A arvore conhecida como Embiruçu, Pseudobombax grandiflorum, quando está florindo, pode ser chamada de uma grande "lanchonete das aves" e também de outros animais.
José Silvério Lemos Blog sobre Observação de aves. Foto: campos de altitude, com Chusquea pinifolia, Serra do Caparaó, ES/MG.
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segunda-feira, 20 de julho de 2026
O Periquito Rico ainda nos Embiruçus!
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Psitacídeos da UFES
O Campus da UFES, Universidade Federal do Espirito Santo é uma grande área arborizada, limítrofe a uma grande parte do manguezal da foz do Rio Santa Maria de Vitória. Possui uma área de cerca de 150 hectares, muito arborizada com espécies de arvores exóticas e nativas. Castanheiras, Embiruçus, Sibipirunas, palmeiras, cajás- mirins e muitas outras arvores estão presentes. Em decorrência, muitas espécies de aves frequentam o lugar. Algumas, raras e até ameaçadas. A seguir, apresentamos as quatro espécies de psitacídeos frequentemente vistos no campus:
O Curica, ou Papagaio do mangue, Amazona amazonica felizmente não é considerado como ameaçado e pode ser registrado frequentemente no campus. Temos visto essas aves em bandos pequenos ou médios. Ás vezes quatro exemplares, mas já vimos bandos com mais de 15 aves.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Conhecendo o Andorinhão Estofador, Panyptila cayennensis.
O Andorinhão estofador, Panyptila cayennensis, é uma ave da família Apodidae, onde encontram-se abrigados também outros andorinhões como o Andorinhão de coleira e o Andorinhão de coleira falha. Esses, geralmente são aves maiores que, voando em bandos, dão facilmente na vista. Nessas ocasiões, podemos vê-los realizando voos largos circulares, e muitas vezes vocalizando. De forma tal, que para um observador de aves, não passam despercebidos.
No caso do Estofador, Panyptila cayennensis, essas visualizações são mais raras pois a ave vive solitária ou aos pares! Mais facilmente registrado, comumente, são seus ninhos, em forma de chaminé invertida, com comprimento médio entre 60 cm a 1 metro e possuem a entrada voltada para baixo.
Ninho do Andorinhão estofador, fotografado em Afonso Claudio - ES em 01.08.2017.quinta-feira, 21 de maio de 2026
Algumas aves vistas recentemente! Maio de 2026.
Neste mês de maio de 2026, fizemos três passarinhadas. A primeira e mais longa foi participar do BIG DAY 2026, em que participamos com a equipe na Reserva Biológica de Sooretama, no norte deste estado do Espirito Santo. Nessa excursão, tivemos participação no registro de 60 espécies catalogadas e que tiveram suas listas devidamente depositadas no site do E-Bird.
Uma das listas: https://ebird.org/checklist/S336720168
Posteriormente estivemos na Estrada Marginal da Reserva de Duas Bocas, ocasião em que registramos muitas aves importantes. (todas são!!!) .
E, por ultimo, na localidade de Chaves, local de otima cobertura vegetal com matas secundárias.
Em Chaves, tivemos a oportunidade de registrar ali pela primeira vez o Piolhinho chiador Tyranniscus burmeisteri, uma linda e graciosa ave.
Este Piolhinho é um pequeno insetivoro das matas. Aparece em matas primárias mas também em matas secundárias altas, o que é o caso de Chaves onde o encontramos.
Na excursão a Duas Bocas, na estrada que margeia a reserva, registramos o Vira folhas, Sclerurus scansor. Não é uma ave fácil de ser encontrada ou fotografada! Trata-se de ave importante para o equilíbrio da floresta. Podemos dizer com certeza que esse é um pássaro exclusivo da mata, onde frequenta principalmente os lugares mais sombreados e escuros. Locais onde é impossível distinguir pormenores de cor ou espécie. Nesses locais, o Vira folha vive literalmente como lembra seu nome: revirando as folhas da serrapilheira, onde procura e encontra os insetos de que se alimenta. Seu colorido, discreto, combina muito bem com o local onde vive e passa a maior parte de sua vida, o interior penumbroso da mata. Possui um canto muito melodioso e quando vai nidificar, coloca o ninho subterrâneo, escavando uma galeria nos barrancos da mata.
No dia do Big Day, também fizemos registros interessantes:
Um Urubu-rei, Sarcoramphus papa voando bem alto sobre Sooretama.
sábado, 25 de abril de 2026
O Migrante que perdeu o rumo: o caso do Maçarico de asa branca!
Um individuo do Maçarico de asa branca, Tringa semipalmata, migrante do hemisfério norte, que registramos aqui em Vitória desde 2016, em praticamente todos os anos, resolveu, ao que tudo indica, estabelecer-se de vez por estas bandas!
Temos registros no Wiki Aves, de 154 fotos dessa ave para Vitória e quase sempre, quando visitamos o lugar, encontramo-lo no meio desse bando de piru- pirus. Na sequencia de fotos, temos registros das várias fases de plumagem da ave, desde o descanso reprodutivo até a época de reprodução, o que indica que mesmo estando distante de sua origem, a natureza continua ditando as regras sobre a reprodução da ave.
Talvez a ave tenha se perdido de seu grupo, ficando isolada aqui em Vitória. Relatos de aves migratórias que "se perdem", não são raros na literatura sobre aves. Por outro lado, o encontro com outra espécie de ave também ligada ao mar como o Piru- piru e a convivência com os membros dessa comunidade, talvez tenha amenizado para o Maçarico a ausência de indivíduos de sua espécie nas proximidades. A natureza segue seu curso e prazos. Abril já é primavera no hemisfério norte, época em que os maçaricos já iniciam os rituais para a reprodução e nosso amigo, Maçarico de asa branca de Vitória, já se encontra com a plumagem própria dessa fase, conforme nossa foto acima.
A plumagem nupcial de T. semipalmata é muito bonita!
Agradecemos às pessoas que nos visitam!
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Dois destaques de excursão à Cachoeira de Chaves, Santa , Santa Leopoldina, ES.
Recentemente, fizemos uma passarinhada rápida em Chaves, Cachoeira do Véu de Noiva, em Santa Leopoldina, ES. Além de várias aves florestais que registramos, focamos em duas espécies que nos proporcionaram boas fotos e observações.
Este taperuçu alimenta-se de insetos que captura em seus voos acima da cachoeira e também acima da marta circundante.
terça-feira, 31 de março de 2026
Conhecendo o Urutau de asa branca, Nyctibius leucopterus.
O fascínio por essa espécie é compreensível: afinal, é um mãe - da- lua ou urutau, o que por si só já atrai nossa curiosidade!. Lembramos que o nome popular "urutau" vem da língua Tupi e significa "ave fantasma". Essa denominação de fantasma, advém das lendas que são ligadas aos cantos dessas aves.
Essa foto foi tirada às 18,13 hs do dia 18.03.2026 na Rebio Sooretama, em Sooretama- ES, Brasil. Sem flash, ISO: 25.600. Canon R7.
Essa ave enigmática possui distribuição também, como já citado, na Amazônia. Conforme podemos ver pelo mapa abaixo:
Foto cedida por minha esposa Aninha Delboni, do momento em que apareceram dois indivíduos do urutau-de-asa-branca. Canon R10, ISO:25.600.








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