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domingo, 1 de abril de 2012

AS AVES DO BREJÃO DA ESTRADA DO CONTORNO.

A estrada do contorno da área metropolitana de Vitória é um anel rodoviário que contorna a zona urbana. Atravessa toda a área de baixada litoranea e áreas baixas dos municipios componentes da zona da capital. Trata-se de área já há muito tempo utilizada economicamente. Porém, como era formada  por grandes propriedades, nunca teve um uso intensivo do solo, resultando daí, que sua vegetação original foi, até pouco tempo atrás, pouco alterada. Tratando-se de região baixa, ao nível do mar ou até mesmo um pouco abaixo do mar, seus terrenos são inundados e ocupados  por formações vegetacionais da taboa, a Tipha dominguensis e outras plantas  que suportam terrenos encharcados. Porém, recentemente  toda essa vasta área vem sendo aterrada  por grandes empresas que estão se estabelecendo no anel rodoviário da grande vitória. A Estrada do contorno é importante malha viária que leva veiculos para fora da zona urbana, recentemente foi duplicada e com isso o perigo para  os animais  que vivem em seus brejais aumentou muito.

Fizemos já várias excursões a esse lugar e sempre nos encantamos com sua avifauna. A seguir, o relato fotografico:

O aspecto das  moitas da taboa, paineira abundante e que forma a maioria da vegetação do lugar:




pode-se ver, que quando o terreno aumenta sua altitude, a mata faz sua aparição. No caso, os primeiros contrafortes de manchas da floresta atlantica, a  atlantic rain forest: Nessa foto, em especial, pode-se ver  uma ave  muito bela e habitante do lugar, em vôo, o socó-boi-baio, o Botaurus pinnatus: 



Aqui, pode-se ver  com clareza, a beleza do contraste entre a baixada inundada e a mata atlantica ao fundo. Nesse caso, um bando de patos do mato, Cairina moschata:


outro habitante de áreas inundadas, a freirinha, Arundinicola leucocephala:

Uma das aves  mais  incriveis e interessantes desses  banhados, o tricolino: Pseudocolopteryx sclateri



Os  patos-do-mato Cairina moschata, não são raros  no lugar: 



a revoada dos patos do mato:


ao longe:

Uma ave que sempre sobrevoa  os banhados,o cará-cará, Polyborus plancus:  aqui  um jovem.

as garças brancas, sempre presentes  nos banhados:


um habitante caracteristico dos emaranhados de taboas, o curutié, apelidado de beira-dagua, por sua preferência em viver em ambientes proximos da água, o Certhiaxis cinnamomeus:


Um biguá-tinga, sempre  mergulhando em busca de peixes, Anhinga anhinga:



os marrecos-irerês, são comuns, aqui, pegamos  dois furtivamente: Dendrocygna viduata:


 e uma garça conhecida  como maria faceira, a Syrigma sibilatrix:



Na  fauna dos pássaros  que se utilizam das gramineas  para conseguir alimento, vimos  o caboclinho, Sporophila bouvreil:


e  um  cantor disputado e até pouco  tempo atrás, muito dificil de ser encontrado, pois era capturado muitas vezes  para servir de "pássaro de gaiola"  ou cage birds. Mas seu nome é mesmo Sporophila collaris, ou coleiro do brejo:


Nos  pastos proximos, uma constante é a garça do gado, a Bubulcus  ibis:


Nos campos e brejos de arbustos, outra cara conhecida, a policia-inglesa, a Sturnella superciliaris:



Nos arbustos de gramíneas, o canário-do-campo, o Emberizoides herbicola: 



as  lagoas, cheias de garças:


e o franga dagua azul, Phorphyrio martinica:




Se ficamos felizes  por ver  que muitas espécies estão reaparecendo e até aumentando de número, como os patos-do-mato, as garças, o biguá-tinga e pássaros  como  o coleiro-do-brejo, por outro lado, não podemos esquecer  que a preservação dessas áreas é necessária e não se pode aterrar  toda a baixada litoranea! As autoridades devem ficar atentas, e nós, como conservacionaistas, temos de ficar vigilantes e denunciar se houver abusos.

Um abração em  todos os amigos e visitantes.
jose silvério  1/04/2012.

quarta-feira, 14 de março de 2012

AS AVES DA SERRA DO LIMOEIRO

Localizada no municipio de Itarana e Santa Maria de Jetibá, a serra do limoeiro é uma imponente cadeia granitica de montanhas. Apesar da utilização agricola, a região mantém uma boa quantidade de remanescentes florestais da mata atlantica, destacando-se elementos de climas mais amenos. O local dessas fotos fica a 650 metros de altitude, em uma das várias matas fragmentadas que existem na serra. Essas matas na verdade estão transformadas em capoeirões, ainda contando um bom número de árvores emergentes altas. Mesmo não ocupando uma área vasta, esses remanescentes são muito importantes para a conservação da fauna. Isso  porque atravessam morros inteiros, com uma faixa as vezes larga as vezes estreita  mas sempre continua  ou emendando-se nos topos dos morros. Nessa mata, p.ex., nesse domingo, ouvimos os macacos barbado Alouatta  fusca  eo os guigós Callicebus personatus vocalizando nas encostas, uma prova da riqueza da fauna. Vamos às fotos de algumas espécies de aves. Começando  com a número 1, a espécie  que consideramos a "mais importante" da excursão, por ser vulnerável e endemica da mata atlantica, o rabo-amarelo:

                                     Tripophaga macroura:



aqui a ave fazendo acrobacias  para perseguir insetos na folhagem, seu alimento,


Esta  foto a seguir, foi colocada na página da espécie  no Wiki-Aves: http://www.wikiaves.com.br/rabo-amarelo

Acima, a choquinha de peito- pintado, a Dysithamnus stictothorax interessantissimo papa-formigas do interior da mata e que vocaliza muito.



O cabeçudo o Leptopogon amaurocephalus



Outra choquinha, incrivel pela vocalização incansável, sempre um Ti-Tui periodico, também florestal.
Drymophila ferruginea:

 Arapaçus são espécies florestais e muitos acompanham bandos  mistos. Foi o caso desse arapaçu-rajado, o Xiphorhynchus fuscus:


Várias  outras espécies  ouvimos a vocalizar, gravamos seus cantos mas não conseguimos fotografar. Algumas delas: Pyriglena lecoptera; Mackenziaena severa; Poecilotriccus plumbeiceps;Crypturellus obsoletus  entre  outras e as fotos  ficarão para  outras visitas,

Um abraço a todos amigos visitantes!!

domingo, 11 de março de 2012

NYCTIBIUS GRISEUS (Mãe-da-Lua): encontro em Itarana.

Na  noite de 10 de março, atendendo convite do Cesar, fomos por volta das 19,30hs. até a lagoa, área inundada em sua propriedade no municipio de Itarana, onde dias atrás  ele tinha ouvido o cantar do mãe-da-lua. Como se trata de uma ave dificil de se registrar e de comportamento  muito bizarro e caracteristico, lá  fomos  à procura da Ave. Essa, só  podia ser  notada  pelos  seus  olhos. Na escuridão  o vermelho dos olhos  pareciam dois pequenos faróis. Chegar ao local não foi fácil. Na beirada da lagoa, tomada pelo capim brachiaria e por moitas de taboa, a ave empoleirou  em um tronco e lá permanecia quieta. Vez por outra voava para uma estaca próxima e logo depois voltava. Aí foi que descobri a razão de permanecer naquele local: a enorme abundancia de moscas e insetos noturnos!. A quantidade de pequenas  moscas era tanta, que podiam ser pegas com a mão e chegavam a entrar nas narinas fazendo-nos tossir. Com a lanterna encima da ave ela não voava. Parecia  que ficava paralisada nos esperando e fitando e encantada! Certamente ela estava  ali para se alimentar daquelas  moscas, tão abundantes. A chegada à noite até o local foi uma aventura, pois fomos acompanhados pelas moças Ana, Diná e Tatiana  e houve  muitos atolamentos na lagoa inundada de capim!

LUA  CHEIA? Não, é um dos olhos do mãe-da-lua  visto de  longe, antes de se divisar a ave.


A mãe-da-lua, de longe, pousada na estaca espreitando as nuvens de moscas!


a foto, aumentada, para maior detalhe:


Os  olhos, uma visão binocular:



Reparem  o tamanho dos  olhos e  o bico, fino e um pouco torto!

Aqui, ela em uma postura tradicional, assentada no toco, por essa razão, seu apelido na região é EMENDA-TOCO, de fato, estava emendando o toco.



Essa ave é mesmo extraordinária e curiosa. Mas  pelo que se sabe, é dificil de ver e registrar  mas não é rara. Pelo menos essa espécie griseus.
a
Essa espécie de mãe-da-lua, o Nyctibius griseus, tem um comprimento médio de 40 cms. e ocorre no Brasil inteiro. Temos  mais  três espécies de mãe-da-lua, entre elas a mãe-da-lua gigante, que chega a medir 55 cms de comprimento. O nome indigena é Urutau, que significa "Ave-fantasma", isso devido a seu canto lamentoso e profundo que realmente assusta a quem não o conhece. Na região de Itarana, confirmamos agora, essa ave habita há bastante  tempo, pois nos idos de 1994 tivemos conhecimento de uma que nidificou na propriedade do Cesar, tirou o filhote  que ficou famoso e foi visitado por uma multidão de curiosos em romaria!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

PASSARINHANDO NA ESTRADA DO CONTORNO -26.2.2012

A estrada do contorno como o nome indica  contorna toda a grande vitória, abarcando áreas dos municipios de Serra e Cariacica. Hoje, acompanhado do amigo MARIO DIAS, eximio fotografo de aves e ornitlógo, estivemos  no lugar  para  o  bird-watching. Foi  uma opotunidade de ver também, a riqueza de nossa fauna de lugares abertos e semi-abertos. A região é muito boa para a pesquisa de aves e também deixamos escapar vários lifers importantes. Mas futuramente voltaremos lá para resgatar essas aves. Fotos das aves  avistadas:


Uma ave belissima e grande  cantora, o coleiro do brejo: S.collaris:



cantor  suave  dos campos de gramíneas, o caboclinho, S.bouvreil:



Outro angulo do coleiro do  brejo, ave bonita de de canto famoso:


a sempre presente garça do gado,  Bubulcus  ibis:



outro caboclinho:




Um  close  do anu-preto, parecido  com o veterano cantor Juca Chaves:


Um  close  do canário-do-campo, H. herbicola:



Ave belissima, a policia- inglesa, Leistis superciliaris:



De  novo  vimos o gavião-caboclo, H. meridionalis:



o sempre  presente cara-cara , P.plancus:



a femea  do pica-pauzinho,Picumnus cirratus:



muito abundantes no  lugar, as garças  brancas grandes, Casmerodius albus:


Na  lagoa, os  marrecos  Irerês, D.viduata:



Uma das aves mais importantes da excursão, o pato-do-mato, Cairina moschata, visto em grande número na lagoa proximo BR-101 e o conjunto alphaville.:



Nessa lagoa, também  o frango dagua azul P.martinica:




 Vimos  um biguá-tinga  A.anhinga:


 um filhotão imaturo do frango dágua:


e finalizando, um urubu de cabeça vermelha, Cathartes  aura:


Um abração a todos amigos seguidores.
ze.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

PASSARINHADA EM CHAVES = 11.2.2012

Este fim de semana proximo ao carnaval, estive em Chaves acompanhado dos colegas Mário Dias e Evandro Limonge, na agradavel tarefa de conciliar observação de aves com o esporte da fotografia. No meu caso é lucro total pois os dois são verdadeiros !"teams" da fotografia, o que tem me valido muitos novos conhecimentos. Apesar o calor muito forte e do tempo parado, sem ventos, pudemos fazer vários registros importantes. O incrível foi verificar que apesar de ser fevereiro, época tão avançada para a nidificação, ouvimos algumas vezes o canto da araponga na mata alta, quando desciamos pela trilha que atravessa a mata. Foi um balsamo ouvir sua voz no meio da mata. A seguir fotos de registros que fizemos hoje: Logo na viagem  vimos um bando do papagaio do mangue Amazona amazonica, mais um de nossos belíssimos psitácidas




Depois vimos  um belo exemplar do gavião caboclo Herospizias meridionalis, espécie campestre de grande porte  que aprecia muito ficar empoleirado em estacas de cerca ou morros para de lá vislumbrar suas  presas:



Chegando na pousada da Cachoeira véu de noiva, fizemos o trajeto da trilha  que atravessa a mata alta. Lá vimos  um bando misto  com espécies  muito importantes. Entre  elas  o Limpa folhas coroado Philydor atricapillus:  Trata-se de  um dos mais vistosos furnarideos florestais da floresta atlantica. O genero Philydor  em Chaves, nós já registramos três espécies: o limpa folhas de testa baia, o limpa folhas  ocráceo e o limpa folhas coroado. Todos são extraordinários exemplares florestais de nossa mata atlantica.


mais  uma  foto desse belíssimo furnarideo. Trata-se de elemento cuja existência indica que a mata é
 bem preservada. Ele é exigente e não é comum. Procura suas presas (insetos) nas  folhas.



Do lado de fora da mata, vimos numa cerca viva de flores, esta jóia da natureza  que é a saíra-militar. a Tangara cyanocephala:



Um tyrannideo não identificado,dentro da mata:


No bando misto de dentro da mata  tinha alguns exemplares do Tiê-d~-mato grosso, o  Habia rubica, belissimo passaro de colorido vermelho vivo( o macho), a femea é esta aqui em baixo,de plumagem mais modesta. E uma espécie  muito interessante já que percorre o interior da mata fazendo barulho comseu chamado áspero. É um dos capitães  dos bandos mistos.


Outro elemento  muito frequente nos bandos mistos, o Barranqueiro de olho branco, o Automolus leucophthalmus. Os furnarideos ( parentes do joão-de-barro) silvestres são aves  muito interessantes e só habitam  o interior da floresta. Por essa razão devemos nos alegrar ao ve-los dentro da mata pois são indicadores de que as florestas ainda possuem trechos bem preservados.


Outra familia fantastica de aves que vivem dentro da mata e ve-los significa que a mata é bem preservada, são os arapaçus. Esse  aí é o arapaçu-de-bico torto  o Campylorhamphus falcularius. Mesmo não sendo muito ameaçado devemos lembrar que toda ave florstal corre perigo se todas florestas  forem derrubadas. Portanto é outro tesouro de nossa floresta atlantica.

Finalmente uma femea  do gaturamo. Mas não identificamos de qual espécie.


Encerramos a observação conhecendo novas pessoas  como o Sr. Samuel Diniz e o Sr. Geninho proprietário da pousada e da empresa que comercializa as bananas EP daquela região de Santa Leopoldina. Prometemos voltar  para outras excursões. Um abração a todos  os seguidores e amigos  quem vem até aqui  nos prestigiar.