca apresenta um bom volume de águas. Infelizmente toda essa beleza e utilidade - é o único curso dágua de bom volume que atravessa Itarana - o rio não recebe o tratamento que deveria por parte dos órgãos públicos, principalmente da Prefeitura do municipio. É inconcebível que ainda hoje, em pelo ano de 2011 do século 21, TODO o esgoto doméstico da cidade seja despejado no rio! O mais incrivel é que apesar de toda essa sujeira o rio ainda é muito rico em peixes. Lá ocorrem o piau, os lambaris, o lambari-bocarra, mandis, trairas, bagres e outros. A pesca esportiva é frequente em suas margens. Eu mesmo já postei muitas fotos de outras pescarias nesse rio. Em uma das ocasiões as margens do rio estavam infestadas de carrapatos, segundo me disseram, devido às capivaras,abundantes no lugar e que estão tendo verdadeiras brigas com os ribeirinhos.
Uma foto do belissimo lugar onde pesquei:
Levei o conjunto número 2, para pesca bem leve. Usando a mosquinha que imita uma formiga, a black ant tive várias ações, mas creio que eram todas do lambari do rabo amarelo, o Astyanax bimaculatus:
A pescaria foi então muito divertida apesar de ainda estarmos no inverno, e, portanto, em época não muito propicia às fisgadas. Mas logo estaremos entrando em águas mais quentes e as postagens de pescarias vão voltar. Um abração a todos.
ze.
José Silvério Lemos Blog sobre Observação de aves. Foto: campos de altitude, com Chusquea pinifolia, Serra do Caparaó, ES/MG.
Translate
domingo, 18 de setembro de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
IGREJINHA DE CHAVES: ARAPONGAS E MUITAS AVES.
Hoje, domingo dia 28 de agosto, estive em Chaves e indo mais além, até a igrejinha da localidade de Chaves, após Ponte do Balanço. O local é muito rico em aves e, principalmente, pude ficar muito alegre com a quantidade de arapongas Procnias nudicollis cantando por toda parte. De fato, de Chaves até a localidade de igrejinha, todos os morros estavam trabalhando nas limas. Mas, apesar de gravar o som da araponga, não consegui fotografa-la. Pude fotografar outros importantes como veremos:
O Tucano de bico preto, Ramphastos vitellinus, ave comum em nossas montanhas.
O Gavião pega macaco Spizaetus tyrannus, uma de nossas mais bravias aguias.
Um casal de surucuás variados Trogon surrucura escavando um cupinzeiro arbóreo para construir seu ninho.
esse surucuá é uma ave belíssima e muito mansa. Por essa razão, corre perigo.
Pude fotografar também um pica-pau de crista vermelha ou de banda branca, o Dryocopus lineatus:
Já na volta, pude ver na beira da estrada um palmito onde os guaxes estão construindo uma pequena colônia. Em cada pínula já está pendurado um ninho:
Um abraço a todos meus bloguistas e amantes de nossas aves!!!
O Tucano de bico preto, Ramphastos vitellinus, ave comum em nossas montanhas.
O Gavião pega macaco Spizaetus tyrannus, uma de nossas mais bravias aguias.
Um casal de surucuás variados Trogon surrucura escavando um cupinzeiro arbóreo para construir seu ninho.
esse surucuá é uma ave belíssima e muito mansa. Por essa razão, corre perigo.
Pude fotografar também um pica-pau de crista vermelha ou de banda branca, o Dryocopus lineatus:
Já na volta, pude ver na beira da estrada um palmito onde os guaxes estão construindo uma pequena colônia. Em cada pínula já está pendurado um ninho:
Um abraço a todos meus bloguistas e amantes de nossas aves!!!
domingo, 7 de agosto de 2011
AS ARAPONGAS DO RIO MANGARAI
O Rio Mangarai é um afluente da marcem direita do rio Santa Maria de Vitória. Localiza-se na baixada há cerca de 40-50 kms de Vitória e encontra-se em região já desbravada há muito tempo, certamente no seculo 19. Porém, ainda hoje extensas áreas de capoeiras e capoeirões dominam a paisagem da região, possibilitando que seja habitada por um grande número de espécies da mata. Essas fotos as seguir, são de áreas adjacentes ao rio em direção à estrada de rodagem Vitoria x Santa Leopoldina e mostra o horizonte com capões de mata e reflorestamentos que se intercalam com as matas do rio.
Fotos das aves vistas, primeiro da araponga. Conseguí tirar fotos de uma femea:
Outra ave interessante, o anú coroca, Crothophaga major, um pequeno bando, se alimentando de frutas(!):
Confirmando tratar-se de região florestal, pude avistar dois bandos de primatas. Um deles, o barbado Alouatta fusca:
Mais visitas ao local devem proporcionar a visualização e registro de outras espécies importantes.
Um abração a todos meus amigos blogueiros.
Fotos das aves vistas, primeiro da araponga. Conseguí tirar fotos de uma femea:
Outra ave interessante, o anú coroca, Crothophaga major, um pequeno bando, se alimentando de frutas(!):
Confirmando tratar-se de região florestal, pude avistar dois bandos de primatas. Um deles, o barbado Alouatta fusca:
Mais visitas ao local devem proporcionar a visualização e registro de outras espécies importantes.
Um abração a todos meus amigos blogueiros.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
AS AVES DO RIO MANGARAÍ - COMUNIDADE RETIRO
Retiro é uma localidade situada no municipio de Santa Leopoldina. Tem muitos habitantes de origem quilombola e muita mata secundária remanescente, principalmente nas margens do rio Mangaraí, afluente do Rio S.Maria de Vitoria.
A grande surpresa do dia foi a boa população de arapongas Procnias nudicollis cantando nas matas do lugar. Infelizmente não consegui foto de boa qualidade para a araponga, mas consegui outras como maritacas, guaxes e tucanos:
Vamos ter de voltar a Retiro para fotografar mais aves!!
O rio mostra toda sua beleza e a região possui muita mata de baixada preservada em boas condições:
Vamos ter de voltar a Retiro para fotografar mais aves!!
domingo, 10 de julho de 2011
OBSERVANDO AVES EM ITARANA
Este domingo estivemos em Itarana observando aves. Com o inverno a pleno vapor, temperaturas de 15 graus à noite em Itarana tem sido comuns segundo relatos do Cesar. Notamos pouca quantidade de aves, talvez devido ao tempo seco e à estação não propicia.
Mesmo assim, tiramos boas fotos do lugar:
Os capoeirões:
Nos topos dos morros, as belas matas remanescentes:
Apesar da falta de aves, avistamos:
Bando de maracanãs, Primolius maracana:
O sempre presente Gavião de rabo branco, Geranoaetus albicaudatus:
Os tuins, um dos mais amorosos psitácideos, Forpus xanthopiterigyus:
Nos brejos, tinha o japacanim, interessante mimídeo que se esconde nas moitas de taboa, o Donacobius atricapilla:
Nas capoeiras e campos, vimos o canário da terra, Sicalis flaveola:
Mas a ave mais rara do dia apareceu na volta, na viagem quando estava passando proximo a uma pequena lagoa ao lado da estrada de S.Tereza. Essa legoinha é ladeada pela mata e percebí duas garças pequenas e desconfiei ser a garça real. Trata-se de aves muito arisca e que vive dentro da mata. Seu nome: Pilherodius pileatus. As fotos:
Devido à distância em que se encontrava, foi dificil tirar fotos boas.
Um abraço a todos(a) os blogueiros...
Mesmo assim, tiramos boas fotos do lugar:
Os capoeirões:
Nos topos dos morros, as belas matas remanescentes:
Apesar da falta de aves, avistamos:
Bando de maracanãs, Primolius maracana:
O sempre presente Gavião de rabo branco, Geranoaetus albicaudatus:
Os tuins, um dos mais amorosos psitácideos, Forpus xanthopiterigyus:
Nos brejos, tinha o japacanim, interessante mimídeo que se esconde nas moitas de taboa, o Donacobius atricapilla:
Nas capoeiras e campos, vimos o canário da terra, Sicalis flaveola:
Mas a ave mais rara do dia apareceu na volta, na viagem quando estava passando proximo a uma pequena lagoa ao lado da estrada de S.Tereza. Essa legoinha é ladeada pela mata e percebí duas garças pequenas e desconfiei ser a garça real. Trata-se de aves muito arisca e que vive dentro da mata. Seu nome: Pilherodius pileatus. As fotos:
Devido à distância em que se encontrava, foi dificil tirar fotos boas.
Um abraço a todos(a) os blogueiros...
quinta-feira, 23 de junho de 2011
BIRDING EM CHAVES- SANTA LEOPOLDINA -23/6/11
Hoje, primeiro dia do feriadão, fui até Chaves para observar e fotografar aves. Munido do Leica 8x32 e da camera Canon EOS XS, fiz boa observação apesar do dia muito nublado.
Desde 1987 ( 07-1-87!!) vou a Chaves atrás de aves. O local é admirável e sempre surpreendente. Não deveria surpreender porque a paisagem do lugar é de muita mata secundária. Vejam só: CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIAR.
Essa mata, como já disse, mata secundária, abriga muitas espécies de aves e mamiferos. Algumas árvores frondosas sobressaem-se na paisagem, como estas abaixo:
Algumas árvores, são notórias por fornecer muito alimento para as aves, como essas a seguir, a imbaúba branca e as canelas:
Os locais onde observamos as aves são as trilhas e estradas existentes no lugar, que inclusive, servem como estradas de ecoturismo patarocinado pela pousada cachoeira parque existente no lugar. Foto de uma destas trilhas:
Duas belezas do lugar, a primeira, a sempre admirada cachoeira de chaves ou também chamada de "véu-de-noiva" e também um dos pomares vizinhos dos morros, nessa época sempre coloridos pelos pés de mexerica maduras:
A observação mesmo começou prometendo apesar do dia nublado. Ví um urubu sobrevoando, meio esquisitão e desconfiei! Só isso já dá para imaginar como o céu estava nublado! Pus o Leica em ação e ví que não era urubu nenhum e sim o gavião pomba grande Pseudastur polionota, imediatamente passei para a camera e tentei tirar uma foto mas o foco automático não conseguiu achar o bicho de jeito nenhum!(??). Então coloquei no manual. Mas o gavião já tinha sumido. Ficou o registro. Chegando na encosta onde tem esses pés de mixirica, pude ouvir com grande alegria a voz da mata atlantica, a araponga Procnias nudicollis, uma de nossas mais belas e extraordinárias aves. Fiquei curioso, pois hoje é dia 23 de junho e ela já começou a "bater", prenunciando que nessa estação próxima vão ser muitos os casais se acasalando. Então, num relance furtivo, apareceu um tucano de bico preto. Ramphastos vitellinus e desta vez eu cheguei a tempo. Pena que a foto não ficou nitida mas foi devido a rapidez da cena:
Os bichos estavam apressados neste dia, seria dia de jogo? Pois logo depois ouví japús , Psarocolius decumanus cantando no meio dos pés de mixirica mas não os ví. Como estava uma algazarra na estrada, com centenas de guaxes tagarelando, pensei que os japús estavam lá também e estavam mesmo. Um deles fugiu voando acima da mata e eu pimba: capturei no reflexo de novo:
A foto não ficou boa, com a ave parecendo um pontinho preto no meio do verde, mas sugiro clicar encima para ver em tamanho maior. Ao clicar dá pra ver a "flecha" acima da mata!. Depois, as aves ficaram mais calmas e pude fotograr muitas em poses melhores. Vamos lá:
um trinca ferro, Saltator maximus:
O caneleiro castenho, Pachramphus castaneus:
O cabeçudo, Leptopogon amaurocephalus:
O assanhadinho, seu nome deve-se a sua impertinente maneira de se apresentar, sempre "qeurendo aparecer",saltitando,Myiobius atricaudus:
Uma das aves mais interessantes, por ser ave só da mata, onde percorre as copas atrás de insetos, o limpa folhas, Philydor rufum: ´não é um pássaro fácil de se fotografar.
Um pica pau bufador, Piculos flavigula, tem esse nome porque vocaliza bufando dentro da mata:
Mais aves, em lotes, primeiro o sabiá do barranco, Turdus leucomelas, depois uma femea da rendeira, Manacus manacus. Possui esse nome devido ao ruído instrumental que faz ao voar, devido ao atrito das penas da cauda e uma alma de gato, Pyaia cayana, serena e calma no escondido da mata.
Além das aves, pude ver dois mamíferos, o sauim ou mico e um esquilo caxinguelê. Fotografei o sauim, Calitrhix penicillata: pois o esquilo estava muito arisco.
Já no final, retornando para o estacionamento, pude ver um sofrê, Icterus jamacaii, ocupado em bisbilhotar um ninho de graveteiro Phacellodomus rufifrons:
Um dia que parecida que ia dar errado acabou sendo muito produtivo com as aves, mas com aves sempre temos alegrias. Um abração aos meus seguidores.
Desde 1987 ( 07-1-87!!) vou a Chaves atrás de aves. O local é admirável e sempre surpreendente. Não deveria surpreender porque a paisagem do lugar é de muita mata secundária. Vejam só: CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIAR.
Essa mata, como já disse, mata secundária, abriga muitas espécies de aves e mamiferos. Algumas árvores frondosas sobressaem-se na paisagem, como estas abaixo:
Algumas árvores, são notórias por fornecer muito alimento para as aves, como essas a seguir, a imbaúba branca e as canelas:
Os locais onde observamos as aves são as trilhas e estradas existentes no lugar, que inclusive, servem como estradas de ecoturismo patarocinado pela pousada cachoeira parque existente no lugar. Foto de uma destas trilhas:
Duas belezas do lugar, a primeira, a sempre admirada cachoeira de chaves ou também chamada de "véu-de-noiva" e também um dos pomares vizinhos dos morros, nessa época sempre coloridos pelos pés de mexerica maduras:
A observação mesmo começou prometendo apesar do dia nublado. Ví um urubu sobrevoando, meio esquisitão e desconfiei! Só isso já dá para imaginar como o céu estava nublado! Pus o Leica em ação e ví que não era urubu nenhum e sim o gavião pomba grande Pseudastur polionota, imediatamente passei para a camera e tentei tirar uma foto mas o foco automático não conseguiu achar o bicho de jeito nenhum!(??). Então coloquei no manual. Mas o gavião já tinha sumido. Ficou o registro. Chegando na encosta onde tem esses pés de mixirica, pude ouvir com grande alegria a voz da mata atlantica, a araponga Procnias nudicollis, uma de nossas mais belas e extraordinárias aves. Fiquei curioso, pois hoje é dia 23 de junho e ela já começou a "bater", prenunciando que nessa estação próxima vão ser muitos os casais se acasalando. Então, num relance furtivo, apareceu um tucano de bico preto. Ramphastos vitellinus e desta vez eu cheguei a tempo. Pena que a foto não ficou nitida mas foi devido a rapidez da cena:
Os bichos estavam apressados neste dia, seria dia de jogo? Pois logo depois ouví japús , Psarocolius decumanus cantando no meio dos pés de mixirica mas não os ví. Como estava uma algazarra na estrada, com centenas de guaxes tagarelando, pensei que os japús estavam lá também e estavam mesmo. Um deles fugiu voando acima da mata e eu pimba: capturei no reflexo de novo:
A foto não ficou boa, com a ave parecendo um pontinho preto no meio do verde, mas sugiro clicar encima para ver em tamanho maior. Ao clicar dá pra ver a "flecha" acima da mata!. Depois, as aves ficaram mais calmas e pude fotograr muitas em poses melhores. Vamos lá:
um trinca ferro, Saltator maximus:
O caneleiro castenho, Pachramphus castaneus:
O cabeçudo, Leptopogon amaurocephalus:
O assanhadinho, seu nome deve-se a sua impertinente maneira de se apresentar, sempre "qeurendo aparecer",saltitando,Myiobius atricaudus:
Uma das aves mais interessantes, por ser ave só da mata, onde percorre as copas atrás de insetos, o limpa folhas, Philydor rufum: ´não é um pássaro fácil de se fotografar.
Um pica pau bufador, Piculos flavigula, tem esse nome porque vocaliza bufando dentro da mata:
Mais aves, em lotes, primeiro o sabiá do barranco, Turdus leucomelas, depois uma femea da rendeira, Manacus manacus. Possui esse nome devido ao ruído instrumental que faz ao voar, devido ao atrito das penas da cauda e uma alma de gato, Pyaia cayana, serena e calma no escondido da mata.
Além das aves, pude ver dois mamíferos, o sauim ou mico e um esquilo caxinguelê. Fotografei o sauim, Calitrhix penicillata: pois o esquilo estava muito arisco.
Já no final, retornando para o estacionamento, pude ver um sofrê, Icterus jamacaii, ocupado em bisbilhotar um ninho de graveteiro Phacellodomus rufifrons:
Um dia que parecida que ia dar errado acabou sendo muito produtivo com as aves, mas com aves sempre temos alegrias. Um abração aos meus seguidores.
Assinar:
Postagens (Atom)

