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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

EXPEDIÇÃO AMAZÕNICA ANAMBÉS 2026.

 Entre os dias 22 a 29 de outubro de 2026, efetuamos viagem até Sinop e Nova Canaâ do Norte em Mato Grosso, afim de observar aves, principalmente os cotingideos amazônicos, nosso foco principal nessa excursão.


Saímos de Vitória, o grupo de 5 pessoas: eu, José Silvério Lemos, minha esposa Aninha Delboni, e os colegas Ademir Carletti, Regis Silotti e o professor Paulo Dias. Dia 22 de outubro chegamos a Campinas e daí até Sinop, onde chegamos por volta das 17 hs. No dia seguinte, já com nosso guia Luigi Serroni do canal @natureza sobrenatural, nos encaminhamos para a primeira passarinhada, nas proximidades de Sinop, no local denominado de Estrada de Clotilde, onde fizemos importantes registros, destacando-se o Quetzal Pavão, Pharomachrus pavoninus.


O Quetzal Pavão, Pharomachrus pavoninus, no alto, logo abaixo da copa da mata alta. Proximidades de Sinop-MT. Talvez esse seja nosso Trogonideo mais bonito!

Nesse local, o único cotinga que registramos foi o Anambé Una, Querula purpurata. Talvez o cotingideo menos raro da Amazônia e já por nós registrado em várias outras excursões amazônicas.


Anambé Una, Querula purpurata, fotografada em Parauapebas - Pará - Brasil em 2019.

Nessa excursão, o primeiro Anambé que registramos, foi o Anambé Azul, visto na mata alta localizada na margem direita do Rio Teles Pires. Depois, o encontraríamos também no capoeirão da margem esquerda, próximo ao Rancho Palhari. O Anambé Azul, Cotinga cayana é um cotinga muito espalhado pela Amazônia. podendo ser registrado em toda a região.


Cotingas são aves predominantemente frugívoras, e que gostam de se empoleirar nas copas das arvores. Algumas vezes isso torna sua localização mais difícil.

Mas foi apenas no dia 26 que conseguimos avistar um dos nossos anambés mais visados: O Anambé-Pombo!


Ele estava no alto de uma árvores na beira do Rio Teles Pires, na zona de capoeirões, margem esquerda do rio. Ficamos muito contentes por visualizar o Anambé Pombo, Gymnoderus foetidus. Essa ave é muito diferenciada! Começa pelo nome. De longe, seu perfil lembra mesmo um pombo. Vimo-lo por diversas vezes nas margens do Rio Teles Pires, principalmente na zona dos capoeirões. Esses capoeirões são matas já exploradas, com baixa altura, com algumas árvores mais altas remanescentes da mata primária. 

Posteriormente, conseguimos fotografa-lo bem ´próximo a nossa pousada no Rancho Palhari:


Curioso é que nesses dias, só encontramos fêmeas no local. Já estávamos um pouco preocupados, pois, apesar da alegaria com os registros do Gymnoderus, ainda nem sinal do Anambé preto. E, foi ai, que entrou a perspicácia de minha esposa Aninha Delboni. Ao perceber uma ave grande, nas proximidades de uma fruteira, isso foi próximo ao Rancho e dentro da zona que denominamos de capoeirões, com arvores não muito altas.

Atendendo seu chamado, qual não foi minha emoção, ao vislumbrar  ele, o Anambé Preto!

 A primeira foto dessa ave tão especial: o Anambé preto!


Foi essa ai de cima a primeira imagem que fiz desse bichão tão extraordinário!
Tudo conferindo, o topete magistral, o pendulo incrível debaixo do papo. o Anambé preto, Cephalopterus ornatus é uma ave que a natureza se esmerou para produzir um bicho realmente diferenciado!



A Fêmea desse incrível anambé também é uma ave muito bonita e apareceu depois. Vimos um pequeno bando de umas 4 fêmeas.
Isso nos alegrou muito pois uma ave dessa importância não pode correr risco de extinção. 


O Cephalopterus mexeu-se um pouco nos galhos e estávamos lá para documentar tudo.


Essas aves são tão extraordinárias, que faremos uma postagem individual contando nossas experiencias e impressões do encontro com esses dois cotingas tão emblemáticos, o Anambé Preto e o Anambé Pombo.


Agradecemos às pessoas que nos visitam!