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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Spizaetus tyrannus: o Gavião- pega macaco

Sabado e domingo  p.p. na localidade de Barra Encoberta, municipio de Itarana quase divisa com Afonso Claudio tivemos a grande alegria de presenciar um individuo do Gvião pega macaco passar cortando o céu assoviando:


Como estava assobiando, repetimos seu canto no "play-back" e a surpresa: o bicho desceu e posou em uma árvore perto da gente! Foi uma visão sensacional! Esse gavião é de nossos maiores predadores e até hoje é freqüentemente registrado! Podemos dizer  que dos grandes rapinantes esse é o único ainda registrado com alguma frequência.  Isso por que tolera alterações no ambiente promovidas pelo homem mas não sobrevive sem que hajam grandes florestas ou remanescentes florestais não muito distantes uns dos outros. Predador de mamíferos, aves e repteis, prefere os mamíferos como presa principal!



Depois de algum tempo o gavião ficou apreensivo e cantando, dando sinais de que iria embora:



E de fato, depois de alguns instantes, essa ave extra ordinária voltou a subir aos céus, planando e apresentando um voo tão suave e compassado que causou-nos admiração. As batidas de asa e seu jeito de voar são muito típicos e transmitem graça mas também segurança da ave:

Ficamos admirados em poder aparecia-lo de tão próximo! E sua beleza e majestade são realmente encantadores!

quinta-feira, 1 de maio de 2014

AVES DO DISTRITO DE DJALMA COUTINHO, Mun. Santa Leopoldina,ES.

Passarinhadas são sempre coisas muito boas, quando acompanhadas de amigos, então são espetaculares! Foi o que ocorreu hoje, no distrito de Djalma Coutinho, município de Santa Leopoldina, neste estado do ES. Com os amigos Justiniano Magnago, Jose Ronaldo de Araújo, Douglas Ramos e Evandro Limonge, visitamos pela terceira vez esse lugar. Tratam-se de matas da encosta, ainda sob os efeitos dos ventos maritimos e com forte influência das matas de baixada. Sua avifauna é própria das matas de baixada, mesmo sendo uma encosta que sobre até os 400 metros de altitude: Visualização das matas pelo Google Earth e fotos da vegetação:














Registramos algumas aves muito interessantes da mata atlântica de baixada aqui do ES,:

Pela ordem das fotografias:

O arapaçu-liso: Dendrocincla turdina: 
O beija flor de fronte violeta: Thalurania glaucopis
O cabeça encarnada: Cerotopipra rubrocapilla
O urubu-de-cabeça vermelha: Cathartes aura
O pintadinho: Drymophila squamata
A saíra de sete cores: Tangara seledon
O Tangarazinho rajado femea: Machaeropterus regulus
O Tiê-galo: Lanio cristatus
O Surucuá de barriga amarela: Trogon rufus
O Surucuá grande de barriga amarela:  Trogon viridis.


quarta-feira, 30 de abril de 2014

O GAVIÃO QUE SE DISFARÇA DE URUBU !

A espécie Buteo albonotatus, conhecida vulgarmente como Gavião-de-rabo-barrado, tem hábitos peculiares. Durante o dia, aproveita muito as térmicas e adora se apresentar no meio de um bando grande de amigos mais ou menos parecidos, os urubus! Tanto da espécie de cabeça vermelha Cathartes aura como da espécie comum o Coragyps atratus. Esse interessante hábito desse gavião, obviamente lhe traz vantagens. Ao se camuflar de urubu ele ganha condições de chegar mais próximo de presas potenciais sem chamar muito atenção.


Para mostrar sua semelhança com o urubu de cabeça vermelha, o Cathartes aura, vejam a foto abaixo:



Ultimamente temos encontrado essa espécie com alguma frequência na região de Vitória. Um local onde é visto comumente é o morro do moreno em Vila Velha. Mais recentemente fotografamos a espécie sobrevoando o parque botânico da Vale e essas ultimas fotos foram feitas sobrevoando o campus da UFES.


Os hábitos dessa espécie, de aproveitar-se da companhia de urubus, principalmente os Cathartes lhe valeram o apelido de "Gavião-urubu", inclusive seu nome na língua inglesa é a tradução de gavião- urubu. Esse hábito, de se mimetizar com os urubus e a vantagem que obtém disso, podendo chegar mais próximo das presas sem causar espanto já havia sido apontado por pesquisadores como Sick(1997). Trata-se de um rapinante de médio porte, medindo comumente entre 46-53 cm de comprimento, que captura principalmente aves, pequenos mamíferos e repteis. Em estudo feito no México constatou-se que sua dieta é feita principalmente de mamíferos (43%), aves (38%) e répteis (19%). No Brasil sua ocorrência vai desde a Amazônia e para o sul até o estado de São Paulo.



Algumas vezes, o albonotatus pode ser confundido com o gavião de cauda curta, Buteo brachyurus, em sua fase de morfo-negro. Porém, a distinção entre  os dois, pelo menos durante o voo, não é difícil. Albonotatus  ao voar mantem as primárias quase sempre abertas, apontando para fora, à feição dos urubus, e, também possui a faixa sub termal negra e larga na base da cauda, onde em Brachyurus é finamente transfaciada. E outro detalhe interessante é que as asas desse último são mais largas que as de albonotatus  que se apresenta sempre muito parecido com o urubu de cabeça vermelha, Cathartes aura.



Finalizando, sugerimos aos birders que se interessarem em registrar  esse gavião, que se acostumem a observar os bandos de urubus  planadores em dias de ventos e correntes térmicas. É boa a probabilidade de um desses urubus ser  esse gavião!

Fonte de consultas:
http://www.wikiaves.com.br/gaviao-de-rabo-barrado

http://www.avesderapinabrasil.com/buteo_albonotatus.htm

MUITO  OBRIGADOS  AMIGOS QUE NOS VISITAM!



AVES COMUNS DO OESTE DO ES.

No fim de semana  passado, entre  os dias 26 e 27 de abril, fiz pequena viagem aos municipios de Laranja da Terra e Baixo Guandu, na divisa  com  MG,.:

Não registramos lifers, mas pudemos apreciar a beleza de muitas aves  que consideramos como comuns, vejamos:



O Pica pau de banda branca, Dryocopus lineatus, aqui  um casal forrageando num tronco seco de árvore próximo à estrada, um convite para  um birder.



o  Anu Preto Crothophaga  ani calmo em uma estaca de cerca, próximo à pastagem.


Outro  campestre, o sabiá  ou Galo do campo Mimus saturninus, delicadamente observando a cena!



Nas pastagens do gado bovino, a maria faceira  Syrigma sibilatrix  sempre presente e desconfiada!



A noivinha Xolmis velatus, uma das aves mais graciosas  dos campos.

O pica pau branco Melanerpes candidus, ave bonita e barulhenta:


Um bando de periquitão maracanã, Psittacara leucophthalmus  cortando os céus com muita alegria e sempre falantes e barulhentos:



De novo, flagrei o Falcão quiri-quiri, Falco sparverius se alimentando de um gafanhoto recem capturado:





E finalizando, a tesoura do brejo, ave de canto bonito e imponente. Gosta de brejos nos campos:





Valeu  amigos que nos visitam. O material utilizado nessas fotos foi a Canon EOS  6D + lente Canon EOS 300mm f/2.8 USM  IS II.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

AVES URBANAS ; Quiri-quiri Falco sparverius

A arte de passarinhar precisa de ambiente propício, lugar  onde ocorrem muitas aves, isso por que os bichos vão onde podem encontrar alimentos. Assim, nos ambientes propícios, encontramos muitas aves  como nas matas e campos com arvores e arbustos.

Mas nas cidades também é possível observar muitas aves! Hoje estava na varanda procurando fotografar rolinhas e asas brancas (Columba picazzuro) quando um quiri-quiri passou voando na minha frente! audácia!, e ele voltou e então , não teve  perdão:


Trata-se de um macho, pelo colorido da plumagem e relembrando tratar-se de um pequeno predador mas muito eficiente, principalmente ao abater pequenas aves.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Aramides mangle, uma espécie muito desconfiada!!

A   Saracura do mangue Aramides mangle, é uma espécie de saracura que habita preferencialmente os manguezais. Na região sudeste do Brasil ela não é rara. Porém, de forma nenhuma podemos considera-la como espécie comum! Isso se deve à extrema timidez e desconfiança dessa ave. Conseguir tira-la de dentro do manguezal é um feito que não é fácil de se conseguir. Nossa pretensão é relatar a proeza de ter conseguido fotografa-la no manguezal existente nos fundos do campus de Goiabeiras da UFES.


Vislumbrar a ave mariscando na lama do mangue já é uma vitória e agradeço ao amigo Mario Candeias a informação de onde poderia encontra-la. Mesmo tocando o play-back ela não atende imediatamente. Aliás devo registrar que ainda não ouví o canto dessa saracura nesse lugar. Ressaltamos também já ter registrado nada menos que três espécies de saracuras nesse lugar: a saracura matraca, a saracura dos três potes e agora essa saracura do mangue:



Pudemos visualizar  um casal que estava forrageando no mangue, junto aos alagados e brejos. Pudemos ver certo  momento a ave capturando com o bico alguns caranguejinhos do lugar.


Os hábitos dessa saracura acaba contribuindo para o mistério em torno de seu nome e dos registros que são feitos. Consideramos essa ave como um dos registros mais interessantes feitos nos últimos tempos.

Um abraço a todos que nos visitam, Jsl.

terça-feira, 18 de março de 2014

REVIEW : SIGMA APO DG 300mm f/2.8 versus CANON EF 300mm f/2.8 IS II USM

Tempos atrás fiz  uma revisão aqui sobre a Cânon 300mm EF 70-300mm L, e relatei minhas impressões sobre essa lente excelente. Temas de revisões de câmeras e lentes são assuntos que atraem fotógrafos devido a sua peculiaridades e também porque todos estamos sempre envolvidos com esses equipamentos. Evidentemente não tenho condições de discutir detalhes técnicos dessas duas lentes! O que pretendo aqui é relatar minha experiência de usuário e leigo sobre essas duas super teles de abertura 2.8. O tema é interessante porquanto muitos fotógrafos desejam fazer essa migração. Desejam comprar uma lente de abertura 2.8 e, normalmente é um passo difícil de ser dado devido ao valor elevado dessas lentes. Para quem é usuário da Cânon ou da Nikon a opção mais barata e natural é a Sigma 300mm f/2.8



Comparado com a lente da Cânon essa Sigma possuiu um preço bem mais barato. Cerca de metade do preço da Cânon 300mm f/2.8 IS e um terço da nova IS II. Como disse, vou relatar aqui minhas impressões sobre as duas, uma vez que há cerca de 30 dias virei usuário de uma Cânon 300 f/2.8 IS II:



1- Aspecto externo: é difícil dizer quem é o vencedor aqui. As duas lentes são muito bem construídas e bonitas. nesse  item  eu  daria nota 10 para as duas.
2- Qualidade de construção: nesse item  a Cânon ganha. Apresenta-se mais compacta e solida, tem-se a impressão de ser blindada contra intempéries. O fato de apresentar certa proteção contra umidade e poeira também conta em favor da Cânon. Nota 10 para a Cânon e 8,00 para a Sigma.
3- Funcionalidade: Minha impressão foi novamente a favor da Cânon. Explico: a Cânon pesa 2,35 kg e a Sigma 2,4 kg, praticamente a mesma coisa. Porém, no manuseio geral como birder, isto é como observador de aves que precisa percorrer longos caminhos eu senti a Cânon menos pesada que a Sigma! Isso por que a Cânon distribui melhor seu peso. A impressão que se tem é que a Cânon é mais leve apesar de ser quase o mesmo peso. Outra coisa muito importante: a Cânon tem um sofisticado sistema de IS, estabilização da imagem o que falta à Sigma. Resulta daí que algumas vezes vc. tem de carregar um incomodo monope para não gerar imagens tremidas. Outro detalhe a favor da Cânon é que vem com uma maleta de armazenagem que é bonita e sofisticada. Fica parecendo mesmo uma maleta de viagem! A Sigma vem acondicionada em uma bolsa de neoprene que não tem o mesmo impacto.
4- Usabilidade da lente: Pelo fato de ter Estabilização da imagem a Cânon proporciona mais confiabilidade ao fotografo. Porém, mesmo em baixas velocidades não percebi a Sigma como uma lente fraca. Ela corresponde muito bem gerando imagens maravilhosas. Abaixo uma imagem feita com a Sigma 300mm 2.8:



Portanto, em termos de qualidade ótica a Sigma não fica atrás da Cânon.:





A Cânon também produz imagens excelentes:







Finalmente tem a questão do preço: Para quem não se liga em fidelidade de marca, ou seja, quem não se importa é ter uma Lente L Cânon acoplada em sua câmera também Cânon, a Sigma é de fato uma ótima opção bem  mais barata! Evidentemente o usuário vai perder alguns sinos e assobios. Como o maior conforto que se observa com a Cânon, seu manuseio é mais fácil e seu peso mais amigável, sua durabilidade maior pois a lente é muito mais protegida que a Sigma. Especulamos se essa peso aparente da Sigma ser maior que a Cânon não seria devido a seu aspecto ultra compacto? Nesse caso o peso ficaria mais concentrado, dando a sensação de ser bem maior. Então, em termos de qualidade de imagem não vimos diferença entre as lentes, ressaltando porém que ficamos com a Sigma mais de um ano de uso e temos apenas um mês com a Cânon. Pode ser que daqui há um anos nossa preferência pela Cânon seja bem mais acentuada! Então,se o preço for fator imprescindível é evidente que a Sigma vai conquistar muitos adeptos. Mas ressaltamos a pequena vantagem da Cânon quanto ao manuseio e qualidade de construção. Se essas vantagens justificam a enorme diferença de preços aí é questão que somente o usuário poderá responder.